2009-07-24

Equipa desbobina a caminho de Sines

Space Invaders [Take 2]


"(...)PHILLIPS: Ladies and gentlemen (Am I on?). Ladies and gentlemen, here I am, back of a stone wall that adjoins Mr. Wilmuth's garden. From here I get a sweep of the whole scene. I'll give you every detail as long as I can talk. As long as I can see. More state police have arrived They're drawing up a cordon in front of the pit, about thirty of them. No need to push the crowd back now. They're willing to keep their distance. The captain is conferring with someone. We can't quite see who. Oh yes, I believe it's Professor Pierson. Yes, it is. Now they've parted. The Professor moves around one side, studying the object, while the captain and two policemen advance with something in their hands. I can see it now. It's a white handkerchief tied to a pole . . . a flag of truce. If those creatures know what that means . . . what anything means!. . . Wait! Something's happening!
PHILLIPS: Now the whole field's caught fire. (EXPLOSION) The woods . . . the barns . . . the gas tanks of automobiles . . . it's spreading everywhere. It's coming this way. About twenty yards to my right . . .

(CRASH OF MICROPHONE ... THEN DEAD SILENCE) (...)"


The War of the Worlds
COLUMBIA BROADCASTING SYSTEM

ORSON WELLES AND MERCURY THEATRE ON THE AIR
SUNDAY, OCTOBER 30, 1938

[Depois da primeira missão de reconhecimento, o começo da colonização.
foto: Natal'08 @ Funchal by bob com lente de macaco_esperto]

Lenda em Sines



Lee "Scratch" Perry ou simplesmente Mr. Upsetter. Por muitos considerado um génio, por outros considerado louco, a realidade andará um pouco pelos dois conceitos. Simplesmente é uma das figuras a quem se atribui a criação e formatação em termos artístico daquilo a que se designamos de música reggae. Mas a sua obra não fica por aqui. Esteve na 1ªleva de música Ska, formatou e ajudou na criação do reggae, foi produtor de nomes como Bob Marley & Wailers (fase pré-Island Records) ou Max Romeo , trabalhou com os Clash, esteve na génese do Dub, andou pelo Drum N' Bass e nos últimos anos tem enveredado por parcerias de Beastie Boys a artistas electrónicos. Sempre trabalho em parcerias, mas rezam as crónicas que as mesmas sempre acabaram mal. Consta que ateou fogo ao seu estúdio no final da década de 70 por julgar que o Diabo tinha tomado conta do mesmo...Junte-se o seu excelente gosto estético e temos o porquê do epíteto dado.

Em Sines no próximo sábado em mais um FMM! Highly recommend (entre outras coisas)!

2009-07-22

Toda a verdade

Após algum tempo de preguiça e muitas séries da BBC depois, cá estou eu cheia de força para passar os meus serões a escrever sobre a minha magnífica viagem ás américas.

A minha dissertação de hoje vai centrar-se nas verdades ou mentiras que nós portugueses, e quando digo nós, claro que me estou a referir à minha pessoa, pensamos que os americanos são ou fazem.

1)Os americanos vestem-se mal, gostam tanto de calções como o macaco gosta de banana, de usar meias com sandálias ou meias até aos joelhos com ténis. VERDADE

Verdade, verdadinha... aqui em Santa Cruz andam todos assim, lá na USGS até parece que é moda...usar sandálias e meias...um verdadeiro must americano.

2)Yard sales ou Garage sales? VERDADE

Aquelas limpezas astronómicas da garagem que vemos nos filmes, onde toda a porcaria é vendida aos vizinhos para salvar uma pobre família da bancarrota, é a mais pura das verdades. Preferencialmente realizadas ao sábado de manhã ou domingos aqui há garage sales para todos os gostos, feitios e pachorra de andar a vasculhar na porcaria que outros querem deitar fora.

3)Todos os carros americanos são grandes. VERDADE

Os americanos adoram os seus carros e realmente eles são bastante grandes comparados com os nossos modelos europeus. A variedade impera, e as marcas mais conhecidas na europa, aqui apresentam modelos esquisitos. Embora tenha que constatar que há bastante carros híbridos, não sei se será uma verdade extensível ao resto da america, pois aqui na CA as pessoas tendem a ser ambientalmente responsáveis.

