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2015-05-29

Eu tenho dois amores.


"Eu tenho dois amores
Que em nada são iguais
Mas não tenho a certeza
De qual eu gosto mais
Mas não tenho a certeza
De qual eu gosto mais
Eu tenho dois amores
Que em nada são iguais
"


"Nunca gostei (de "Eu Tenho Dois Amores"). É repetitiva, tem um refrão demasiado fácil, a letra espreme-se e não deita sumo."

Marco Paulo.
Aliás João Simão da Silva. "Himself". Sobre aquele que é o seu maior êxito.

Uma opinião que está de acordo com a cartilha do bom adepto de futebol.
"Um homem muda de tudo: muda de mulher e de partido, muda de religião e até de sexo - muda daquilo que quiser, menos de clube de futebol."

E não é de bom tom mudar de emblema. Ou sequer simpatizar com mais de um emblema.
Quase como um tabu. Como um dogma que nos é incutido desde tenra idade. Um sacrilégio e uma heresia que não conhece nacionalidades ou fronteiras.

Mas neste rectângulo à beira-mar plantado, onde mais de setenta por cento dos adeptos de futebol se diz apoiante ou simpatizante de um dos três maiores e mais titulados emblemas nacionais, esta é uma questão bem premente. Até por uma questão de sustentabilidade do desporto enquanto negócio.
Até que ponto esta premissa é cumprida? Tal como Marco Paulo, indeciso entre morenas e louras, não será normal haver adeptos que tenham simpatia por mais de um emblema? Ou pior. Até ponto as pessoas são fiéis aos seus emblemas de origem? Haverá algum ponto de viragem ou de não retorno que os faça não voltar?

Primeiro a contextualização. A escolha de um clube ocorre devido a várias razões. Uma ponderação de factores entre o sucesso do mesmo, a herança e as preferências a nível familiar e a identificação regional, serão provavelmente as três maiores razões para tal escolha. Claro que muitas outras razões haverá, desde identificação com valores do próprio clube até a uma mera questão cromática, mas as três razões acima descritas serão em grande medidas os factores que mais influirão na altura de escolha de um clube. Mesmo se inconscientemente. 
Friso este ponto, porque a escolha de um clube normalmente ocorre numa tenra idade. Numa altura onde a capacidade de discernimento não será a melhor.
Mas quem disse que isto tinha de ser racional?

E eu próprio, mesmo defendendo a livre escolha, confesso que acho estranho uma mudança de emblema em adulto.
Mas ainda que tabu - também porque parte da essência e beleza do jogo está nos seus códigos e rituais, as mesmas ocorrem.
Mas o que me leva a abordar este tema é mais a questão de ser ou não possível ter duas preferências clubísticas. E para complicar mais as coisas, que os mesmos possam ser adversários na mesma divisão. Ou seja, chegar a um ponto em que os mesmos se defrontam entre si. Imaginam algum adepto que apoie o Benfica e Sporting? Ou o Benfica e o Porto? Mas porventura um Marítimo e um Benfica já será mais aceite. Ou será que não é?

Bem sei que estamos no domínio do irracional, mas a questão pode levantar vários problemas, isto num país onde mais que o futebol, gosta-se dos clubes. 
A um adepto é exigida e pede-se lealdade total a um emblema. A umas cores. A um conjunto de ideias e ideais. Mesmo que possamos não estar totalmente de acordo. Neste domínio, não há muito espaço para individualismo, em especial quando o associativismo puro perde espaço para a progressiva mercantilização do jogo – mas já irei a esse ponto.
E quando essa opinião diverge, essa “ovelha negra” tende a ser ostracizada, numa lógica maniqueísta do nós contra eles. 

O que fazer nestas situações?
Será lógico apoiar e seguir uma equipa por catorze jogos e num jogo subitamente trocar de cores para o outro lado da barricada?
Eis os ditos camaleões.
Que muito asco provocam a quem está lá fielmente durante os tais 15 jogos de uma época - ainda que por vezes estes tenham igualmente o prazer escondido de torcer por uma outra equipa...

Isso em Portugal, até pelos números que falei atrás, não é tão descabido de acontecer. Aliás, não se pense que este é um fenómeno tipicamente português. Acontece em todo o lado. Dou um exemplo, há uns anos assisti a algo que catalogaria de quase surreal. No exterior do Olímpico de Barcelona, então estádio do Espanyol, a maioria dos cachecóis que vi à venda tinha metade do símbolo do clube e metade do símbolo do Real. E a maioria dos cânticos que presenciei visavam o Barcelona. Pese o mesmo nem jogasse. Há razões para tal, mas não deixa de ser estranho.
Mas até nas insuspeitas ilhas britânicas, a terra do "support your local time" esta situação ocorre. E acaba por ser normal. Pelas razões que falei - e que até podem variar um pouco de país para país, mas que sua essência será igual.

As pessoas querem estar associadas a uma aura de sucesso. Muitos dos casos que conheço de mudança de clube ocorrem por isto. As razões familiares são igualmente muito importantes. Normalmente tendemos a seguir o clube dos nossos pais. Mas por vezes isso até pode funcionar em contrário. Há estudos sociológicos que demonstram que em Inglaterra, filhos revoltados escolhem de propósito o grande rival clubístico do clube de preferência do seu pai. Também sei de casos assim cá no burgo.

