Mostrar mensagens com a etiqueta Madeira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Madeira. Mostrar todas as mensagens

2012-07-21


não é o amor que nos une, mas o pânico - Borges

2012-05-05

"o joão faz anos"


Sobre a dita tira de cartoon, nem vale a pena tecer comentários sobre o teor e facciosismo da mesma - a coberto do sempre conveniente anonimato (isto para nem falar na qualidade gráfica da mesma...) - isto num jornal, pago pelo erário público, que na esmagadora maioria das vezes nem cobertura dá aos restantes partidos da oposição madeirense - isto com o beneplácito da respectiva entidade reguladora nacional.

A propósito deste caso, ainda que aqui estejamos no mero campo da especulação, duma coisa estejamos certos. Fazer jornalismo isento na região pode ser algo bem complicado. Assim como assumir um opinião divergente ao "unamismo" imperante. Questionando certas situações. Que muitas vezes podem trazer implicações pessoais negativas às pessoas que o fazem. O que num meio pequeno podem ter um efeito devastador. Ostracizante mesmo. 

E mesmo poderia dizer sobre a questão de tentar ou não efectuar uma oposição construtiva na ilha. Aliás, há dias, numa pequena passagem que fiz pela ilha, comentava isso com alguém que está do outro lado da barricada face ao poder vigente na ilha. "Fazer oposição na ilha e num meio pequeno pode revelar-se muito complicado. Depende muito dos calos que são pisados."

Honra pois, a quem mesmo assim ousa fazer o seu trabalho - neste caso, como os supracitados jornalistas.

2011-07-01

já nem vale a pena comentar. Feliz Dia da Região.


Curral das Freiras - foto roubada daqui



"A partir do momento em que há casamentos gay, por que razão não pode haver pessoas que pensem a favor da independência?"

"Caracteriza-se a Demência quando, em um indivíduo que teve o desenvolvimento intelectual saudável, ocorre a perda ou diminuição da capacidade cognitiva, de forma parcial ou completa, permanente ou momentânea e esporádica. Dentre as causas potencialmente reversíveis estão disfunções metabólicas, endócrinas e hidroeletrolíticas, quadros infecciosos, déficits nutricionais e distúrbios psiquiátricos, como a depressão (pseudodemência depressiva).(...)"


via Wikipédia.

2010-04-12

Os partidos enquanto espaços de discussão.


quadro via Ultraperiferias



"(...)Um partido que é dialogante, aberto à pluralidade de opiniões, e à sociedade civil, defensor da moderação e da convivência pacífica entre homens de credos e raças diferentes, herdeiro da tradição universalista portuguesa que é estruturalmente avessa a qualquer tipo de xenofobia(...)" in sítio do PSD

Irónico que numas eleições directas quatripartidas, na Madeira em 11 concelhias, Rangel (escolha do Líder Supremo) tenha obtido o pleno em 8 concelhias (!?!). Bem ao estilo disto. É a pluralidade dos partidos políticos no seu melhor.

2010-03-30

constantando o óbvio (sem necessitar de ser espião secreto)


imagem via Pensar Custa




"James Bond: [looking at the tattoo on Magdas back] What is that?
Magda: Thats my little octopussy".





2010-02-21

A Impotência



Os ilhéus e em especial os madeirenses estão familiarizados com os aluviões que ciclicamente assolam a ilha. Esta total sensação de desprotecção face à força dos elementos, imiscui-se e é digamos parte intrínseca, para o bem e para o mal, contribuindo na construção da espécie de sentimento a que chamamos o ser ilhéu ou neste caso específico, o ser madeirense.
E com isso, podia discorrer e apontar como uma das razões para o elevado conservadorismo da sociedade ou para o peso que instituições como a Igreja Católica, têm na sociedade madeirense. Mas o objectivo deste meu texto não é esse.