4) O que nos leva a outra coisa... Os americanos são todos gordos. MEIA VERDADE

Aqui vêem-se pessoas gordas, mas não são a maioria. E posso mesmo afirmar que os mais gordos são os emigrantes que aqui vivem. Se bem que desconheço o que se passa noutros estados, aqui há uma paranóia com a comida orgânica. Digo paranóia porque é mesmo paranóia. Os supermercados só vendem comida orgânica e o vegetarianismo impera.

5)Os americanos são burros. FALSO
Acho que posso afirmar com segurança que os americanos não são burros, pelo menos não todos. O que se passa é que eles vivem fechados sobre si próprios. Acho que para nós europeus é difícil perceber o que é viver num país onde podemos andar 5000km e não sair do mesmo país, não necessitar de falar outra língua, trocar moeda ou encontrar gente de outra nacionalidade. Para eles o facto da america ser tão grande é uma desvantagem quando se trata de ser geograficamente culto. Eu não acho que eles são burros, são mais preguiçosos e convencidos que a informação extra não lhes faz falta. No entanto, há gente culta, as pessoas lêem bastante e a conversa deles é agradável. Talvez não seja profunda, confesso, mas acho que mais do que burros...os americanos não têm um sentido de humor muito desenvolvido.

Bem...por agora é tudo...tenho de me ir deitar...mas se se lembrarem de mais alguma verdade para testar, deixem comentário que eu respondo.

2009-07-21

correndo o risco de correr uma cometer heresia, mas...


...é só de mim ou o hype mediático à volta de Jacko já enjoa?

Graffiti da Semana@Elevador da Glória



fotografia tirada pelo Fab [irmão do bob] a meu pedido

Quiz XXXVII


Não será o moche (ou equivalente noutros operadores) o Twitter dos pobres?


2009-07-20

desmascarando agendas escondidas


"Very Hot: Surpreenda-o com o uso de um pénis artificial que deverá introduzir no ânus dele, quando sentir que ele se está a preparar para o orgasmo. Inicialmente ele poderá achar estranho, mas depois de sentir o prazer que tal estimulação lhe proporciona nunca mais vai esquecer a sua técnica sexual."

in "Seja uma deusa do sexo" by Revista Happy [p.168 Abril'09]


Noto uma espécie de agenda escondida por parte da Happy, em relação à temática. Já é o terceiro mês seguido que leio* na dita revista, sugestões e conselhos que redundam sempre no mesmo...Até considero-me uma pessoa com um espírito e uma mente aberta (bem..há sempre certos limites), mas serve o presente texto para alertar alguns namorados mais incautos para que não sejam surpreendidos. Para que possam fechar descansadamente os olhos à noite.

Ou por outro lado, pensando melhor, talvez não. Confesso que meu intuito é meramente criar um clima alarmista, para que fiquem com suores frios quando virem as suas parceiras/amigas coloridas/namoradas/mulheres [riscar o que não se adequa] adquirir esta revista com a pretensa finalidade de obter um inocente voucher**...É que apartir de agora, o termo "Surpresa!" pode significar muita coisa...AHAHAH (gargalhada fantasmagórica) Tenham medo, muito medo!


*apenas dei um olhada quando fui à casa de banho...

**porventura o único apontamento minimamente sério deste texto: é impressionante o culto hedionista e consumista centrado no corpo e na imagem, bombeado com imensos chavões e frases feitas, que são cultivados pelas peças destas revistas. É que chega a ser completamente desfasado da realidade. Mas diga-se em abono da verdade que a dita revista é um "hit seller" no mercado devido aos vouchers que contêm. E já agora se da parte da malta YX, se nos fascinamos com 22 homens atrás de uma bola [eu incluído], que moral temos nós para falar...

Quiz XXXVI


É impressão minha ou a Diana Chaves tem alguma cláusula no contrato que a impede de ter vestidos/saias abaixo de [vá lá] 1/2 coxa?
post scriptum: não é que nos importemos muito...