A identificação regional será mais localizada e provavelmente a ponderação que menos peso terá hoje em dia. Mas numa lógica de simpatia por um segundo clube acaba por ser a que mais peso terá. Pese as boas práticas nesse sentido de clubes como o Braga, Guimarães ou mesmo o meu Marítimo, que lentamente começam a perceber que há que captar e a fidelizar a massa adepta disponível.

Neste domínio, convém lembrar que a reacção de cada pessoa poderá variar. Conheço pessoas que entre um dos chamados "grandes" e os "outros" (que acabam por ser igualmente grandes quando comparados com outros de dimensão ainda menor), escolhem o grande. Outros que preferem nem ver o jogo pois isso seria sempre como escolher entre a mãe e a irmã. Outros, em menor escala, que tomam a decisão de apoiar o mais pequeno. 
Ainda que tudo isto possa variar. Nem vou entrar muito por este domínio, mas é sabido (e sentido) que o nosso grau de afectividade por algo pode estar mais "quente" ou mais "frio" variando devido a uma multiplicidade de razões.
Depois há a crescente mercantilização do jogo. 
Futebol é muitas vezes pintado como o domínio da irracionalidade - e em boa parte até o é, veja-se como no domingo passei em plena Luz do desespero à loucura em apenas dois minutos.
Mas não deixa de ser cada vez mais um negócio. Que joga com a paixão e a irracionalidade de muitos é certo, mas que tende a tratar os seus sócios e adeptos cada vez mais como clientes. Concorde-se ou não (pertenço a estes segundos que não concordam muito com esta lógica), a grande realidade é esta.

Dentro desta perspectiva, na lógica de disputa de activos, o marketing usado é cada vez mais agressivo. E esta irracionalidade estimulada. Talvez a pior forma de marketing possível. Que nos impele a fazer tudo pelas nossas cores. 
Se bem que mediante o pagamento de quota X. Ou aquisição anual da camisa da praxe. Mas que ao fim ao cabo vai tentando cavar uma suposta diferença face aos outros, ainda que depois percebemos que isso acaba por ser uma ilusão com uma lógica mercantil bem definida.

Como já devem ter percebido, também eu padeço deste mal – que será sempre irracional e sobre a qual já não terei controlo. Falo nestes termos, porque considero que muitos dos males do nosso futebol advêm deste desnível que beneficia sempre os mesmos três. E ganharíamos muito mais em termos outros emblemas com mais força a lutarem pelos lugares cimeiros. Até por uma questão de maior competitividade.
Ou talvez esteja a abordar este assunto, porque por vezes, me pareça insano sentir que possuo uma espécie de dupla personalidade ou uma sensação de falta de princípios - experimentem terem feito quase 5.000 km só para ver uma equipa para três dias depois estarem no estádio dessa mesma equipa a puxar pelo adversário que provêm da vossa região. Não qualquer clube da região, mas aquele em específico.
No meu caso, direi que é quase uma forma rebuscada de manter um laço à região em causa. 
No entanto, se pudesse, teria feito não 5.000 mas 10.000 km pela equipa do outro lado do relvado.

Dito assim, não parece muito coerente, mas eu nunca disse que esta era uma temática de fácil percepção.

Acredito na livre escolha. E nunca gostei de alimentar perseguições. Nunca as fiz. E acredito que da mesma maneira que posso gostar de uma banda, posso ouvir igualmente muitas outras. Se bem que aceito que não possa ser comparável. 
Mas lá está, tudo isto responde a um domínio irracional.
E claro, há muitas simpatias que poderão ser criadas com muitos clubes que vamos encontrando ao longo da nossa vida, seja por afinidades políticas, geográficas ou mesmo cromáticas.

E aceito que me contraponham. Que digam que estou a incorrer numa heresia.
Porventura não saberei escolher entre a loura e a morena.

Eduardo Galeano uma vez disse: "Eu finalmente já me aceitei como sou: um mendigo por bom futebol. De mão estendida, vou pelo mundo e nos estádios peço - 'por favor, um movimento gracioso pelo amor de Deus.' E quando esse bom futebol acontece, eu dou graças pelo milagre e não me importo nada sobre qual equipa ou país que o executou."

Não me tenho em tão boa conta, mas eu “biclubista” me confesso.
Por vezes tenho dois amores, e não sei de qual eu gosto mais.


(texto escrito em Agosto de 2013 para o sítio footyelegance.com versando um dos tabús existentes no "beautiful game": ser adepto de duas equipas)


2014-01-06

King.



"Podem existir muitos príncipes no futebol, mas Rei há apenas um!"

No meio de toda a profusão de mensagens e opiniões, com esta singela frase, Toni retrata na perfeição o que foi Eusébio.
Alguém que fazia jus ao lema "E Pluribus Unum".
De todos um.

RIP Eusébio.




2013-08-31

Footy Tunes #3 - Mais que um simples jogo.


Mais que um simples jogo.
Aires Gouveia



15 de Dezembro de 2001.

Antigo Estádio da Luz. 