É meramente expressar, num texto que assumo ser pessoal, o sentimento vivido à distância, durante todo o dia de hoje. Impotência. Dura e pura. O tentar contactar os entes queridos e não conseguir. O olhar para notícias cada vez mais alarmantes e imaginar o pior. O imaginar possíveis percursos trilhados por quem nos é querido e esperar que o pior não tivesse acontecido. O imaginar que palavras poderiam nunca vir a ser ditas, palavras que sempre deixamos para uma outra ocasião. O passar de um aparente distanciamento perpétuo, que acaba por acontecer quer se queira quer não, para uma urgente necessidade de querer estar lá e ser parte envolvida.

Há um mês, escrevi aqui sobre o desastre ocorrido no Haiti, mas sendo madeirense (ainda que expatriado no rectângulo) como muitos que aqui escrevem e sentindo-me parte envolvida pelo facto de ter a minha família e muitos amigos na ilha, cometo o sacrilégio de confessar que de repente o Inferno dantesco haitiano parece-me algo menor face ao cataclismo diluviano de características bíblicas que ocorreu hoje na minha terra natal. É tudo uma questão de perspectiva e de proximidade, digo eu com o meu agnosticismo pontuado com uma educação numa sociedade profundamente católica, que em alturas de maior irracionalidade aparenta "sobremergir".

Sobre o desastre, mais que encontrar culpas - que as há entre a Natureza e a acção humana - importa acima de tudo minorar os destroços causados e procurar dar conforto e ajuda a quem mais necessita. O rescaldo e o apuramento de responsabilidades é uma necessidade, mas ainda não é tempo para tal, quando necessidades básicas ainda não estão supridas e o sofrimento é recente. O aproveitamento político do caso - seja a favor ou contra como ouvi e li, mais que despropositado, enoja-me e ultrapassa os limites da ética que deveria existir na "res pública". Por uma questão de respeito. Mas as consequências deverão ser apuradas. Porque nada justifica tão elevado preço a pagar. E para que a impotência face à força dos elementos, ainda que impossível de vir a ser domada, não tenha as trágicas consequências que são hoje notícia.

2010-02-02



Num filme de viagem típico dos anos 30 - na idade de ouro dos cruzeiros transatlânticos, numa viagem de Gotemburgo a Gotemburgo. Aqui, ao que parece, no excerto final da viagem, na etapa que liga a Madeira a Lisboa. As diferenças são imensas.

via Duarte Gouveia

2010-01-13

Dejá Vu


"Apesar de ser uma obra recente e muito vultuosa, é já notório o abatimento que ocorre no solo junto da muralha que suporta o recém-inaugurado Estádio de Câmara de Lobos. O brutal investimento de 11,5 milhões de euros parece assim afundar-se, embora a situação seja minimizada pelo promotor da obra, o Governo Regional (...)"

in dnoticias.pt



Nova Marina do Lugar de Baixo?

2009-12-29

Brinquinho do Alberto vs Harpa de Nero



imagem D*Face



in publico.pt


Já agora, se porventura não fosse incómodo, que tal procurar um modelo alternativo de desenvolvimento e governação?

Olhando ao recente Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 2010, onde mais uma vez as despesas afectas a infraestruturas nada sustentáveis [e na maior parte das vezes com claros propósitos eleitoralistas - nem falo da parte das receitas extraordinárias previstas], são uma parte de leão do mesmo, não sei até que ponto as consequências futuras da prossecução desta autêntica política suicida, não hipotecarão o futuro das gerações vindouras.

O círculo aparenta estar a apertar-se [recorde-se exemplo de notícia da entrega de escolas e equipamentos de saúde como garantias bancárias para conseguir empréstimos para pagar despesas correntes] e as claras insuficiências deste modelo são cada vez mais notórias. Já aqui escrevi que em política, o comum eleitor tende a não ter uma perspectiva a médio-longo prazo, recompensando politicamente muito a existência de obra, ou seja algo em termos palpáveis e visíveis - como o são betão e cimento. Os alertas para as consequências do arrastar deste tipo de modelo, já há muito eram conhecidos [existem estudos efectuados para o GR desde o início da década por parte de consultores], pelo que apenas se pode deduzir que apenas os ganhos políticos e a lógica da auto perpetuação política apenas estarão a justificar a insistência neste modelo.

Tendo em conta isto e prevendo-se o pior, já aqui dei conta que será engraçado saber como será retratado e relembrado este período, pelos próprios madeirenses daqui a 10 anos.

