
...saiu ontem na comunicação social algumas conclusões dos estudos encomendados pela CIP sobre a localização Alcochete para o novo aeroporto de Lisboa (NAV)...
Vozes críticas poderão indicar que haverá uma tendência para favorecer as preferências dos clientes do estudo em questão, mas julgo que as mesmas serão infundadas isto se dermos uma vista de olhos pelas ditas conclusões...
Menos 3 biliões de € estimados - ficando a empreitada total estimada em 6 Biliões em lugar dos 9 Biliões estimados para a Ota; um maior alcance de mercado - podendo afectar regiões fronteiriças espanholas; menos constrangimentos logísticos - maior capacidade de expansão e terreno mais plano; possibilidade de antecipação da obra - poderá ficar pronta dois anos antes; melhor reordenamento territorial assim como melhor planificação das vias de comunicação - sem necessidade de ter de efectuar as engenharias necessárias como na Ota, poderá influir numa melhor alcance pelo TGV, passando este por Santarém e ficando o cruzamento central da rede mais perto de Espanha; menor impacto visual em algumas das opções apresentadas - nomeadamente ponte Chelas - Barreiro que tem muitos constragimentos ambientais e visuais, pode ser substituída por um túnel entre Montijo e Beato; menos risco de haver derrapagens financeiras - na Ota estima-se que esse risco seja de 10% sendo muito mais baixo nesta opção; isto sacrificando apenas os estudos já feitos (para TGV já em fase adiantada) e acrescentadando mais 15m à ligação prevista deste meio com o Porto (embora ganhando na linha para Madrid)...
...enquanto ficamos a aguardar pelos outros estudos encomendados (nomeadamente opção Portela+1), o que moveria a aparente teimosia de querer levar a obra para a Ota...pese estas sejam conclusões preliminares feitas por privados e sem a profundidade dos estudos efectuados na Ota, será que não era visível que a Ota era uma decisão puramente política, provavelmente tomada para agradar a muitos dos demais lobbys que por aí andam? Será que a teimosia de não considerar uma outra alternativa à Ota, não nos poderia custar muito caro?
E agora Sr. Mário Lino? Será que já irá considerar outra opção que não a Ota?