Recém-chegado à capital, com 18 anos ainda frescos, finalmente assistia ao vivo ao meu primeiro derby. 
Por sinal o último disputado naquele estádio ainda completo - antes do início das demolições que ocorreriam no dia seguinte e decepariam parte da estrutura da velha catedral, numa Luz efervescente a rebentar pelas costuras.
Aquele Benfica-Sporting do mergulho do Jardel.

Recordo com exactidão todos os momentos que rodearam esse acontecimento.
Desde a compra de bilhetes na "cadonga" por um preço muito acima do normal, à energia electrizante que rodeou a entrada no estádio, o estar emparedado a saltar num sector com muitas mais pessoas que o permitido, o acreditar numa vitória indo da emoção do 2-0 à desilusão do 2-2 final, num jogo com tudo desde expulsões a penaltis, o sentimento de revolta no final, a chuva de pedras entre grupos de adeptos no túnel sobre a 2ª Circular ou o ficar à espera da saída do autocarro do Sporting para mostrar um cachecol do AC Milan - equipa que os tinha eliminado da Europa uns dias antes, e sentir que tinha ganho o dia ao ver que o Hugo Viana tinha respondido a tal gesto com um manguito (pese o excerto de porrada que apanhei no final da noite por estar no sítio errado, à hora errada, provavelmente com as cores erradas...).

Bem vindos ao domínio do irracional. 
Ao domínio da paixão. Exacerbada. 
Do jogo no qual, não obstante a classificação à altura, não haverá favoritos à partida. Porque é o Derby. Isso mesmo, escrito com letra maiúscula.
O clássico dos clássicos. 
E tendo como breve amostra muitas mesas de matraquilhos em bares por esse país fora, o jogo que mais paixões suscita em Portugal.

Eis o Derby da Capital. Da Segunda Circular. O Derby Eterno.

Tal como Caim e Abel, como dois irmãos fratricidas, nado e criados na mesma cidade, porém de origens bem distintas, o choque entre dois emblemas obrigados a coexistir e a partilhar um espaço em comum, 
Se bem que ambos terão no entanto a noção, de que um não existiria ou teria a mesma grandeza se não existisse o outro. Como um Yin e o Yang.
Um confronto que faz perceber o verdadeiro significado da palavra rivalidade, um embate sem tréguas, despertando paixões não só na capital, como mexendo efectivamente com todo o país e além-fronteiras.
Pese o domínio do futebol indígena tenha há muito rumado a Norte.

A história deste jogo remonta muito atrás. À própria origem dos clubes. Tal como todos os grandes clássicos, há sempre um catalisador para toda esta rivalidade. 

O primeiro derby disputou-se há mais de 100 anos, mais precisamente a 1 de Dezembro de 1907. No Campo da Quinta Nova, em Carcavelos, casa emprestada então do Sport Lisboa - que um ano mais tarde se fundaria com o Grupo Sport Benfica, formando o actual Sport Lisboa e Benfica.

O recém-formado Sporting Clube de Portugal apresentou em campo oito jogadores que haviam abandonado o Sport Lisboa, "aliciados" ou "em busca" (ler conforme cor clubística mais adequada) "por" ou "de" melhores condições oferecidas pelo primeiro. Bastou um campo próprio, existência de balneários e sanitários.

Para compor o ramalhete, um dos fundadores do Sport Lisboa, Cândido Rosa Rodrigues (um dos irmãos Catatau"), agora com outras cores, foi o marcador do primeiro tento da vitória do Sporting, selada na sequência de um auto-golo infeliz marcado por Cosme Damião (grande impulsionador do Benfica durante o primeiro quarto de século de vida - ainda hoje é o treinador com mais épocas ao leme das águias com um total de 18 anos seguidos), perfazendo o resultado final da de 1-2 - Corga marcaria o tento de honra do Sport Lisboa.
Isto sem antes e na sequência de uma forte chuva, o Sporting ter interrompido o jogo e se ter retirado, apenas retornando sob a ameaça feita pelo árbitro da partida de que poderia vir a perder o jogo caso não revertesse essa sua decisão de abandono. 

Duzentos e oitenta e nove jogos oficiais depois e neste sábado teremos mais um embate entre as duas equipas.
O 290º desafio.
O saldo regista 127 triunfos para as águias, 104 dos leões e 58 igualdades. Em termos de golos marcados, nova vantagem do Benfica com 493 golos marcados contra 448 golos do adversário. 

Números que alimentam este choque de titãs que atravessou décadas. 

Uma partida com um confronto cultural e identitário bem definido. De um lado um clube de matriz bem popular e transversal mais conotado com as classes baixas. Do outro um clube mais aristocrático ligado aos sectores mais abastados da sociedade.
Ainda hoje em dia, pese as bases de apoio sejam bem mais transversais e misturadas, esta segmentação encontra-se enraizada no ADN do ideário popular. 

Um jogo que cresceu para além do conceito de simples jogo. Que criou mitos e lendas em volta do mesmo, alimentando-se e retro-alimentando-se de tais conceitos desde aquela tarde invernosa de Dezembro em 1907.