2009-07-15

Rali Vinho Madeira 2009



Mais uma vez o momento desportivo mais esperado do ano está aí à porta. Para muitos o Rali Vinho Madeira já começou com os preparativos, testes, avarias de ultima hora, inscrições, aquisição dos tao falado e obrigatorios sistema HANS (Head And Neck Support), mas só no proximo dia 30 de Julho é que vai para a estrada.
Mas o motivo que me faz colocar este post é porque nesta edição que se comemora os 50 anos da volta à ilha e os 30 no campeonato europeu foi obtido mais um recorde:
Maior numero de viaturas S2000 numa prova do IRC - 20!

Com o aperitivo do Rali do Maritimo em que se assistiu a uma "luta" entre o campeoao regional e o campeao nacional, tudo indica que esta será uma super edição do mais aguardado rali.
Vamos esperar para ver

P.S. - Ver tambem Promo Rali Vinho Madeira 2009

2009-07-12

Space Invaders



Churros Mutantes de Mercúrio@downtown Funchal


E de repente, no Natal passado, a baixa funchalense viu-se invadida por psicóticas e alienígenas barracas de churros e cachorros quentes, bem estilo do ideário cinematográfico alternativo americano dos anos 50...a fazer inveja aos Homens Lagosta de Marte!


foto captada pela lente do macaco_esperto e pela máquina e destreza artística do bob

2009-07-10

argumentos precisam-se [rapidamente]...

"Um grupo de cientistas de Newcastle garante ter criado esperma humano em laboratório(...)"
via I [edição impressa 09/07/09]

...sob risco de, de repente, as eternas discussões Homens vs Mulheres passarem a ser bem desequilibradas!

post scriptum: Se já era duro ter a noção que um simples copo poderia fertilizar milhares e milhares de mulheres [o que levanta a questão do sermos necessários], agora com este argumento, creio que se abate sobre os detentores de cromossomas XY uma grande dúvida existencial...

uma questão de ter ou não ter orelhas...



"Fazendo de Mickey na Disney

Único requisito não é muito difícil de preencher: ter entre 1,37 e 1,94 metros. A maior exigência é não desmaiar com o calor dentro do fato de Mickey, Donald e Pateta. E não insultar as centenas de crianças que saltam para as cavalitas. Mas pense positivo: o fato faz o sorriso por si. Se souber dançar pode ser uma vedeta das paradas da Disney. Geralmente mais bem pagas.

Quando? Há contratos todo o ano.


Quanto se ganha? €1500/mês + despesas de alojamento e refeições."

2009-07-09

http://lisboacity.olx.pt/procuro-menina-senhora-que-use-farda-uniforme-assunto-serio-iid-34568647

A sério...

Ou se sabe ou não se sabe...

http://www.youtube.com/watch?v=LfKbTZxiE9g

Vejam...vale a pena

Big Beat Returns


Rapazes, preparem os sintetizadores e a bateria! Os Prodigy estão de volta com aquele kick característico. Daqui a dois dias no Alive'09!

post scriptum: confesso que ouvir a potente intro desta música durante uma viagem de metro em hora de ponta é simplesmente priceless. Não me perguntem porquê!

2009-07-08

Home

Compra feita há horas na FNAC por menos de 5€.

Excelente fotografia! Excelente mensagem! Highly recommend (ainda que esteja disponível integralmente no Youtube)!

post scriptum: apenas uma pequena curiosidade - este filme é um dos factores apontados para a excelente votação que os Verdes tiveram em países como França ou a Grécia, nas últimas europeias.

Como motivar o eleitor a votar? II


Na senda do anteriormente escrito [consultar 1º texto por AQUI ou ler dois posts abaixo deste], como incentivar a uma maior e mais consciente participação por parte dos eleitores?

Sou mais apologista do sistema de incentivos à participação. Obviamente não me refiro a questões monetárias ou algo do género (geraria dependências e fomentaria caciquismos), mas sim por exemplo, à atribuições de benesses de índole cívica, como taxas de IMI mais baixas consoante a maior participação ou outro tipo de medidas do género.

