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2012-10-22

Repita por favor:


image by aventuralx



"(...)Um país não é uma empresa.
Portugal não é uma empresa.
Portugal não é uma sociedade anónima, nem uma SA, nem uma SGPS.
Repita por favor: um país não é uma empresa e tentar governar o país como se fosse uma empresa dá asneira.
Mesmo
que a empresa seja a mais bem gerida do mundo.
Um país é um país. As regras são outras. Os métodos são outros. Os procedimentos são outros. As pessoas certas são outras.
Repita: as pessoas certas são outras.
A escolha de pessoas devem obedecer a outros critérios. Porque um país não é uma empresa, não é uma burocracia, não é uma empresa de marketing, não é uma consultora, não é um think tank, não é um blogue dos nossos, não é uma secção partidária, nem um 'grupo geracional' vindo de uma 'jota' qualquer que toma o poder.
O modo como as coisas no país funcionam é outro.
O modo como as coisas não funcionam é outro.
A ciência é outra. O ruído é outro.
O sucesso tem regras diferentes. O fracasso tem regras diferentes.
Há coisas parecidas por analogia mas não por homologia.
Repita se faz favor: um país não é uma empresa. (...)"

 
José Pacheco Pereira (crónica publicada no Público - edição impressa 20-10-2012)

2012-09-13

Da abstenção violenta à oposição realista.


Eurocaristia by +-
 

"Há uma linha que separa a austeridade da imoralidade."

José António Seguro













2012-09-07

.|.



2012-05-05

"o joão faz anos"


Sobre a dita tira de cartoon, nem vale a pena tecer comentários sobre o teor e facciosismo da mesma - a coberto do sempre conveniente anonimato (isto para nem falar na qualidade gráfica da mesma...) - isto num jornal, pago pelo erário público, que na esmagadora maioria das vezes nem cobertura dá aos restantes partidos da oposição madeirense - isto com o beneplácito da respectiva entidade reguladora nacional.

A propósito deste caso, ainda que aqui estejamos no mero campo da especulação, duma coisa estejamos certos. Fazer jornalismo isento na região pode ser algo bem complicado. Assim como assumir um opinião divergente ao "unamismo" imperante. Questionando certas situações. Que muitas vezes podem trazer implicações pessoais negativas às pessoas que o fazem. O que num meio pequeno podem ter um efeito devastador. Ostracizante mesmo. 

E mesmo poderia dizer sobre a questão de tentar ou não efectuar uma oposição construtiva na ilha. Aliás, há dias, numa pequena passagem que fiz pela ilha, comentava isso com alguém que está do outro lado da barricada face ao poder vigente na ilha. "Fazer oposição na ilha e num meio pequeno pode revelar-se muito complicado. Depende muito dos calos que são pisados."

Honra pois, a quem mesmo assim ousa fazer o seu trabalho - neste caso, como os supracitados jornalistas.

2012-01-27

Jogar ao faz de conta.

make believe game @ friendly atheist



Artigo 41.º
Liberdade de consciência, de religião e de culto
(...)
4. As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto.
(...)



Sem negar a herança cultural e a preponderância que a Igreja Católica tem na sociedade portuguesa, não é o nosso país um que à semelhança de tantos outros na Europa Ocidental, se auto-define como laico e não confessional?

Assim sendo, se há que cortar feriados - medida que na verdade é terá uma eficácia e uma vantagens económica algo dúbia - o lógico seria cortar alguns do feriados de índole confessional que existem no calendário. Pensei eu. Mas não.

Porquê manter feriados religiosos como o dia da Assunção, o dia do Corpo de Deus ou o dia de Nossa Senhora da Conceição? Designações que ditas desta forma nem são perceptíveis pela maioria dos cidadãos, isto se não associar o 15 de Agosto, uma 5ªfeira normalmente em Junho ou o 8 de Dezembro - o que indicia o quão irrelevantes eles significam nos dias de hoje.

Mas o pior nem é esta situação.

Ponderarem a retirada do feriado da implantação da República e o feriado onde se comemora a Restauração da independência nacional, duas datas emblemáticas e estruturantes do próprio conceito de nacionalidade e do próprio regime em si é a pedra de toque que faltava em todo este processo.

Quando o próprio regime não estima nem cuida da sua própria memória e do seu passado, isso transparece um sinal nada abonatório, que em última instância faz pressupor que o seu futuro não será nada risonho.

Olhando à actual situação, já nada me surpreende.

the winner take all politics


America's increasing inequality just happened naturally or it's been politically engineered during the last thirty years?

The evidence is hard to dispute. Those in the very top - 1% society whealthiest - have been better and better with an increase of 256% in income gains comparing with 1970's statistics for the same group. In oposition the other groups grew much slower - only an average of only 10 to 20%. Many times with the complacency of the government.

