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2011-06-15

The Joy of Tech.



"(...)The ecosystem that encourages technological breakthroughs and their aplication does not develop in a vacuum. It requires great universities, vibrant companies that devote time and energy to research and - yes - large amounts of government funding (...)"

Fareed Zakaria in Time (June 13)

2010-05-04

Hoje adicionei um cão na minha rede de amigos no Facebook*


"É engraçado ver como o uso das palavras se vai transformando. A amizade tem-se no imaginário cultural como uma coisa que se adquire, que se trabalha. No Facebook carrega-se num botão e é-se amigo de alguém. As palavras vão ganhando contextos e contornos diferentes" João Cardoso in publico.pt


Definitivamente com a proximidade fornecida pelas redes sociais e a web 2.0, há que repensar certos conceitos. Entre os quais o de amizade, em especial o de amigo. Conheço pessoas que adicionam tudo e mais alguma coisa. Outras que não. Outras que utilizam as redes como meio de maior aquisição do dito capital social. Outras que simplesmente usam as redes como mero escape recreacional. O que acaba por ser comum nestes exemplos é verificar a diversidade significados que se atribui à palavra amizade ou ao acto de se tornar amigo numa rede social na internet.

Será que esta mutação não é assim tão linear e este post pode aparentar ser algo alarmista - dirão que as pessoas conseguiram sempre discernir entre as ditas amizades reais e as virtuais, ou não fará de todo sentido pensar que com a evolução tecnológica, certos conceitos tidos como plenamente aceites, não possam vir a ser postos em causa?

É que até já existe o termo "desamigar".


*E ainda tenho convites do Torneio de PES de Santarém (sic), de estalagens rurais, farmácias e lojas de flores da minha esquina.

2009-07-21

Quiz XXXVII


Não será o moche (ou equivalente noutros operadores) o Twitter dos pobres?


2009-06-24

Jovens e a Política II


Nesta segunda parte [ver aqui 1ªparte "Jovens e a Política" - ou em alternativa, ver 2 entradas abaixo], focarei-me essencialmente na resposta às questões lançadas, assim como analisarei a questão das juventudes partidárias.

Creio ser interessante ter em conta um estudo "Os Jovens e a Política" [do Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica Portuguesa, da autoria de Pedro Magalhães e Jesus Sanz Moral], lançado em Janeiro 2008, onde caracteriza em traços gerais a atitude da juventude em relação a formas de participação política por vias convencionais e não convencionais. Em traços gerais, há que separar a juventude até aos 18 anos e os jovens adultos dos 18 anos até aos 29 anos.

O primeiro grupo caracteriza-se por uma baixíssima taxa de interesse seja por vias convencionais de participação política (partidos, comícios, etc), seja por não convencionais (petições, manifestações ilegais, etc.), embora fosse previsível que este último grupo colhe mais adesão que o primeiro. No contexto europeu e fruto da nossa mentalidade e posição mais reactiva e expectante [a baixa auto-estima nacional em muito contribui para isto], estamos nesta faixa etária nas últimas posições, quando comparados a nível europeu. Curiosamente, o grupo dos jovens adultos, pese a baixa participação,já apresenta taxas bem mais elevadas [e medianas a nível europeu], bem parecidas com o escalão etário seguinte, destacando-se no entanto a apetência para formas de participação não convencional em detrimento das formas de participação convencional.

Estes dados, e tomando em linha de conta que a consolidação democrática foi alicerçada sob o formalismo e estrutura dos partidos, permitem um leitura no sentido que estas estruturas por vezes fechadas, necessitam de adoptar novas estratégias e tipos de abertura, para poder englobar estas franjas etárias de população. Obviamente, há participação fora do contexto partidário, mas é notória a primazia que este tem sobre os demais (e nóveis na minha opinião) movimentos cívicos ou formas organizadas de intervenção cívica que existam ou venham a se formar.
Tomando em linha de conta, esta primazia partidária, convém analisar a posição e estatuto das chamdas juventudes partidárias. Antes de mais, tenho de fazer uma declaração de interesses: tal como Vicente Jorge Silva, tenho uma imagem nada idealista das jotas. Reconheço a sua função como formadora de quadros e admiro a capacidade de compromisso que assumem numa idade onde essa característica por vezes escasseia.

Mas a verdade é que noto muito vezes apenas a reprodução de muitos dos malefícios que os partidos possuem: viveiros de carreirismo, que servem muitas vezes como interlocutores das casas-mãe para fazer ou dizer [ou atacar] aquilo que o partido eticamente não pode efectuar. Servem muitas vezes para dar aquele toque de irreverência às campanhas eleitorais [os gritos "futeboleiros" da JSD no discurso de Manuela Ferreira Leite roçaram o risível]. Para além de, por vezes silenciarem a capacidade de expressão individual dos militantes, sob o signo do unamismo e do discurso único, transformando os mesmos em autênticas cassetes.