Já agora e em jeito de conclusão, não resisto a arriscar uma profecia qual Nostradamus. Não passarão muitos anos até introduzirem portagens na Via Litoral. Já esteve mais longe.

2009-11-17

A política da Terra Queimada






"Aperta-se o cerco à freguesia de Gaula. Depois da sede da Junta de Freguesia de Gaula ter mudado de instalações dez dias após as eleições autárquicas que colocou o movimento de cidadãos 'Juntos pelo Povo' (JPP) na presidência da Junta de Freguesia local, agora é o Governo Regional que decide cancelar duas obras que estavam previstas para Gaula(...)"

in DN-Madeira


Pese as devidas diferenças, a fazer lembrar o bloqueio de Berlim. A política da terra queimada no seu melhor.






impossible is nothing

Trekking through the dark like a true Lighting Bolt
[somewhere
2000 m above the sea between Pico Ruivo e Pico do Arieiro]

photo taken from here [credits to Jay - a MIUT'09 staff member]



Completing a course length of 105km with a positive climbing around 4.000m in just 14 hours? Myth? Impossible?

Welcome to Madeira Island Ultra Trail 2009.



2009-10-09

Normalidade democrática

Os sinais eram imensos, mas aparentemente o regime deixou cair de vez a sua verdadeira máscara. Os conceitos de normalidade democrática na Madeira, aparentemente não são os mesmos que os aplicados na restante extensão do território - em conformidade com os princípios geralmente aceites na Europa Ocidental.

Desculpem-me desde já os leitores, por estar a focar novamente a tecla Madeira, mas não consigo calar a revolta face a acontecimentos que perpetuam-se há mais de 30 anos e que ultimamente persistem em aparecer.

O conceito de democracia é ao contrário do que se pensa, uma conceito deveras lato. Na realidade, no estrito sentido da palavra, significa o governo do povo, no que qualificamos de democracia directa, que ao contrário da representativa, os próprios cidadãos decidem os destinos da gestão pública por maioria. A parte de questões de democracia directa ou representativa, queria isso sim focar que a protecção de minorias é um conceito que apenas aparece devidamente estruturadas e defendida com o que se chama democracia liberal de cariz ocidental.

Esta tornou-se a norma vigente e aceite, sendo a mesma igualmente interpretada e aceite de acordo com toda a herança e matriz histórico-social, como o sistema menos imperfeito de governo. Obviamente que a sua interpretação depende das tais nuances e matrizes histórico-culturais que são dissonantes de país para país, mas poderemos mesmo assim identificar como algo que é geralmente interpretado e aceite em toda a Europa Ocidental.

Na região, fruto de muitos constrangimentos histórico-culturais, estas noções são desde sempre desprezadas. Tal como no passado, a protecção e graves desequilíbrios sociais persistem. Tal como no passado, o espírito crítico e a opinião dissonante é abafada e tomada como afronta em prol de uma normatividade agregadora a uma só voz. Poderia teorizar sobre o porquê de todo isto, mas sei que muito provavelmente escreveria páginas e páginas e não é este o meu propósito.

O meu propósito é demonstrar a total solidariedade para quem ousa efectuar oposição ou destoar politicamente num ambiente asfixiado como é o da Madeira. Fazer oposição não é fácil na ilha, aliás como é norma em meios mais pequenos e fechados. Mas fazer oposição quando esta asfixia é tolerada pela maioria da população, votem ou não nos perpetuadores de toda esta situação, isso é realmente de valor. Quando a passividade da população tolera a violação de pequenas liberdades das minorias que noutros pontos são dados adquiridos, assumir uma opinião dissonante pode assumir consequências que podem vir a ter efeitos muito negativos na vida de quem ousa efectuar essa oposição.