Numa vez li uma descrição interessante que ilustra bem o porquê deste jogo ser tão especial. 
Um "Benfica-Sporting" ou um "Sporting-Benfica" nunca são meramente um "Benfica-Sporting" ou um "Sporting-Benfica". 
Serão sempre "aquele". 
Tal como foi "aquele" do mergulho do Jardel.
"Aquele" da cabeçada de Luisão. 
"Aquele" do brinco do Baptista. 
"Aquele" dos sete a um.
"Aquele" em que o Scott Minto até marcou!
"Aquele" do "petardo" do Geovanni.
"Aquele" (triste) do very-light.
"Aquele" do beijo de Sabry.
"Aquele" do golaço do Lima (e da barbaridade de São Gaitán). 
"Aquele" do hat-trick do João Pinto. 

Já vi e presenciei muitos derbys quer ao vivo, quer via televisão. Mas recordo com especial carinho este último que referi. 
"Aquele" do menino de ouro.

Em Maio de 1994, então com 11 anos, no meu rochedo natal, passei o jogo todo estoicamente colado à frente de um televisor com um (agora velhinho) cachecol erguido ao alto que um amigo lisboeta da minha irmã mais velha me tinha oferecido no Natal anterior. 
Levantei-o após o primeiro golo do Sporting e após o 3-6 final acreditava que a minha acção tinha sido razão para tão desnivelado resultado - isto frente a um dos melhores Sporting que tive memória de ver.
Tinha assistido a magia pura. Tinha realmente impelido os “meus” para a vitória.
Na idade de todos os sonhos. Na idade em que ainda acalentava estar um dia lá dentro do relvado. 
Tinha assistido ao adicionar de mais um episódio mágico ao já extenso rol de mitos e lendas que se criaram nos confrontos entre estas duas equipas. 

Muitos dos meus companheiros que aqui escrevem poderão estar a discordar em muitos destas linhas que aqui vos escrevo. Não os censuro.
Reconheço que um Porto-Benfica tem sido nos últimos anos muito forte em termos de animosidade. E para muitos dos benfiquistas que estão fora de Lisboa (e são imensos), esse será porventura o jogo que mais mexe com os mesmos. E concordo que haverá certamente muitas histórias e o sentimento com que o jogo é vivido é igualmente especial.
Eu próprio terei as minhas histórias.

Mas vivendo na capital (pese orgulhoso das minhas raízes insulares), tomando a mesma como a "minha" cidade de facto (a minha “Grande Alface”) é inegável que a carga que se sente com este derby é muito maior. Pelo menos para os adeptos dos dois clubes em causa.
Porque o espaço de onde descendem os dois clubes é comum. Porque temos que "levar com eles". E também "eles" existem em grande número. Porque o "outro" faz inegavelmente parte do microcosmos desta grande cidade.
Porque há uma electricidade especial no ar.
Um “je ne sais quois”.
Porque a uma semana anterior a um derby cheia de bazófia de ambos os lados, a fronteira entre uma semana seguinte cheia de moral ou de depressão no emprego, no tasco ou na rua a cruzar-se com o vizinho, poderá estar à distância de uma vitória ou de uma derrota.

E isto só se depreende talvez depois de vivermos em Lisboa. De sentirmos "in loco" um derby. Em estádios que distam geograficamente a menos de 3.000 metros. Seja na nossa casa. E ainda em maior escala fora de casa. Onde “dá pica”. Num sentimento primário de sobrevivência. Onde o "nós contra eles" é mais que válido. Onde todos os impropérios são mais que requeridos. 
Se bem que isto é válido e comum, em maior ou menor escala, para todos os outros derbys e clássicos que existem.

Alguém externo ao fenómeno tende a percepcionar o futebol como um simples jogo. Como um fenómeno de massas que mexe com paixões, mas que ao fim ao cabo, nada mais é que um jogo. 

Nada mais errado. Há jogos envoltos numa aura que ultrapassam tudo isso. Porque ao fim ao cabo são mais que um simples jogo. E um derby é isso mesmo.
Muito mais que um simples jogo.

E mesmo quase 20 anos depois, sou capaz de sair do estádio com um sorriso pueril de lés a lés. Com a mesma crença daquela tarde Maio. Ou aquela satisfação irracional daquela noite de Dezembro. Acreditando que com o meu apoio levei a equipa à vitória. Ou que não os deixei de os confortar com esses mesmos cânticos na derrota. Uma completa irracionalidade. 

Rezam as escrituras que Deus (e para que não haja dúvidas, não estou a falar de ninguém na tríade Eusébio, Rui Costa ou Aimar) na sequência da morte de Abel por Caim deixou neste último uma marca física. Para que fosse visível a todos a sua imperfeição.

O futebol moderno foi concebido pelos seus criadores como um jogo de "gentlemen" para "gentlemen" onde o respeito pelo adversário imperaria acima de tudo. 

Talvez o derby sirva para mostrar que até o futebol tem a sua marca de Caim.
E muita da beleza do mesmo advém disso.



(publicado em footyelegance.com - projecto que transpira paixão pelo jogo mais lindo, e que muito apraz ter sido convidada a colaborar. sempre acompanhado de uma lista musical apropriada. ver restantes textos em footyelegance.com/author/aires/)


2013-02-28

109.


 


 "Parabéns a todos por termos a doença mais bonita do mundo."
 