The same is true in Portugal, the most unequal country in Western Europe, with a government that has adopted policies that only hasten this inequality.

A more egalitarian and democratic world is only possible with a more equality society. Because better social relations are built of this material foundation.


For more information about the subject, i also recommend reading the book "The Spirit Level".

2012-01-25

Hope

occupy art - stolen from here



"Can you blame them for feeling a little cynical?"



Barack Obama's 2012 State of the Union adress (full transcript - here)




Numa altura em que a falta de decoro na política cá no burgo é cada vez maior - pelo menos olhando a certas declarações bem infelizes (o que explica em parte o porquê de apenas 56% do eleitorado se rever numa democracia) - com uma classe política aparenta estar numa bolha à parte dos reais problemas cidadão comum, não resisto a transcrever uma frase que me ficou no ouvido, em mais um excelente discurso proferido há menos de uma hora, onde Obama dá na prática o tiro de partida na campanha para a sua reeleição. Quase que me atrevo a dizer que cada país e cada povo tem o presidente que merece.

2012-01-18

Tough Love



juntos. ele disse que foi uma opção difícil (porém, tomada perante fortes ameaças).


apenas me ocorre o seguinte: quem não te respeita não te merece.







2012-01-14

only a matter of facial recognition


autistic facial recognition by Ai-Weiwei

(taken from here)




"Catroga explica nomeações da EDP: Chineses escolheram com base nas caras que conheciam"

(via Jornal de Negócios - resto artigo aqui)




Nem vale a pena comentar.

2011-07-01

já nem vale a pena comentar. Feliz Dia da Região.


Curral das Freiras - foto roubada daqui



"A partir do momento em que há casamentos gay, por que razão não pode haver pessoas que pensem a favor da independência?"

"Caracteriza-se a Demência quando, em um indivíduo que teve o desenvolvimento intelectual saudável, ocorre a perda ou diminuição da capacidade cognitiva, de forma parcial ou completa, permanente ou momentânea e esporádica. Dentre as causas potencialmente reversíveis estão disfunções metabólicas, endócrinas e hidroeletrolíticas, quadros infecciosos, déficits nutricionais e distúrbios psiquiátricos, como a depressão (pseudodemência depressiva).(...)"


via Wikipédia.

2011-06-17

Statement.

No dia em que se confirma a extinção do Ministério da Cultura, nada melhor que fazer um statement e ir ao teatro.



"Sonho de um Homem Ridículo

A partir da obra de Fiódor Dostoievski;



História escrita pelo escritor russo Fiódor Dostoiévski, em 1877, onde se trata o tema do suicídio e o desprezo pela vida.

Uma história que provoca mal-estar no espectador, tal é a leviandade com que o suicídio é encarado. A obra terá sido escrita numa altura em que suicídios em massa assolaram a cidade russa de S. Petersburgo e o resultado foi um pequeno mas denso texto de Dostoiévski que é um dos exemplos acabados da força da sua escrita.

Encenação Cátia Ribeiro
Elenco Cátia Ribeiro, Jenny Romero
Cenografia e Desenho de Luz Nuno Samora
Vídeos e sonoplastia Cátia Ribeiro e Nuno Samora
Vozes (poemas gravados) Carlos Paulo, João Mota e Marques d’Arede
Produção Direita Baixa – Associação Cultural"

mais info aqui


aganaktismenoi


"(...)This is democracy in action. The views of the unemployed and the university professor are given equal time, discussed with equal vigour and put to the vote for adoption. The outraged have reclaimed the square from commercial activities and transformed it into a real space of public interaction. The usual late-evening TV viewing time has instead become a time for being with others and discussing the common good. If democracy is the power of the "demos", in other words the rule of those who have no particular qualification for ruling, whether of wealth, power or knowledge, this is the closest we have come to democratic practice in recent European history.

Syntagma's highly articulate debates have discredited the banal mantra that most issues of public policy are too technical for ordinary people and must be left to experts. The realisation that the demos has more collective nous than any leader, a constitutive belief of the classical agora, is now returning to Athens. The outraged have shown that parliamentary democracy must be supplemented with its more direct version. It is a timely reminder as the belief in political representation is coming under pressure throughout Europe (...)"

Costas Douzinas in Guardian

Ler artigo completo aqui.


2010-12-22

Invertendo o ângulo



reverse graffiti - retirado daqui


Se continuarmos a olhar a política como o palco de uns tais "eles" - em vez do lugar de um "nós" onde caibam todos -, não há mudança possível.
Sim: seremos cúmplices da crise se sob as desculpas habituais de "eles são todos iguais", "isto não há volta a dar-lhe", "é só cada um por si", acabarmos por encolher os ombros, ficar em casa, não escolher.


Jacinto Lucas Pires
Público 21.12.2010 p.37