Obviamente e dado que desconheço o funcionamento interno destas organizações [existem jotinhas aqui no blog que poderiam responder a isso melhor que eu - assim como participantes a quem peço que deixem a sua opinião, até para estimular debate e troca de opiniões], dou o benefício da dúvida sobre se estas organizações serão as ideais, como espaços de participação e inclusão dos jovens em termos cívicos.

Mas a verdade é que, olhando aos resultados do estudo assim como às sucessivas altas taxas de abstenção nesta faixa etária, a generalidade dos jovens não se revê neste sistema formal partidário. Aliás, as causas defendidas pelos mesmos estão em mutação, dado que os interesses são invarialmente outros. Estas últimas europeias, tiveram o condão de mostrar que um partido sueco cuja única causa é a abolição dos direitos de propriedade, o Partido Pirata, conseguiu eleger um eurodeputado. Aliás, já há uma formação similar portuguesa (PPP).

A política está igualmente em mutação. O tempo das ideologias e das fortes clivagens ideológicas deu lugar a um tempo onde o slogan e a imagem assumiram uma enorme preponderância. A divisão esquerda - direita já não é tão vincada e hoje em dia, o aparecimento de causas é um factor que concorre com a preponderância e primazia dos partidos, ainda que estas sejam efémeras. Partidos com uma maior dificuldade em construir pontes e a se abrir a estas novas causas e bandeiras, terão muitas poucas hipóteses de almejar a algo mais que a mera sobrevivência [isso já é visível em muitos partidos].

Creio que para finalizar, hoje em dia, a participação dos jovens tende assim a se efectuar mais por canais alternativos aos convencionais, nomeadamente os por via partidária - ainda que estes tenham de facto muito mais visibilidade. No entanto, estas vias alternativas, levantaram novos desafios aos partidos, que terão que se abrir à sociedade e deixar de lado as tendências unificadoras e agregadoras que muitas esmagam o debate interno, passando a se preocupar com novas bandeiras, de uma geração que ao contrário dos pais, é bem mais informada e preparada, porém tem muito mais insegurança e instabilidade profissional (que se reflecte a nível pessoal), não vislumbrando em muitos casos, sequer um futuro. É a geração dos estágios não pagos e dos empregos nas autênticas linhas de produção do séc. XXI que são os "call-center". A resposta tem de ser dada nestas matérias e nesta área. Para que esta geração e as vindouras, possam ser enquadrados e incluídos a dar o seu contributo para uma sociedade melhor.

2009-06-16

ontem o corão e as armas...


...hoje blogs e o twitter. Estará o Irão a viver uma revolução [despoletada pela] web 2.0? Ou será um mero escape efémero de uma sociedade constrangida?

2008-02-12

Six Degrees Separation

Será que é viável a afirmação que estaremos em média separados por seis intermediários. Ou seja o que nos separa de chegar a outra pessoa no mundo são em média uns míseros seis intermediários.

Teoria posta em por Stanley Milgram (pese o nome da teoria não seja este, mas sim "Small World Theory"), um psicológo social americano que efectuou uma experiência na década de 60/70 na qual se propunha a por duas pessoas escolhidas aleatoriamente nos EUA, em pontos muitos distintos geograficamente e socialmente, a tentar chegar um envelope a outra e a catalogar os passos...claro que é um pouco contestada pelo facto de a amostra na sua grande maioria não ter chegado ao destino - suspeitas de amostras enviesadas, mas as que chegaram (um número de 200 e tal em 600) tiveram o mérito de se ter calculado que se precisaria de apenas 5,6 pessoas para chegar a outra.

Esta teoria de redes sociais - que é a base de Orkut, Hi5, myspace, etc - vem da junção de outras teorias vindas das ciências exactas, destacando o trabalho de Marconi no início do século. Não deixa de ser curioso que a teoria até pode ter um fundamento, tanto que é muito discutida no meio académico (e não só dado que ultrapassou já há muito para o campo do senso comum).

Num mundo cada vez mais globalizado em que os meios e formas de comunicação são cada vez mais rápidas, não deixa de ser curioso que eu esteja separado do Papa em média por apenas 6 intermediários, mesmo havendo mais de 6 biliões de pessoas na terra. Será que a expressão "vivemos num mundo pequeno" faz cada vez mais sentido?

dica: há diversas coisas relacionadas com isto, destacando uma série do AXN cujo nome julgo ser Six Degrees Separation, ou um site criado em 1994, que tenta comprovar isto ao cruzar os actores com outros autores que já tenham trabalhado juntos e tentar ver o seu grau de ligação - começaram com o Kevin Bacon daí o nome ser Oracle of Bacon