créditos foto: José Manuel Ribeiro/Reuters
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2012-09-18
o povo é sereno.
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2012-06-29
football strings
"(...) O futebol é tão belo enquanto espectáculo sensitivo como na qualidade de representação e divagação. Gosto do futebol como jogo, paixão, estratégia, coreografia e vida. Está lá quase tudo. Não foi, por acaso que Albert Camus, esse filósofo com um lado solar, afirmou um dia: "Tudo o que sei sobre a moral devo-o ao futebol." Frase lapidar e extraordinária. Como uma outra que passo a citar: "Aprendi que a bola nunca vem até nós por onde a esperamos. Isso ajudou-me durante a vida, sobretudo nas grandes cidades onde as pessoas não costumam ser propriamente rectas." Vai ainda mais longe afirmando que "com o futebol aprendeu a ganhar sem se sentir um deus e a perder sem se sentir um lixo". Ele era guarda redes na equipa da Universidade de Argel, onde então estudava. A sua opção no campo tinha uma razão de ser: pobre, quase miserável, a sua avó inspeccionava-lhe todos os dias o estado dos sapatos, pelo que ele teve que optar pela posição em que estes menos se desgastavam. Camus, um dos grandes pensadores da liberdade, foi afinal de contas guarda-redes por razões de necessidade. Isso não o impediu de encontrar no futebol os princípios morais que fundariam a sua filosofia moral. (...)"
Francisco Assis in Público 28-06-2012 (edição de papel)
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2009-12-29
Brinquinho do Alberto vs Harpa de Nero

imagem D*Face
in publico.pt
Já agora, se porventura não fosse incómodo, que tal procurar um modelo alternativo de desenvolvimento e governação?
Olhando ao recente Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 2010, onde mais uma vez as despesas afectas a infraestruturas nada sustentáveis [e na maior parte das vezes com claros propósitos eleitoralistas - nem falo da parte das receitas extraordinárias previstas], são uma parte de leão do mesmo, não sei até que ponto as consequências futuras da prossecução desta autêntica política suicida, não hipotecarão o futuro das gerações vindouras.
O círculo aparenta estar a apertar-se [recorde-se exemplo de notícia da entrega de escolas e equipamentos de saúde como garantias bancárias para conseguir empréstimos para pagar despesas correntes] e as claras insuficiências deste modelo são cada vez mais notórias. Já aqui escrevi que em política, o comum eleitor tende a não ter uma perspectiva a médio-longo prazo, recompensando politicamente muito a existência de obra, ou seja algo em termos palpáveis e visíveis - como o são betão e cimento. Os alertas para as consequências do arrastar deste tipo de modelo, já há muito eram conhecidos [existem estudos efectuados para o GR desde o início da década por parte de consultores], pelo que apenas se pode deduzir que apenas os ganhos políticos e a lógica da auto perpetuação política apenas estarão a justificar a insistência neste modelo.
Tendo em conta isto e prevendo-se o pior, já aqui dei conta que será engraçado saber como será retratado e relembrado este período, pelos próprios madeirenses daqui a 10 anos.
Já agora e em jeito de conclusão, não resisto a arriscar uma profecia qual Nostradamus. Não passarão muitos anos até introduzirem portagens na Via Litoral. Já esteve mais longe.
Olhando ao recente Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 2010, onde mais uma vez as despesas afectas a infraestruturas nada sustentáveis [e na maior parte das vezes com claros propósitos eleitoralistas - nem falo da parte das receitas extraordinárias previstas], são uma parte de leão do mesmo, não sei até que ponto as consequências futuras da prossecução desta autêntica política suicida, não hipotecarão o futuro das gerações vindouras.
O círculo aparenta estar a apertar-se [recorde-se exemplo de notícia da entrega de escolas e equipamentos de saúde como garantias bancárias para conseguir empréstimos para pagar despesas correntes] e as claras insuficiências deste modelo são cada vez mais notórias. Já aqui escrevi que em política, o comum eleitor tende a não ter uma perspectiva a médio-longo prazo, recompensando politicamente muito a existência de obra, ou seja algo em termos palpáveis e visíveis - como o são betão e cimento. Os alertas para as consequências do arrastar deste tipo de modelo, já há muito eram conhecidos [existem estudos efectuados para o GR desde o início da década por parte de consultores], pelo que apenas se pode deduzir que apenas os ganhos políticos e a lógica da auto perpetuação política apenas estarão a justificar a insistência neste modelo.