Obviamente que isto levanta desde já uma grande questão: Como garantir uma participação voluntária, sã e racional e não meramente à caça do benefício?
Existirá sempre esta possibilidade, mas também há que ter em conta que não existem sistemas perfeitos. No fundo é uma questão de avaliar se o que verdadeiramente interessa é uma participação mais abrangente ou por outro lado, é pretendido uma mais qualificada [de que em abono da verdade, não existem garantias para tal].

A questão da participação não se esgota meramente no acto em si, mas sim na qualidade da mesma. Aliás, há a percepção que se por um lado as sociedades actuais proporcionam um envolvimento maior dos cidadãos em organizações - criando e estimulando o envolvimento do mesmo na sociedade, por outro é visível que a qualidade da participação é bem pior. Ou seja, as pessoas envolvem-se em organizações, mas pardoxalmente [ou talvez não] tendem a ter uma atitude meramente passiva [em Portugal isso é bem visível].

Voltando ao tema, a motivação para a participação pode também decorrer do tipo de envolvimento que o sistema proporciona ao cidadão comum passivo. Não obstante todos os incentivos e cada vez maiores mecanismos à participação dos cidadãos, muitos tendem a ver isso, como algo que não é para si e deve ser deixado para outros. Preferem ser conduzidos que escolher o seu próprio caminho. Isto pode dever-se a inúmeras razões, mas aponto uma que creio ser forte: as pessoas não acreditam que possam fazer a diferença ou que o seu contributo possa dar origem a alguma mudança. Já aqui escrevi que o visão do eleitor reduz-se a uma perspectiva a curto-prazo focando os seus próprios interesses.

Assim todas as outras questões tendem a ser consideradas pelo eleitor comum, como algo que deve ser deixado para as elites no poder. Como se a política não tivesse como propósito, ser direccionada para o cidadão e como se este não pudesse efectuar nada para inverter este ciclo vicioso, aceitando tal facto como consumado.

Daí que importe verificar e ter em conta a questão da governança local e a relação com os eleitores.
Tenho vindo a acompanhar nos últimos tempos [de há um ano e meio a esta parte] o fenómenos dos orçamentos participativos em unidades administrativas territoriais (municípios e freguesias). Aliás, o tema tem estado na berra, desde que Lisboa lançou o seu orçamento participativo e tornou-se na primeira capital europeia a fazê-lo [sobre os OP está um texto na forja na minha cabeça há já largo tempo dada a dimensão e abrangência do tema]. Para o texto que escrevo, importa referir que sendo uma temática com várias abordagens, não existe uma definição uniforme de OP.

No entanto é aceite que trata-se de um processo que visa dar maior transparência à dminsitração pública local, aproximando os cidadãos da mesma, através da participação dos mesmos na discussão e decisão sobre gastos públicos, muito além do simples acto de votar. Ou seja, ao mesmo tempo que se fiscaliza e define as prioridades da administração, há igualmente um gradual envolver e efeito pedagógico sobre os cidadãos que toranam-se mais interventivos e mais cientes das reais barreiras e prioridades a tomar. E um dos grandes factores desmobilizadores que podem ocorrer após uma primeira experiência falhada é a ausência de feedback perante as propostas apresentadas. Ou seja, o cidadão ver que o seu contributo, ainda que diminuto, não foi levado em linha de conta.

Na definição que deixei, deixei ímplicito esta dualidade entre democracia participativa e democracia representativa. E obviamente estou ciente das diferenças entre as duas. - Benjamin Constant ainda no início do século XIX deixou bem vincado o porquê essa diferença - procurar discurso "Sobre a Liberdade dos Antigos Comparada com a dos Modernos".

Mas há que ter em conta que o bem comum deve essencialmente orientar-se para as necessidades dos cidadãos e deve sempre tentar englobar os interesses dos mesmos nas tomadas de decisão. Ou seja, para que a democracia representativa funcione bem, necessita de levar em linha de conta certos princípios da democracia participativa, não desperdiçando o enorme manancial e contributo que a sociedade civil pode dar.