 
 
 
 
 

2012-01-25

2011-05-09

Uma questão Sensini.

"Os benfiquistas andam fartos do futuro. A culpa é, evidentemente, do próprio futuro: promete que vem, mas nunca mais chega. É desagradável. E o presente, infelizmente não nos entusiasma. Que ganhou o Benfica este ano? Um triste troféu, e nada mais.(...)"

Ricardo Araújo Pereira in A Bola (Chama Imensa/2007)



Há algo de irracional na maneira como abordamos algo tão trivial como o futebol. O momento em que estas palavras são escritas, são exemplo disso mesmo. Hoje [dia da eliminação do Benfica em Braga] o Custódio abriu uma ferida Sensini. Referi Sensini?...Outra vez o Sensini... Um pouco perdidos? Passo a explicar.

Dentro da enorme irracionalidade que só o futebol permite, uma pessoa que goste realmente do fenómeno acaba - como qualquer outra pessoa que tenha especial apetência por outro assunto, embora permitam-me a boçalidade de não estar a ver algo mais importante que o futebol dentro desse conjunto de trivialidades permitidas [opinião nada imparcial reconheço] - neste contexto por associar bons e maus momentos, que irão sempre servir de espécie de bengala mnemónica ao longo da sua vida, constituindo autênticos marcos no percurso de vida de uma pessoa.

(exemplo ficcional)

"- Quando é que o teu filho Óscar nasceu?
- Num domingo, dia 7 de Maio de 2010.
- Dia 7 de Maio? Data não me é estranha...
- Pá, o dia em que o Benfica conquistou o último campeonato. Já viste isto?
- Pois pá, Benfica 2 Rio Ave 1. Com bis do Tacuara. Daí o nome! Fodasse que espectáculo!
(em uníssono batendo palmas)
- Tomem cuidado/que ele é perigoso/ele é o Óóóscar Tacuuuara Cardozooo//Tomem cuidado/que ele é perigoso/ele é o Óóóscar Tacuuuara Cardozooo."


Adiante. Estes autênticos milestones acabam por ser associados a fases boas e a fases más. Evocando memórias felizes ou infelizes. Ou pegando em terminologia própria, variando entre os chamados períodos com estrelinha, onde num golpe de asa e num último instante, tudo corre bem em contraponto com os períodos de blackout em que o último passe teima em não sair.

Relembramos o 1-3 em Highbury Park, o mítico 3-6 em Alvalade - num jogo em que me mantive estoicamente em frente à televisão, na minha sala esticando um (agora velhinho) cachecol do clube, acção que foi a força extra que contribuiu, pensei eu na altura, para tão desnivelado resultado - como um verdadeiro 12º jogador, estando realmente lá dentro de campo - isto frente a um dos melhores Sporting que tenho memória. Relembro igualmente o mítico e excitante 4-4 em Leverkusen. Ou o satisfação e o sorriso que expressei depois de ver o beijo de Sabry na bola ao minuto 89, numa autêntica vitória de Pirro em Alvalade, adiando por uma semana a conquista do campeonato pelo eterno rival. O prazer de estar entre mais de 100.000 pessoas no último derby com toda a imponência do velha Catedral. O ambiente vivido no 2-1 frente ao Manchester United ou o salto que dei da cadeira ao ver aquele autêntico míssil teleguiado do Simão no mítico - sim, vou cometer essa heresia - Anfield Road.

Associado a todas estas recordações, tal e qual um caleidoscópio, o futebol permite visualizar pequenos fragmentos da nossa vida. Passa pelas várias etapas da nossa vida, como um imenso mosaico de slides e fotogramas. A pequena amostra acima descrita, permitiu-me recordar a infância ingénua e feliz na minha Madeira natal, a turbulência e a estupidez habitual da adolescência, a liberdade quase anarca e o verdadeiro período de experiências na chegada a Lisboa com a consequente entrada na faculdade, a difícil e precária transição para o mercado de trabalho. Permite recordar outros amores. Algumas desilusões. Outras experiências. Viagens. Situações cómicas. Até assaltos. Umas felizes. Outras nem por isso.

Mas nem só boas as recordações são associadas ao jogo que todos amamos. O inverso também acontece, numa esquizofrenia e num maniqueísmo tão típicos do futebol, a eterna dualidade vitória/derrota.
Nos maus momentos, o adepto - que tende a considerar muitas vezes, as façanhas ou dos desaires do seu clube preferido como uma questão de vida ou morte - encaixota essas más memórias, aqueles momentos em que infantilmente se sente como que trespassado em toda a sua honra e moral - como se uma grave devassa tivesse sido perpetuada - colocando-as num canto escondido e obscuro, bem dentro do autêntico sarcófago que é a sua memória.

Esta recordação ficará porventura imóvel e anestesiada, até que novo desaire ou novo cataclismo aconteça - sim, desenganem-se aqueles que pensam que, tal como no amor, a entrega a um clube torna-nos imunes a tudo e não dá azo a desilusões, numa espiral que direi quase perpétua. Afinal de contas, não existem equipas imbatíveis e a derrota acaba sempre por acontecer.

