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2013-06-19

# vemprarua

 


Sou louco por futebol.
Mesmo. 
Vibro. 
É uma droga.  
E digo que, entre todas as coisas fúteis e triviais da vida, o futebol é provavelmente das mais importantes, senão a mais importante (por vezes confesso que sim).


Mas há uma linha que convém não passar.


Se princípios e valores como a justiça e a dignidade humana são colocados de lado em detrimento do futebol, então ele perde todo o significado e deixa de ser o jogo mais bonito.
O jogo que eu adoro.


Solidariedade Brasil!

# vemprarua




2010-06-24

Os putos já estão condenados.


"These kid's don't known they're working class; they won't known that until they leave school and realize that that the dreams they've nurtered throught childhood can't come true."


The Spirit Level - Why Equality is Better for Everyone (Wilkinson & Pickett) Penguin Books pp.117


Ironia como num raio de 200 metros numa das zonas de maior expansão imobiliária de Lisboa, temos um dos colégios mais selectos do país - segundo consta, a lista de admissão é praticamente impenetrável - temos uma escola pública num bairro degradado, com parcas condições para não dizer deploráveis, e no meio, entre as duas numa mera distância de menos de 100 metros, temos com um antigo armazém degradado que serve de abrigo a toxicodependentes que ali livremente se deslocam e pernoitam, havendo pouca ajuda disponível (pelo menos a nível visível) para reabilitá-los. Isto acontece em plena Lisboa (não vou nomear o sítio), mas poderia acontecer em qualquer parte do país.

Estive hoje na tal escola do bairro carenciado, pese toda a disponibilidade e boa vontade evidenciada pelos auxiliares e membros de ATL, ao olhar para aquelas crianças e ao ver aos seus pais, a primeira ideia que me ocorreu foi precisamente o título que pontua este texto.

O contexto social, a disponibilidade financeira dos pais, o grau de confiança existente na comunidade onde a criança interage e os estímulos que a mesma recebe, são tudo factores que influem no desenvolvimento das crianças, tendo um real impacto nas sua vidas adultas.

Sociedade altamente desiguais como a nossa, apenas estimulam e agravam estas disparidades, contruíndo uma abstracção de sociedade onde uma parte vive numa espécie de redoma de vidro longe de todas as adversidades, dentro dos seus condomínios e uma outra parte vive em quase estado de sítio, em contextos onde a confiança e segurança não abundam, repercutindo-se isso numa espécie de ciclo vicioso que afecta todos os aspectos da vida, afectando e quebrando os naturais e solidários laços que uma saudável sociedade deve possuir.

Um pensamento a ter em conta, quando num contexto de crise, são propagados argumentos populistas e demagógicos, como cortes em programas estatais no campo da assistência e na correcção de assimetrias existentes, numa pura lógica economicista sem olhar aos efeitos que tal medidas faria.

O ataque às consequência e não às causas, como p.e. os argumentos securitária e autoritários muitas vezes implicam, é outra característica da opção por lógicas suicidas a curto-prazo que nada farão se o problema não for abordado na sua raiz e numa lógica a longo-prazo.

Até porque as consequências advindas de uma sociedade mais desigual, não só afectaram os estratos mais baixos dessa mesma comunidade, como afectaram todos os outros, diminuindo a qualidade de vida, tornando menos solidária e confiante toda a sociedade (mais desconfiada e menos altruísta) e tornando em última instância, mais onerosa para o Estado a manutenção de certas operações vistas como essenciais (segurança, custos com saúde, etc.).

A redução desta disparidades, deveria ser assim vista como prioridade máxima.

Assim de repente, depois deste texto e sabendo-se as terríveis disparidades no nosso país - assim como a lógica adoptada, afinal de contas não constituirá assim tão grande ironia a existência destas contradições num curto raio de espaço. Isso é algo que uma grande parte da nossa classe dirigente ainda não se deu conta. Fazia bem saírem da redoma de vidro de vez em quando.



2009-07-06

Desbobina Solidário até à Medula!


No passado dia 2 de Julho realizaram-se inúmeras actividades solidárias no âmbito da campanha de luta contra a leucemia, destacando-se o destaque dado pela RTP1 com a realização de uma emissão especial de recolha de fundos que englobou um leilão de objectos de personalidades famosas (guitarra de Sting; camisa do Inter de Figo, etc.) e culminou com a realização de uma gala com a participação de artistas como Mariza, Rui Veloso ou Camané.

Paralelamente, numa iniciativa do projecto Sporting Solidário, em parceria com a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e com o Instituto Gulbenkian da Ciência (IGC), realizou-se a 28 de Junho na Academia de Alcochete, um jogo solidário opondo um grupo de personalidades sportinguistas e um grupo de cientistas dos referidos institutos, sendo que a 2 de Julho, excertos do jogo foram mostrados durante a emissão referida no primeiro parágrafo.

O desbobina esteve presente, sendo o referido árbitro do encontro o ilustre desbobinador Old Shatterhand - o nosso "Collina dos Balcãs", tendo o jogo se saldado num surpreendente (ou talvez não) 5 a 5 com os "geeks" a levarem a coisa bem a sério [organizados e com "ganas" de mostrar serviço, segundo relatos do Gueorgui].

Fica aqui o registo [ainda que posterior] de uma importante iniciativa.

Post Scriptum: A propósito do Gueorgui, refira-se que o mesmo é o 1º árbitro estrangeiro em Portugal ao abrigo da directiva de reciprocidade nacional entre membros da UE. Ou seja o Desbobina contém nos seus quadros alguém pioneiro na sua área [momento onanista deste texto], para além de estar infiltrado nos meandros do futebol [ehe]. Agora a sério, é das pessoas com mais potencial que conheço, tendo trilhado um percurso de vida que muito elogio e muito admiro. Um verdadeiro amigo [e creio que posso falar por muitos que aqui escrevem]. Mas deixo alguém mais imparcial falar por mim. Vide texto escrito por Alberto Hélder, ex-árbitro de futebol e futsal, sócio de mérito da Associação de Futebol de Lisboa e ex-chefe de serviços da APAF [ou seja, alguém com nome na área]. Para visualizar o texto, clicar AQUI.