Daí este post, que é escrito a título pessoal (dado não poder vincular a opinião de todos os desbobinadores, que felizmente é diferente e variada). Aliado a este elogio, acrescento o meu "mea-culpa" por ser passivo com a situação e apesar de discutir e falar da mesma, nunca ter feito nada realmente para mudar a mesma. Por, apesar de estar longe no "rectângulo", não ter feito mais. Porque estando longe, é mais fácil nos abstrairmos e "esquecermos" o assunto. Por nunca ter dado a cara ou mesmo o nome. Por ler que há quem queira 54-0 por mero tributo ao líder - que se comporta como um semi-deus - e por eu, no meu pequeno contributo e consciente do que tal barbaridade representa, pouco ou nada ter feito. Ou meramente, "mea-culpa" por ao escrever estas linhas, poder estar a assumir um papel moralmente superior sem que haja consequência prática a nível de acções.

Finalizo este longo e (em parte) pessoal texto com uma citação de Edgar Faure: "A arte de governar consiste em satisfazer a maioria da nação sem antagonizar a minoria"

O que eu desejaria simplesmente é que tivesse em conta o contributo da minoria. Era tudo o que pedia. Nada é perpétuo. Mas preocupa-me o alongar da actual situação e os custos que poderão advir daí.

De um madeirense expatriado, mas que mantém a Madeira no coração.
Aires Gouveia (aka il_messajero)

2009-10-02

Divulgação - Passeio Madeirenses Expatriados a Estudar na capital


Ainda que seja uma iniciativa de cariz partidário [no qual não me revejo], dado que considero que o alcance e o propósito da iniciativa é efectivamente gerar um maior conhecimento e empatia entre os madeirenses expatriados na capital colmatando assim um défice que existe desde que a Casa da Madeira encerrou no Bairro Alto [o que existe é uma espécie de não representação que é vedada ao comum madeirense], respondendo ao apelo do amigo Eduardo [BBS], abaixo divulgo a seguinte actividade.

"Amigas e amigos,

Quero convidar-vos a participar numa actividade, que pretende unir os estudantes madeirenses a viver e estudar no Continente. No próximo dia 3 de Outubro, pelas 13 hora (o ponto de encontro é no Marquês Pombal, ao pé do Parque Eduardo VII) haverá um passeio turístico pelos principais pontos turísticos de Lisboa, nomeadamente Baixa Pombalina, Castelo de São Jorge, Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém. É uma actividade que não perdes nada e ficas a conhecer colegas madeirenses em Lisboa e até terás a possibilidade de visitar alguns locais de interesse em Lisboa.

Inscreve-te na actividade, podes responder a este e-mail a dizer que irás aparecer e traz um amigo. Peço é que leves o cartão de estudante, deste ano ou do ano anterior, só por uma questão de entrar nos monumentos. Qualquer dúvida contacta-me.

Ah… E passa a palavra aos teus amigos ou divulgar no teu blogue, hi5 ou facebook. Em anexo segue o cartaz da actividade. Divulga…

(...)

Beijinhos e abraço,

Eduardo Freitas (...)"

Post Scriptum: Mais info nomeadamente a nível de contacto clicar aqui

2009-09-10

Pequeno apontamento acerca do "Fuck Them"


Com duas palavras apenas, AJJ lançou bases para uma alternativa ao fleumático Oxford English Spelling. Estará na calha um Berardo English Spelling?

Pelo estilo e falta de decoro apresentados, devo dizer que adequava-se muito bem.

post scriptum: incrível como esta reacção passou quase incólume aos olhos da CS nacional. É aprova que muitos dos dislates de AJJ são vistos e entendidos à distância, como uma questão de estilo ou pior uma questão cultural olhando às características da ilha. E isso é grave.

2009-07-12

Space Invaders



Churros Mutantes de Mercúrio@downtown Funchal


E de repente, no Natal passado, a baixa funchalense viu-se invadida por psicóticas e alienígenas barracas de churros e cachorros quentes, bem estilo do ideário cinematográfico alternativo americano dos anos 50...a fazer inveja aos Homens Lagosta de Marte!


foto captada pela lente do macaco_esperto e pela máquina e destreza artística do bob

2009-04-23

Da Capital do Móvel...

Link: Nacional 2-3 Paços de Ferreira



...[por um dia] os reis da Madeira!

(momento irracional do post) Eu já estive no Jamor por duas vezes. E vocês?