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2013-01-28

cousteau style

If you gonna go underneath the water, you gonna need to go with some style.



If you gonna go underneath the water, you gonna need to go with some style.

Bill Murray's Life Aquatic style by Greg Gossel.
 Check out more of his work in here and here.






2013-01-24

2012-09-03



I want to wake up in the city, that never sleeps.

2012-07-26

Bibliografia


APELO AOS PRÍNCIPES – campanha de angariação de fundos from Filme Bibliografia on Vimeo.


Campanha de angariação de fundos para a produção e realização de BIBLIOGRAFIA um filme de João Manso e Miguel Manso. Valor do pedido: € 6.000,00. Nib: 0036 0192 9910 0056 0976 3. Os autores e a CAMONE – Associação Cultural (associação sem fins lucrativos que produz este trabalho) agradecem todas as ofertas e actualizarão a soma que for sendo depositada em filmebibliografia.com. Colocarão ainda o vosso nome nos agradecimentos e, para doações mais generosas, oferecem uma cópia digital do filme, assinada pelos autores. Para tal é necessário que se identifiquem com nome e contacto no descritivo da transferência. Esta campanha termina no dia 17 de Setembro de 2012 e a produção estima ter o filme pronto no 1º trimestre de 2013. Para quaisquer esclarecimentos utilizar os contactos disponibilizados no site. A todos quantos possam ajudar o nosso muito obrigado.

BIBLIOGRAFIA é um filme-documentário-performance com realização de João Manso e Miguel Manso; direcção de fotografia de Takashi Sugimoto e direcção de som de Nuno Morão. Na jangada flutuam e naufragam Miguel-Manso, Vasco Gato, Tiago Sousa, Natxo Checa e Maria Leite. As filmagens começam em Setembro de 2012.

2012-06-29

football strings



"(...) O futebol é tão belo enquanto espectáculo sensitivo como na qualidade de representação e divagação. Gosto do futebol como jogo, paixão, estratégia, coreografia e vida. Está lá quase tudo. Não foi, por acaso que Albert Camus, esse filósofo com um lado solar, afirmou um dia: "Tudo o que sei sobre a moral devo-o ao futebol." Frase lapidar e extraordinária. Como uma outra que passo a citar: "Aprendi que a bola nunca vem até nós por onde a esperamos. Isso ajudou-me durante a vida, sobretudo nas grandes cidades onde as pessoas não costumam ser propriamente rectas." Vai ainda mais longe afirmando que "com o futebol aprendeu a ganhar sem se sentir um deus e a perder sem se sentir um lixo". Ele era guarda redes na equipa da Universidade de Argel, onde então estudava. A sua opção no campo tinha uma razão de ser: pobre, quase miserável, a sua avó inspeccionava-lhe todos os dias o estado dos sapatos, pelo que ele teve que optar pela posição em que estes menos se desgastavam. Camus, um dos grandes pensadores da liberdade, foi afinal de contas guarda-redes por razões de necessidade. Isso não o impediu de encontrar no futebol os princípios morais que fundariam a sua filosofia moral. (...)"

Francisco Assis in Público 28-06-2012 (edição de papel)

2012-01-14

only a matter of facial recognition


autistic facial recognition by Ai-Weiwei

(taken from here)




"Catroga explica nomeações da EDP: Chineses escolheram com base nas caras que conheciam"

(via Jornal de Negócios - resto artigo aqui)




Nem vale a pena comentar.

2010-03-13

Exit Through The Gift Shop



"(...)What will he do next?

“A good question. I was planning on making some huge paintings about sleepwalking our way towards the apocalypse, but I ended up going to the pub and getting some crisps."(...)"

Banksy in first person to the The Sunday Times





2009-11-30

Quando o sonho torna-se realidade...




"Pintar as paredes da sala com tintas de todas as cores pode passar pela cabeça de qualquer turma de alunos ensonados na aula de Matemática. Pintar os cacifos, o refeitório e o recreio da escola, sem ser expulso, parece daqueles sonhos que só acontecem quando adormecemos na aula mais aborrecida de sempre. Ou então não. A Câmara de Lisboa emprestou as chaves da escola primária abandonada há cinco anos na Rua das Gaivotas a oito dos melhores graffiters portugueses. O resultado é mais do que colorido: a 5ª exposição do colectivo VSP (Visual Street Performance), o maior evento anual de graffiti e street art do país que começou na quinta-feira(...)"

in ionline



2009-11-02

Tony Manero* in a distant galaxy

During the day, just a simple Stormtrooper with a dead-end career. By night, a dance floor king, sexual symbol and a Disco maniac.

Just a regular saturday night, in a far distant galaxy from us!