Assim, pequenas experiências como esta, podem a meu ver [desde que bem estruturadas, explicadas, divulgadas, conduzidas e avaliadas] fazer imenso pelo acréscimo do nível de participação e envolvimento do cidadão comum, primeiro num base local, algo que depois é efectivamente transposto para um estádio superior, capacitando efectivamente os cidadãos e promovendo uma efectiva elevação da qualidade da democracia existente.

Desbobina no ar!

Irreverencia (RTP Madeira) vai para o ar...num parapente from Associação Voo Livre Madeira on Vimeo.

Para um breve interlúdio, mais um momento onanista neste Blog. Desbobinador Tiago nas alturas sobre o Funchal!

Via: Duarte Gouveia



2009-07-07

Como motivar o eleitor a votar?


"(...)O sistema eleitoral actual dá peso eleitoral mesmo a quem não votou, assumindo que votariam na mesma proporção do que os que de facto votaram. É legitimo dar peso eleitoral artificial a quem de facto não expressou a sua opinião com o voto? Não me parece justo!"

Sobre a elevada abstenção, Duarte Gouveia propõe uma interessante medida para contrariar a cada vez maior prevalência da mesma. Assim, "(...)se o número de lugares no Parlamento Europeu não fosse pré-determinado pela população de cada um dos países (via tratado em vigor), mas sim pós-determinado pelo número de votantes efectivos de cada país nas eleições europeias, votar passava a ser um dever nacional e patriótico(...)", não deixando o Duarte de por em causa a mesma aplicação a nível nacional ou local.

Ou seja, em vez de uma distribuição geográfica de mandatos pré-eleitoral, haveria uma distribuição pós-eleitoral, consoante o número de votantes efectivos.

Isto sem dúvida era a meu ver uma medida interessantíssima, dado que assim conseguiríamos eliminar a desvirtuação efectiva que constituí uma elevada abstenção.

No entanto devo fazer uma ressalva, a propósito da questão que é deixada [ler em cima excerto] e que creio que condiciona muito o proposto: no meu entendimento não deve haver a exclusão de nenhum cidadão, quando o que está em causa é a gestão da vida pública.
Isso geraria exclusão e potenciaria o sentimento de existência de castas - algo muito visível nos primórdios do liberalismo no séc. XIX [e algo que mesmo assim, infelizmente já existe nas condições actuais].
Entendo que não possa ser justo e o mesmo potencializa as desvirtuações que assistimos, mas a equidade de todos perante a lei e o Estado têm de ser mantidos, isto quando sabemos que há vários factores sócio-economico-culturais que podem influir e podem determinar uma maior ou menor apetência para a participação.

No entanto, voltando à exploração do dinamismo preconizado, creio que a inversão de lógica que o Duarte faz [mandatos distribuídos numa base pós eleitoral] é uma maneira curiosa de colocar a questão, obrigando-nos a repensar toda esta questão.

Partindo do princípio que o que enunciei em cima era ultrapassável [a meu ver não é], não sei até que ponto, num país muito centralizado como Portugal, iria haver essa motivação, quando em muitas zonas do país não há esse sentimento de pertença a região [algo que por exemplo os madeirenses têm].
Ou seja, poderia haver imensas desvirtuações entre as regiões, podendo umas estar sub ou sobre-representadas face ao seu real peso eleitoral. E como já referi, por norma cidadãos provindos de um contexto sócio-económico mais elevado por norma tendem a estar mais informados e a participar mais que pessoas de escalões mais baixos da população, por norma excluídos ou abstraidos destas temáticas [ainda que esta conclusão possa ser contestada]. Daí que pesando os prós e contras, creio que um sistema deste tipo acabe na minha óptica por não acrescentar nada ao actual paradigma.

Em sistemas como o belga ou brasileiro de voto obrigatório com penalizações por incumprimento, se estatisticamente a medida resulta (91% de participação belga nas últimas europeias), a meu ver a grande questão prende-se com a qualidade do voto. Não é certo que as pessoas se procurem envolver mais ou informar mais se a questão da obrigatoriedade do dever de voto estiver em causa.