Há 17 anos atrás, com 11 anos, sentado no chão do quarto de um grande amigo meu [bob] - que curiosamente não é fã do jogo e até consegue ter uma visão bem equidistante do fenómeno [como é que é possível questiono-me eu] - encontrava-me a chorar a eliminação do Benfica.
Final da partida. 1-0 para o Parma na 2ªmão das meias finais da extinta Taça das Taças, num jogo em que a equipa esteve com menos um elemento desde o minuto 33 - expulsão do xerife Mozer. Um golo que em conjunto com o outro marcado fora, duas semanas antes em plena Luz, num jogo que rezam as crónicas foi um festival de oportunidades perdidas para o Benfica (de repente, numa espécie de dejá-vu, lembro-me das duas bolas no poste de Tacuara nesta 1ª mão), fazia com que o Parma chegasse à final da dita competição - que acabaria por via a perder com o Arsenal. Numa das minhas primeiras memórias futebolísticas que tenho, recordo Rijkaard a saltar por cima das costas de Veloso, 4 anos antes, numa final da Taça dos Clubes Campeões, uma vez mais de má memória para o clube. Ficava assim adiado sine die o sonho de ver o Benfica de facto numa final europeia.

Durante muitos anos, nunca mais me ocorreu isso. De facto o nosso cérebro tem o condão de nos proteger das más experiências e das más recordações. Só para dar um exemplo, ainda hoje tenho dificuldades em me recordar qual o treinador que sucedeu a Toni no comando técnico do Benfica em 94.

Recordo agora que quando o jogo acabou estava de rastos. O Parma de então, uma espécie de Villarreal ou Hoffenheim da década de 90 - típico pequeno clube de uma pequena localidade suportado por um endinheirado magnata industrial - tinha nomes como a excêntrica estrela colombiana Asprilla - o Polvo, alcunha dada pelos adeptos colombianos; o sueco Tomas Brolin, o pequeno génio louro que deslumbrou no Euro-92 e no Mundial-94, antes de um ocaso abrupto de carreira, que viria a terminar cedo aos 29 anos, dizem as más-línguas, com um problema de excesso de peso; ou ainda Gianfranco Zola, o pequeno aprendiz do Deus Maradona em Nápoles, um jogador deveras conhecido ao qual escuso de fazer grandes apresentações futebolísticas, mas fadado desde novo para grandes voos, como demonstra a particularidade extra-futebol de ter entrado quase ao acaso - em virtude de estar em Inglaterra num programa de intercâmbio de estudantes italianos durante o seu liceu - no fim do vídeo de "Total Eclipse of the Heart", o super hit de Bonnie Tyler, a Ágata americana.

O que é certo, é que naquela tarde, quem provocou um eclipse no meu coração, não foi Zola, mas sim o argentino Sensini, uma velha raposa do eixo da defesa, como a sua prolongada e titulada carreira ao mais alto nível veio a comprovar - era designado pela imprensa desportiva italiana por nonno ou avô em português - aqui na sua 5ª época em Itália, a primeira pelo Parma - então um habitué das lides europeias.

Bonomia, pode ser uma característica muito típica dos avôs, mas não foi o que Sensini não demonstrou a 15 minutos do fim. Canto da esquerda de Zola e cabeceamento para o fundo das redes de Neno. Golo. Gelei.

Sensini, que aliás até podia/pode ser pessoalmente uma jóia de pessoa - acredito que a mãe dele diga isso, tal como a minha diz isso de mim - passou naquele instante a ser um ser ignóbil e desprezível [sentimento apenas poderia ser revertido na hipotética chance de vir a envergar o manto sagrada vermelho - outra das irracionalidades do futebol é que tudo o que é verdade hoje, pode já não o ser amanhã]. Era simplesmente o ser que tinha negado o acesso aquela super equipa de 94 - onde pontuavam ídolos de infância, como Isaías, uma força da natureza, que conhecido pela taxa de eficácia de remate de 1 em 10, tentava sempre efectuar os 10 remates por jogo; o raçudo Schwarz; o sempre vibrante e irreverente João Vieira Pinto; o desconcertante Paneira ou o jovem maestro Rui Costa só para citar alguns - a oportunidade de aceder à posteridade no já enorme Olimpo benfiquista - como se os 3-6 em Alvalade nessa época já não garantissem esse lugar.

Canto pela direita, cabeçada de Custódio. Bola no fundo das redes à guarda de Roberto. Golo do Braga.

A minha Nemésis foi acordada. E Custódio foi por um dia Sensini.

2009-12-18

Só espero que não aumentem o preço das minis...




"(...)2. Grupo Excursionista "Vai Tu"

Na sala de convívio deste grupo excursionista a intensidade com que se vive o futebol é inversamente proporcional ao preço da cerveja. Tem uma televisão grande, área de fumadores (é mesmo uma área, expressa em metros quadrados, sem separação física) e um benfiquista lendário que, quando a sua equipa ganha e o árbitro faz "bem" o seu trabalho, ofende o realizador da transmissão televisiva: "Este plano é uma merda, não se vê nada."