Tendo em conta isto e prevendo-se o pior, já aqui dei conta que será engraçado saber como será retratado e relembrado este período, pelos próprios madeirenses daqui a 10 anos.
Já agora e em jeito de conclusão, não resisto a arriscar uma profecia qual Nostradamus. Não passarão muitos anos até introduzirem portagens na Via Litoral. Já esteve mais longe.
2009-10-02
A Mudança no Público e a CS
José Manuel Fernandes deixou hoje o cargo de director do Jornal Público.
A outra questão que finalmente aqui levanto [aliás já aqui explanada], é a crescente "tablonização" dos meios de comunicação, sentindo-se isso na opção da imagem sobre o conteúdo, na inversão de todo o processo à lógica economicista com redução de custos, avanço galopante da publicidade [a redução do número de tiragens e consequente decréscimo do valor de mercado publicitário a isso obriga no caso dos jornais de papel]. Até que ponto a qualidade de informação é mantida e preservada pelo próprio meio? Deverá apenas o mercado ditar aquilo que quer receber?
Pode ser que este jornal, que me habituei a considerar como meu - pese o I me tenha cativado nos últimos tempos, volte a patentear a qualidade mas acima de tudo a isenção que desde o início mostrou.
Apenas acrescentar que nada tenho contra a pessoa a questão, mas é um facto que pretendendo o Público ser um orgão isento e imparcial, na verdade o que transparecia para o comum leitor é que o jornal de há uns tempos a esta parte falhava efectivamente neste propósito, a começar especialmente pelo seu director, a quem se pedia um pouco mais de contenção, pese toda a liberdade que dispunha para exprimir as suas ideias nos seus editoriais.
Apenas acrescentar que nada tenho contra a pessoa a questão, mas é um facto que pretendendo o Público ser um orgão isento e imparcial, na verdade o que transparecia para o comum leitor é que o jornal de há uns tempos a esta parte falhava efectivamente neste propósito, a começar especialmente pelo seu director, a quem se pedia um pouco mais de contenção, pese toda a liberdade que dispunha para exprimir as suas ideias nos seus editoriais.
Toda esta temática, levanta muitas outras interessantes questões como: não deveriam os jornais seguir o modelo anglo-saxónico de pronunciamento sobre as suas preferências políticas e ideológicas, especialmente em tempo de eleições? É que se analisarmos bem, nunca será possível alcançar uma verdadeira imparcialidade, dado que os jornalistas transpõem para o papel a notícia, utilizando os seus próprios filtros, algo que advém de toda a vivência vivida, ideais defendidos, etc.
Uma outra questão é a questão da agenda escondida por parte dos grupos empresariais que detém os órgãos de comunicação - algo que é cada vez mais concentrado, havendo uma grande
interacção entre os diferentes meios dentro de cada grupo. Não é surpresa para ninguém que a OPA vetada à Sonae pode ter tido influência em todo o clima de perseguição movido ao anterior governo cessante. Ou que outros grupos, igualmente tentam influenciar a opinião pública através dos seus orgãos de comunicação. E aqui a questão do controlo de informação e o soltar da mesma em alturas chave é algo que demonstra o que estou a explicar.
Uma outra questão é a questão da agenda escondida por parte dos grupos empresariais que detém os órgãos de comunicação - algo que é cada vez mais concentrado, havendo uma grande
interacção entre os diferentes meios dentro de cada grupo. Não é surpresa para ninguém que a OPA vetada à Sonae pode ter tido influência em todo o clima de perseguição movido ao anterior governo cessante. Ou que outros grupos, igualmente tentam influenciar a opinião pública através dos seus orgãos de comunicação. E aqui a questão do controlo de informação e o soltar da mesma em alturas chave é algo que demonstra o que estou a explicar.A outra questão que finalmente aqui levanto [aliás já aqui explanada], é a crescente "tablonização" dos meios de comunicação, sentindo-se isso na opção da imagem sobre o conteúdo, na inversão de todo o processo à lógica economicista com redução de custos, avanço galopante da publicidade [a redução do número de tiragens e consequente decréscimo do valor de mercado publicitário a isso obriga no caso dos jornais de papel]. Até que ponto a qualidade de informação é mantida e preservada pelo próprio meio? Deverá apenas o mercado ditar aquilo que quer receber?
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