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2012-09-21

Ouro? Mirra? Incenso?



Não. 
Apenas mudança!



2012-09-18

Cessou o medo. Sopra o vento.



Não é necessária nenhuma fatia de bolo-rei. Basta-nos uma mudança de facto.






2012-01-25

Hope

occupy art - stolen from here



"Can you blame them for feeling a little cynical?"



Barack Obama's 2012 State of the Union adress (full transcript - here)




Numa altura em que a falta de decoro na política cá no burgo é cada vez maior - pelo menos olhando a certas declarações bem infelizes (o que explica em parte o porquê de apenas 56% do eleitorado se rever numa democracia) - com uma classe política aparenta estar numa bolha à parte dos reais problemas cidadão comum, não resisto a transcrever uma frase que me ficou no ouvido, em mais um excelente discurso proferido há menos de uma hora, onde Obama dá na prática o tiro de partida na campanha para a sua reeleição. Quase que me atrevo a dizer que cada país e cada povo tem o presidente que merece.

2010-10-07

Em jeito de lembrete




ilustração Rúben Nobre






"Da República centenária poderemos extrair vários ensinamentos. Entre eles, destaca-se um: não é da crispação que nascem as soluções para os problemas. Impõe-se, pois, que exista um compromisso político de coesão nacional"

Cavaco Silva no último 5 de Outubro




[publicado em simultâneo no blogprojecto10]

2010-06-23

Questão de postura.


Saramago Pop Art retirado daqui


"(...)2010 es ya, para siempre, el año de la muerte de José Saramago, pero tus libros forman un maravilloso bosque de dignidad. Y yo me abrazo al árbol para mantener tu memoria."

José Luis Rodríguez Zapatero (1ºministro espanhol num memorial no El País)


Nutrisse ou não afecto pela pessoa, Cavaco, como presidente de todos os portugueses, deveria ter estado no passado domingo, nas cerimónias fúnebres de José Saramago, um dos maiores nomes da cultura portuguesa - ainda para mais, quando até declarou dois dias de luto nacional. Ao não comparecer, Cavaco, cuja animosidade para com Saramago era deveras conhecida (e era recíproca), mostrou uma pequenez de carácter e uma falta de tacto que apenas o desprestigia.

Aqui ao lado, até o primeiro ministro espanhol, não se furtou à feitura de memorial, publicado num dos maiores jornais daquele país. Questões de postura.

2009-09-29

Intervencionismo do Presidente [e o começo das Presidenciais]


Acabo de ouvir Cavaco e a sua tão esperada declaração sobre o caso das escutas.

Confirma-se o que o caso Dias Loureiro já tinha indicado: Cavaco tem um instinto antropológico primário, quase tribal de defesa dos seus correlegionários e homens de confiança, pondo este instinto acima do natural sentido de Estado e isenção que deveria ter.

Isto por sua vez, leva-me a reflectir sobre a gravidade das acusações efectuadas e à tentativa de desculpabilização ensaiada acerca da acção do seu homem de confiança.

Ainda que seja legítimo o PR ter as suas suspeitas - e hoje reafirmou suspeitas e não falhas como muitos partidos estão neste momento a ler - aquilo que esperaria do PR seria exactamente um sentido de isenção e decoro, que não se coadunam com o teor das declarações produzidas. São graves as declarações produzidas, seja as acusações levantadas ao PS, seja a suspeita que o sistema de comunicação de Belém está minado.

Se no que toca ao segundo tópico, a gravidade já era enorme - pelo menos para justificar a declaração - importa olhar à gravidade das acusações tecidas ainda para mais numa altura em que se está a sair de umas legislativas e a confiança entre o PR e o Executivo eleito tem de ser plena e forte.

A intromissão neste autêntico jogo de bastidores e este sujar de mãos por parte de Cavaco - que relembre-se, todo este caso começa com uma dica dada pelo assessor de comunicação do presidente dada para os jornais - acaba por dar razão aqueles que defendiam nas anteriores presidenciais que Cavaco tinha um perfil muito intervencionista e pouco parcial para a isenção que o cargo exigia.

Cavaco deveria averiguar a situação, mas não poderia pelo simbolismo do seu cargo, sem que situação estivesse devidamente comprovada, alimentar publicamente este tipo de suspeitas, algo que já o tinha feito com a capa do Público.

Post scriptum: Apenas acrescentar que a campanha para as presidenciais já começou. E olhando à composição deste parlamento, com o raio de acção presidencial a prever que seja muito mais forte e influente, creio que esta declaração servirá para uma abertura de hostilidades de uma campanha que se espera disputada. Apresente a Esquerda um candidato forte. Palavra a Manuel Alegre?


imagem: Arrastão

2008-10-28

História de um Veto

Cavaco vetou no dia que passou, o novo Estatuto Político Administrativo dos Açores, o mesmo que já tinha sido submetido em Julho a Tribunal Constitucional para averiguar a correcta constitucionalidade, tendo o mesmo sido chumbado. A posterior alteração e aprovação por unanimidade pela Assembleia da República, não chegaram para evitar novo veto (desta vez Justificar completamentepolítico), retorquindo Cavaco que a proposta continua a por em causa o equilíbrio institucional existente no actual sistema.

Cavaco, que recorde-se chegou a convocar uma comunicação pública ao país [indecifrável para leigos dada a linguagem político-jurídica usada] a denunciar a gravidade de tal facto, fez na minha opinião o correcto ainda que possa parecer um preciosismo aos olhos de muitos. Importa reter no entanto a posição dos partidos que aprovaram por unanimidade o Estatuto. Se do lado do PS será interessante ver se abrirá uma frente de combate (desnecessária no actual contexto) com Belém, se do lado do PP o partido já anunciou que não alterará nada e o BE já anunciou que quer introduzir as alterações rapidamente de modo a aprovar o Estatuto, importa analisar as reacções de PCP e PSD.