Por outro lado, conforme nota Pedro Magalhães no seu blog, na Grécia o voto é obrigatório mas as sanções por incumprimento são meramente simbólicas. Isto leva a que nas últimas europeias 40% dos eleitores inscritos não votasse.

Pessoalmente não ponho de parte a adopção desta medida como defendeu Carlos César, se bem que considere que haveria inúmeras desvirtuações que poderiam advir daí, nada trazendo de efectivo para a resolução do verdadeiro problema.

Então que fazer para incentivar a uma maior e consciente participação eleitoral por parte dos cidadãos? Será o voto um dever ou um direito? Matéria para um próximo texto dentro de minutos [olhando já ao tamanho deste].

Quiz XXXV


Olhando aos recentes manifestos [já vão em quatro, com um de artistas que saiu anteontem], numa época em que a componente cénica e mediática da política vale tanto quanto o conteúdo e a mensagem [direi até bem mais a primeira que a segunda], será que a clara divisão existente sobre o tema em termos de opções e o impacto futuro no país, não significarão por um lado, um retorno às grandes divisões ideológicas do passado?
Ou serão meros fogachos lançados num ambiente cada vez mais uniforme, onde as diferenças entre os partidos de poder são cada vez mais esbatidas?

Futerologia*



Facto a reter da apresentação do Maior das Ilhas: Carlos Pereira não falou em Champions no seu mini discurso.

Não podia estar mais contente. Isso é bom sinal! Pode ser que em ano de preparação para o Centenário, as coisas corram bem!

Vamos Marítimo!

[*junção do léxico futebol com o léxico futurologia]

2009-07-06

Desbobina Solidário até à Medula!


No passado dia 2 de Julho realizaram-se inúmeras actividades solidárias no âmbito da campanha de luta contra a leucemia, destacando-se o destaque dado pela RTP1 com a realização de uma emissão especial de recolha de fundos que englobou um leilão de objectos de personalidades famosas (guitarra de Sting; camisa do Inter de Figo, etc.) e culminou com a realização de uma gala com a participação de artistas como Mariza, Rui Veloso ou Camané.

Paralelamente, numa iniciativa do projecto Sporting Solidário, em parceria com a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e com o Instituto Gulbenkian da Ciência (IGC), realizou-se a 28 de Junho na Academia de Alcochete, um jogo solidário opondo um grupo de personalidades sportinguistas e um grupo de cientistas dos referidos institutos, sendo que a 2 de Julho, excertos do jogo foram mostrados durante a emissão referida no primeiro parágrafo.

O desbobina esteve presente, sendo o referido árbitro do encontro o ilustre desbobinador Old Shatterhand - o nosso "Collina dos Balcãs", tendo o jogo se saldado num surpreendente (ou talvez não) 5 a 5 com os "geeks" a levarem a coisa bem a sério [organizados e com "ganas" de mostrar serviço, segundo relatos do Gueorgui].

Fica aqui o registo [ainda que posterior] de uma importante iniciativa.

Post Scriptum: A propósito do Gueorgui, refira-se que o mesmo é o 1º árbitro estrangeiro em Portugal ao abrigo da directiva de reciprocidade nacional entre membros da UE. Ou seja o Desbobina contém nos seus quadros alguém pioneiro na sua área [momento onanista deste texto], para além de estar infiltrado nos meandros do futebol [ehe]. Agora a sério, é das pessoas com mais potencial que conheço, tendo trilhado um percurso de vida que muito elogio e muito admiro. Um verdadeiro amigo [e creio que posso falar por muitos que aqui escrevem]. Mas deixo alguém mais imparcial falar por mim. Vide texto escrito por Alberto Hélder, ex-árbitro de futebol e futsal, sócio de mérito da Associação de Futebol de Lisboa e ex-chefe de serviços da APAF [ou seja, alguém com nome na área]. Para visualizar o texto, clicar AQUI.

2009-07-03

Quiz XXXIV


É impressão minha ou é só em Portugal que os outrora impolutos "tycoons" e "CEO's" financeiros, aparentam padecer de um surto de amnésia viral?