Rua da Bica de Duarte Belo, 6 - 8, Lisboa. Tel. 213 460 848(...)"


in dez cervejarias para ver o Benfica-Porto


Post scriptum: dado que alguns aqui neste espaço são sócios/frequentadores do dito espaço, fica aqui revelado um dos segredos mais guardados de uma Lisboa que muitos não conhecem. Um grupo recreativo de bairro, fundado por veteranos da 1ª Guerra Mundial na década de 40. Um sítio que contrasta com a suposta impessoalidade de Lisboa. Um sítio onde a mini não ultrapassa os 55 cent. Um sítio que pese o Benficavs Porto vá dar num domingo,o que com esta publicidade grátis poderia gerar casa cheia, não vai exibir o jogo e vai manter a habitual noite de fados ao domingo - resta rumar ao Marítimo um pouco mais abaixo. Afinal de contas, há sempre folhas a desfolhar na Grande Alface.





2009-02-09

O vidente


“É importante não esquecer que hoje o Porto tem um trunfo muito forte: o árbitro da partida vai ser Pedro Proença. E Pedro Proença é mais um daqueles árbitros que anuncia em público que é adepto do Benfica e depois passa a carreira a demonstrar a sua isenção prejudicando sistematicamente o clube. Para que Pedro Proença assinale um penalty a favor do Benfica é preciso que haja um homicídio na área adversária - e mesmo assim não há certezas. Para que assinale um contra o Benfica, basta que o vento agite a camisola de um adversário - ou nem isso.”

Ricardo Araújo Pereira e a sua [depois verificada e comprovada] previsão do clássico in "A Chama Imensa" [coluna semanal dominical n'A Bola].

2009-01-26

Myth Buster

Que nas últimas duas décadas, o futebol indígena tenha sido invadido por jogadores não nacionais [muitos de duvidosa qualidade], isso não constitui novidade para ninguém. Agora que a par disso, sejamos o 5ºexportador de jogadores a nível mundial, é algo que olhando à dimensão populacional do nosso país, não deixa de ser surpreendente [mas que acaba por assentar no grande êxodo e "boom" que houve nos últimos 5/6 anos de jogadores de equipas medianas para campeonatos emergentes como o cipriota, grego, romeno, búlgaro ou russo só para nomear alguns]. Aliás, dado que estas colocações são proactivas [ou seja o jogador e empresário é que procuraram colocação], estes dados podem revelar um indício preocupante, sabendo-se as dificuldades de tesouraria de muitos clubes portugueses.

Saiu hoje um estudo da Universidade de Nêuchatel em conjunto com o Professional Football Players Observatory (PFPO), na qual estes e muitos outros dados são verificados, por comparação com os mais diferentes campeonatos europeus [consultar estudo por aqui].

Destaco outro dado importante, que deverá constituir um sinal de alarme, numa indústria que goste-se ou não, é das maiores fontes de receitas do nosso país: somos a segunda liga atrás da inglesa com maior número de estrangeiros, sendo que em contraste, estamos nos antípodas desta na quantidade destes que são internacionais pelo seu país [que pode ler-se como indício de falta de qualidade ou também reflexo do facto da esmagadora maioria dos estrangeiros presentes no nosso campeonato provir do Brasil (cerca de 137 !?!) - que é uma forte selecção].

Sabendo-se que este recrutamento começa cada vez mais cedo, observamos que o nosso país, dispondo de um campo de recrutamento diminuto em relação a outras potências da modalidade, esta afluência acaba por ser algo nociva dado que cria-se assim mais uma barreira para a formação e afirmação de valores nacionais.

Mas este estudo não se esgota neste campo. Deu também para desmitificar umas ideias feitas. Como o Marítimo ser das equipas portuguesas com mais estrangeiros.
Nada mais errado. O Belenenses com cerca de 72% do plantel, o Benfica com 70,4%, a Naval com 69,9%, o Braga com 66,9%, o Porto com 65,4%, o Nacional com 64% e o Vitória de Setúbal com 63,6% são os clubes em Portugal com mais estrangeiros no plantel [que diga-se de passagem nada me incomoda desde haja bom senso e qualidade]. E esta tendência no Marítimo já não é de agora, pese os comentários e a falácia que é muitas vezes repetida por comentadores ou adeptos contrários.

Derrubando outro mito, o Sporting não é o clube com médias de idades mais jovem no campeonato português. Esse lugar está reservado ao Nacional, que surpreendentemente consegue estar no grupo de equipas mais jovens de toda a Europa - 24ª equipa mais jovem [muito devido à política de contratações desta época], tendo uma média de idades de 23,2 anos [muito semelhante à do Arsenal]. Isto tem mais ênfase quando se verifica que a liga portuguesa é a 7ª liga europeia com maior média de idades [Trofense e Rio Ave são a 11ª e a 14ª equipas mais velhas do conjunto dos campeonatos, numa tabela liderada pelo Milan, bem secundado pelo vizinho citadino Inter].

Sporting destaca-se isso sim, como a segunda equipa mais baixa da Europa, com uma média de 177,88 cm - não será alheio a presença do hobbit Moutinho [ehe] ou o facto de Portugal ter a liga com a média mais baixa do continente europeu com 180,20 cm.

2008-12-08

Marítimo 0 Benfica 6: À meia dúzia é mais barato...