(Nowadays, taking in consideration that some weird sequels have already been made - by example Alien vs Predator - it would be visionary and funny to see a movie joining Saturday Night Fever and Star Wars [ok, joking... it would be geeky and sad]. Tony Manero as an Imperial Stormtrooper. How about that?)

image taken from here

*click here to see who's Tony Manero





by Jimmy Cauty (taken from here)



2009-10-29

Por Toutatis...




...Chegaram aos 50 anos! A par de Lucky Luke, das séries que mais gozo me deu ler (sempre gostei da escola franco-belga). Criados por Uderzo e Goscinny surgiram na revista Pilote a 29 de Outubro de 1959, estando neste momento traduzidos em 83 línguas e 29 dialectos. O paralelismo estabelecido com certas situações históricas (lembro-me do Grande Fosso e a questão do muro de Berlim) e os estereótipos criados são simplesmente geniais e ficarão para para todo o sempre.

O tempo é de festa ( sem o bardo) e honra aos já cinquentões irredutíveis gauleses que ousam resistir ao invasor. E que com a ajuda da poção sempre assim farão. A não ser que o céu um dia lhe caia em cima.


imagem: Visão Júnior

2009-10-27

Banksy vs Bristol Museum




As seen so many times, as time passes, anti-establishment figures sometimes end up becoming part of the Establishment. It's almost a natural law.

Does it apply to Banksy?

The Timbuktu Job by Banksy



Na arte de rua onde o activismo e o anti-establishment proliferam, chamadas de atenção para temas como as disparidades existentes e a falta de atenção que o mundo ocidental presta ao continente africano, são consideradas banais e existentes em qualquer grande urbe ocidental. Mas e se essa chamada de atenção tiver sido feita em África num contexto que não associamos propriamente ao dito conceito artístico?

Foi o que Banksy efectuou. E provavelmente despertou mentes. Por uma coisa é ver numa parede qualquer num contexto urbano familiar, outra será ver num contexto envolvido pela realidade que a mensagem pretende alcançar. Aqui numa missão a Timbuktu, cidade património mundial parcialmente engolida pelo Saara, no Mali.

restantes imagens in Banksy.co.uk

2009-10-24

Amor e Sexo: a irreverência da questão.




Será o amor mais irreverente que o sexo nos dias que correm? Creio que esta questão poderá constituir um bom ponto de partida para estas breves linhas, onde pretenderei discernir um pouco sobre a temática amor vs sexo.

Antes de mais, a opção por este tema não é inocente. Será precisamente o tema que abrirá a 3ª série de programas do "Irreverência" na RTP-Madeira, programa produzido e apresentado pelo Jorge Gabriel cá do burgo, o nosso Desbobinador Tiago. Celebrando tal facto e prestando a minha homenagem ao trabalho produzido - os constrangimentos para levar por diante tal feito porventura serão maiores do que se possa imaginar - venho por este meio escrevinhar meia dúzia de linhas acerca do programa, além de efectuar a devida publicidade ao mesmo [que acontece aos sábados às 19h15, podendo ser acompanhado online ou visualizado depois via sítio da RTP].

Feita esta declaração, confesso que a primeira ideia que me ocorreu acerca do tema, seria considerar que a diferença entre os dois conceitos era a obrigatoriedade entre ter que gastar dinheiro antes num jantar - leia-se amor - ou não efectuar isso e passar logo para a acção - leia-se sexo. Mas mesmo dissecando a graçola [que agora que acabo de a ver escrita nenhuma graça acho], permite-se logo depreender a perspectiva erótica que a palavra amor tem e a sua relação com a libido.

De facto, creio que um bom ponto de partida para analisar esta questão, seria compreender o verdadeiro sentido de ambas as palavras, da qual destaco pela sua complexidade a palavra amor.

De facto, há vários prismas pelo qual é usada a palavra. A própria construção e evolução etimológica da palavra atesta bem toda esta complexidade. Segundo a Wikipédia - que para leigos na matéria é um bom ponto de partida - os gregos separavam o amor e distinguiam-no sob várias perspectivas. Importa realçar aqui a componente "Eros" - desejo sensual/atracção e contemplação física e a componente "Agape" - amor ideal e puro/platónico.

Na Roma Antiga, o termo condensa estas duas perspectivas na palavra "Amare" termo ainda hoje usado seja num sentido afectuoso e romântico, seja num sentido meramente sexual.

Daí que, e tendo em conta as origens e evolução da nossa língua, essa dualidade ainda se reflicta quando pronunciamos a palavra amor.

Feita esta pequena [ok...longa] explicação, como explicar a relação entre amor na sua componente "eros" e sexo? Fará sentido a existência de tais conceitos numa época de plena dessacralização do sexo? Numa época em que os constrangimentos morais voltam a estar a níveis semelhantes aos da Idade Clássica [bem longe de constrangimentos advindo da moral e ética cristã], numa época em que o sexo se banalizou, numa época em que as relações, tais como os bens são cada vez mais curtos e perenes, fará sentido contrapôr os dois conceitos?