É que chega a ser confrangedor ver pessoas como Jardim Gonçalves declarar que não sabia da existência de offshores no caso Millenium BCP, ou pessoas como Dias Loureiro, até há uns atrás endeusado como o mais puro exemplo de rectidão e ética, a declarar que assinava documentos sem olhar aos mesmos...

As sete vidas de Pedro

O valor das ideias: Pedro Miguel de Santana Lopes, o homem que sabemos quem é!

[Filme de terror a estrear em Outubro?Têm palavra os lisboetas!]

2009-07-02

Estranho unamismo ou apenas mudança de paradigma?

Ocorreu pelos últimos dias um golpe de estado em mais um país da América Central. Até aqui, nada de novo e poderia-se considerar que era apenas a perpetuação de uma longa tradição de tomadas de poder e intromissões do Exército na condução dos destinos de cada país, situação aliás que tem raízes que remotam até Símon Bolívar.

No entanto, o que que é interessante verificar, é o estranho unamismo que se criou na condenação deste acto. Zelaya como se sabe, era um indefectível seguidor da linha boliviriana chavista. A condenação do acto por parte de Obama e a ausência de apoio ou neutralidade para com o perpetuadores do ataque por parte dos EUA, acabam assim por constituir um corte com o passado recente.

Enquadrar-se-à esta posição de Obama numa simples extensão do seu discurso idealista ou estará meramente a tentar contrapor o enorme ascendente que Chavez possui no continente? Não é segredo para ninguém, que durante séculos [posso seguramente já usar a expressão], os EUA consideraram a América Latina como seu território de influência, escudando o mesmo a ingerências externas - célebre teoria Monroe [de que já aqui falamos].

A coberto desta situação, foi dada imensa cobertura a elites oligarcas locais que por meios dictatoriais [na esmagadora maioria dos casos] se perpetuaram no poder, escudando os interesses dos EUA numa primeira, quer numa segunda fase, contendo os ímpetos de uma possível contaminação comunista do continente.

Neste caso, as restricções aplicadas a Cuba [ainda existente devido ao enorme lobby anti-castrista de Miami] são um puro exemplo do que falo. Mais atropelos às mais elementares regras de democracia foram aplicados [ex. Chile em 1973], fazendo com que a América Latina rapidamente se tornasse uma espécie de besta negra ou caixinha dos horrores, nada condizentes com a mensagem e postura moralmente superior, que uns EUA defensores da liberdade pretendiam passar.

A América do Sul é um continente muito desigual. Com cerca de 80% da população urbanizada, mais de metade dos seus munícipios [ou unidades administrativas equivalentes] são rurais e tem menos de 5000 habitantes. Isto gera, conforme devem imaginar graves desiquilíbrios. A protecção dada pelos americanos, às minoria que se arrastou pelo poder durante décadas, ajudou a fomentar ódios de estimação, assim como populismos que com razão ou não, souberam aproveitar estes sentimentos.

Daí a minha questão sobre esta mudança de atitude de Obama em relação à América do Sul. Ainda para mais quando o presidente em questão pretendia alterar a constituição, para efectuar um referendo popular para poder se recandidatar a novo mandato. Será que estarão por detrás questões de pacificação interna da região? Será esta uma medida que visa agradar à crescente preponderância [em termos demográficos - 11% na actualidade, mas 22% em 2025] hispânica no "melting pot" que são os EUA? Haverão questões comerciais - petróleo, mercado livre da ALCA - por detrás desta posição? Ou procurará Obama meramente contrapor a crescente preponderância de Chévez na região?

Tudo questões interessantes que são levantadas, mas não deixa de ser estranho este estranho unamismo existente, deixando assim Chávez sem alvo para poder disparar à vontade.

A propósito do tema: Europas

Uma questão de distribuição

E se eliminássemos o conjunto de países que constituem apenas 5% do PIB mundial?

Apenas "excluiríamos" 81 países com cerca de 2,9 mil milhões de pessoas ou pondo isto noutros termos, cerca de 43% da população mundial...no entanto, representam apenas 5% do PIB mundial.

Dá que pensar!

via StrangeMaps