Há dias assim... Mas mesmo nestes dias em que tudo corre mal, convém ter a lucidez necessária para não incorrer em fanatismos ou despropósitos destes.



Sou sportinguista e simpatizante do Marítimo, e por isso insuspeito na minha opinião. Daí advém que agradar-me-ia sobremaneira ver o resultado invertido...mas a realidade não o permite. E agradar-me-ia de duas formas: por um lado uma derrota do Benfica, por outro uma vitória do Marítimo.


Mas descendo agora à terra...o que a maioria das pessoas viu neste jogo foi meia dose de sorte benfiquista e outra meia dose de mérito. Ainda que tenha havido um ou outro erro da arbitragem a favor do Benfica (e houve sim senhor), a expressão do resultado não permite grandes extrapolações nessa área... E ainda foi perdoada uma expulsão ao Olberdam, que seria mais que merecida...



São por isso no mínimo ridículos, os comportamentos como este... Especialmente peculiares são as suas afirmações acerca do SLB, sabendo-se que vem de um adepto confesso do "Futebol Corrupção e Putas"... Mas é verdade que não é nada de novo, trata-se do mesmo tipo de fanatismo cego com que "vê" a política, impregnando-a de óbvia clubite partidária (laranjinha).




Mais grave, bem mais grave, constitui o que escreveu no último parágrafo da caixa de comentários do referido post. E mais uma vez, tem o mesmo método do político...Isto se associarmos ao facto do seu grande líder, do qual é fã e venerador, AJJ, apelar despudorada e abertamente à violência contra todos os que "não lhe agradem"...
Enfim...

2008-10-28

Testosterona aos níveis da ex-RDA

Programa deste último domingo.

Acordei tarde e comi um resto de lasanha pré-congelada que reaqueci. Fui ver motores roncar no RoadShow da Renault à Av. Liberdade. Saí de lá e fui ao Estádio ver bola. Depois ainda fui para um café ver mais bola, devidamente acompanhado de umas quantas "jolas".

Bem...Depois deste programa a fervilhar de testosterona, desconfio que me cresceram mais uns quantos pêlos no peito! (não se preocupem...ainda não cheguei ao nível do Jay ;-)

2008-10-20

...a história repete-se


Ontem foi dia de Taça de Portugal e mais uma vez ficou provado que os ditos "pequenos" ficam ainda maiores que os "grandes". Isso aconteceu em Arouca, onde o "GRANDE" Arouca venceu o "pequeno" Marítimo. Na Luz, quase que o filme era o mesmo. Devido ao Moreira ... Mas mesmo assim o jogo de ontem fez lembrar os velhos tempos em que o Benfica de Bento, Chalana, Sheu e Maniche faziam muitos golos...

2008-08-21

Chuva e finalmente Ouro

Num dia em que caiu muita chuva em Pequim, parece que esta trouxe bons desígnios à comitiva portuguesa do Atletismo. Depois de um 8º lugar da marchadora Ana Cabecinho, Nélson Évora deu um grande salto para o ouro, repetindo o feito conseguido em Osaka'07 nos mundiais da modalidade (em cima na foto).
Poderia haver o risco do atleta acusar toda a pressão acumulada nos últimos dias face às expectativas criadas, mas tal não veio a acontecer.
4ª medalha de ouro do Atletismo português nos Olímpicos que curiosamente são as únicas conseguidas pelo país. Face ao fraco investimento efectuado na modalidade, é de reflectir toda esta onde de indignação existente em volta dos atletas, quando na verdade os mesmos não terão à partida condições para mais.
Parabéns Nélson!

P.S. refira-se que com esta medalha, melhoramos a nossa prestação no quadro de medalhas conseguida em Atenas'04 (isto porque temos uma medalha de ouro).

2007-11-13

YNWA @ Celtic Park


MVI_3909
Colocado por zearafat

...a pedido de algumas famílias fica o cheirinho de um momento ímpar...

2007-10-27

Facto da semana...

...pese tenham apenas empatado por 1 vez e perdido as restantes 14 vezes que jogaram fora para a Champions League, é de realçar o apoio dedicado prestado por 7400 adeptos que se deslocaram até Lisboa para assistir a este jogo...simplesmente ímpar o ambiente gerado por estes adeptos...

2007-10-23

Cheerleaders em Portugal

As cheerleaders são uma moda tipicamente americana. Meninas bonitas de vestidos curtos, que com coreografias puxam pela equipa e animam os intervalos! A moda já chegou a Portugal...
Cheerleaders Taça da Liga


Em Belém

Na Luz

As Axe Dancers - Benfica

2007-09-11

You'll Never Walk Alone

...dia 6 de Novembro membros deste blog finalmente lá estarão...simplesmente arrepiante...

2007-08-12

Quiz XXI

Ricardo Araújo Pereira lançou hoje uma nova coluna n'A Bola...

...não querendo por em causa o seu (muito bom) trabalho, não é enfatiante ouvi-lo falar pela milhenta vez do Benfica?

[nota do autor: faço aqui uma rectificação e uma confissão: não li o artigo antes de fazer o post...depois de o fazer, verifiquei que afinal não falou muito do Benfica - pese o nome da coluna seja Chama Imensa - e até fez uma crónica muito interessante e bem estruturada]