Hoje, creio ser seguro dizer que as noções de felicidade e auto-satisfação são objectivos cada vez mais propalados e enraizados na população.
Poderá ser consequência de uma sociedade cada vez mais individualista, que muitas vezes leva a que desagúe na tal perenidade de relações que questionei no parágrafo anterior. Mas sabendo-se [há estudos nesse sentido] que o amor não é mais que uma reacção química que estimula e acelera o organismo, induzindo sensações de bem estar através da libertação de dopamina - sim poderemos em última instância referir que o amor é uma verdadeira droga pesada - mas sabendo-se que é uma reacção que dura algum tempo, não estará face a estes dados e face ao contexto, condenada a existência da noção de amor eterno?

E o que dizer do sexo? Será meramente um reflexo animal que nos impele no sentido de perpetuação e reprodução? Será algo desprovido de carácter e afecto para com o outro? Será menos importante que o amor? Será um mero acto onanista de auto-satisfação? Ou será meramente algo que as pessoas tenderão a valorizar demasiado, face à percentagem de tempo gasto numa vida com o mesmo?

Observando à quantidade de questões levantadas - que espero que sejam úteis para o programa - lanço desde já a minha visão [que será sempre redutora face ao tema complexo e creio à falta de preparação para falar sobre a temática].

Alberoni - proeminente sociólogo que escreve no jornal I à terça [as crónicas valem o jornal ou pelo menos um espreitar de olhos via internet aqui e aqui] - especialista que é no estudo de relações, demonstra que os dois conceitos não estão assim tão separados. De facto, é de senso comum que pode haver sexo no amor. A separação, a fazer-se será sempre pelo factor exclusivo que o amor tende a adquirir. No campo meramente sexual, qualquer interveniente pode ser substituído por outro, mas quando entramos no campo amoroso, a exclusividade e a fidelidade que é devida ao parceiro tendem a ter uma imensa importância. O ciúme apenas nasce da exclusividade, isto porque todos nós apenas nos queremos sentir os mais importantes, únicos ou insubstituíveis para a outra pessoa.

Numa sociedade cada vez mais descomplexada a nível de valores e moral [o que não é necessariamente mau olhando ao passado], a rápida inversão de valores e códigos vivida faz com que hoje em dia estas duas componentes estejam cada vez mais separadas. Correndo o risco de ser apelidado de velho [algo que a minha vintena e meia de anos no BI contraria], creio que é seguro se dizer que hoje em dia, será bem mais irreverente e arriscado amar, do que vir a ter sexo com alguém. As consequências [boas ou más - nem tudo são rosas meus amigos] advindas de tal facto, tornam o amor bem mais complexo que o sexo, se bem que as duas componentes estão devidamente relacionadas e este último é igualmente importante numa relação amorosa.



imagem: Portugal Street Art [graffitti em Lisboa feito por um conhecido de muitos que aqui escrevem que por acaso encontrei nesta galeria de guerrilla art]

2009-10-22

Quando os flashes estão off.



"(...)Poucos paparazzi conseguem captar momentos íntimos como Brad Pitt a depilar as pernas de Angelina Jolie com uma gilette, Nicole Kidman ao espelho a usar fio dentário ou a Rainha Isabel II sentada na sanita a ler uma revista. A fotógrafa britânica Alison Jackson consegue tudo isso e muito mais. Pôs George Bush a resolver um cubo mágico, convenceu Madonna a mudar a fralda ao seu bebé adoptado e apanhou Amy Winehouse de garrafa de rum na mão a divertir-se numa ilha das Caraíbas, onde supostamente estaria a passar uma temporada numa clínica de reabilitação.

Alison Jackson não está no sítio certo à hora certa, nem tem uma objectiva que entra sem ser convidada em casa dos famosos, ultrapassando paredes e segurança. O truque para as suas fotografias é contratar sósias ou pessoas que encontra por acaso na rua e lhe lembram alguma estrela, nem que seja vagamente(...)"

Tantas vezes colocadas num pedestal e elevadas a uma condição sobre-humana, não deixa de ser engraçado visualizar estas montagens e situações elaboradas com duplos, sem nos questionarmos e pensarmos que efectivamente, também as estrelas e pessoas com imensa exposição mediática, passam por situações banais e comuns como um de nós, por detrás da imensa capa que muitas vezes têm de exibir. Neste caso em situações bem cómicas, simulando situações que poderiam acontecer no recanto do sua privacidade quando os flashes estão off.

Para visualizar o restante trabalho de Alison Jackson, vide sítio da artista - via I (clicar em 1ºparagráfo para artigo completo.