Estes partidos aquando da aprovação, fizeram-se acompanhar por declarações de voto onde p.e. o PSD enunciava que iria ponderar se iria requer nova análise à constitucionalidade da lei. Ou seja estava a aprovar um lei que pensava ser inconstitucional (o que diga-se de passagem é um grande paradoxo). Estava claro que a proximidade de um processo eleitoral no arquipélago, era o motivo para o seu voto favorável. No entanto, não deixa de ser engraçado que esses partidos venham agora indicar que as suas reservas estavam correctas e que sempre tiveram razão.

Veremos no que dá esta questão, sabendo-se que basta ao PS votar a favor para Cavaco ser obrigado a promulgar o Estatuto.

P.S. Ainda que critique a postura de confrontação verbal e institucional usada pelos orgãos de poder madeirenses face ao poder central (algo que apenas nos prejudica), não deixa de ser curioso que tenha sido os Açores a levantar estas questões de equilíbrio institucional e desafio à reserva de competências do poder central na sua proposta de Estatuto.

2007-07-22

warning...

O marshall Cavaco deu um aviso ao cowboy João Jardim...aos microfones da TSF indicou que quando a legislação não é cumprida, os cidadãos podem recorrer aos orgãos de justiça para obrigar a aplicar a mesma, isto a propósito da recusa do Governo Regional em aplicar a lei do aborto.

Continuará AJJ e seus pares a negar este direito às madeirenses que queiram abortar?

2007-05-26

Guerra de Lobbys?

Gostava que alguém me explicasse o porquê da birra deste Governo na insistência com a Ota para o local de construção do novo aeroporto de Lisboa...A maioria dos estudo apresentados (pelo menos 5 de empresas especializadas) sugerem que a localização na Margem Sul (sim, que situa-se antes de Marraquexe sr. ministro) será melhor a nível de acessibilidades, a nível infraestrutural, terá maior longevidade pois a capacidade de expansão é maior, implicará menos custos, estará mais perto de equipamentos urbanos...

Enfim...Será que como em tudo no país, estaremos a assistir a uma nova de Guerra de Lobbys...
Ou será infundado o boato de que os terrenos na Ota já estarão na posse de muitas figuras conhecidas do PS?
Será que às constutoras civis não interessará mais a opção Ota, devido aos custos elevados que a obra irá adquirir face às enormes movimentações de milhares de metros cúbicos de terra?
Que dizer dos elevados custos de uma ligação em TGV Ota-Lisboa?

Por outro lado, não estará a Lusoponte a esfregar as mãos com a possibilidade de construção de um aeroporto na Margem Sul, dado que faria aumentar exponencialmente o trânsito nas pontes (rentabilizando também a 3ªpassagem - que de momento é só ferróviária, mas que poderia ser facilmente anexada as vias rodoviárias), aumentando exponencialmente por sua vez o montante global cobrado nas portagens?
Não haverá muita manipulação na comunicação social de ambas as partes, gerando-se uma nuvem de poeira (nada mais adequado numa altura qm que falamos tão insistantemente em desertos e afins) confundindo por completo a opinião pública...

Nem sequer falo nos lobbys locais (aliás naturais), mas a gostaria de saber o porquê da insistência na opção Ota, quando todas as hipóteses apontam o contrário...

Será que temos mesmo apetência por obras faraónicas? Será genético?

Espero que a clarificação pedida por Cavaco, seja levada em linha de conta...

2007-02-17

É impressão minha...


...ou o nosso Presidente da República ao vir a público dizer que é necessário conciliar os argumentos do NÃO com as propostas dos partidários do SIM, está a fazer quase que tábua rasa do resultado referendo...

Cavaco não se manifestou, mas aparentemente tende para uma solução mais conservadora do que as soluções apresentadas pelos defensores do SIM (soluções essas que face ao panorama europeu, já são de si consideradas conservadoras, nomeadamente a nível do tempo permitido)...

Será mau prenúncio? Afinal de contas, é ele que promulga a lei...

Bomba ou apenas Pólvora Seca...


O PSD-Madeira reúne extraordinariamente a sua Comissão Política nesta próxima segunda-feira...Está anunciada uma comunicação à população após o termo desta reunião...

Arriscará Jardim um cenário de eleições antecipadas? Será este o golpe que Jardim quer dar ao PS capitalizando os votos e a resignação do eleitorado face à Lei das Finanças Locais e Regionais que recentemente foi promulgada pelo Presidente da República?

Segunda saberemos....



2006-12-16

Brumas de Alcácer-Quibir...



Paulo Portas, no já longíquo ano de 1993, a declarar e a jurar que nunca seria seduzido pelo poder...
Tal como no futebol, o que é verdade hoje, amanhã já não o pode ser...

Isto a propósito das movimentações que estão a ser feitas de forma a preparar caminho para mais um regresso triunfal de Portas à liderança do partido...E mais uma vez depois de um período de reflexão, onde habilmente assumindo a capa de opinion-maker, prepara o regresso passando a imagem de homem com sentido cívico...Se existe personalidade que nos últimos anos soube interpretar de melhor maneira a táctica de dar um passo atrás para avançar outros dois, esse homem é Paulo Portas*...

Ainda quinta-feira, a ala portista (favor carregar no O, para não haver confusões clubísticas) do partido lançou mais um sinal, quando Nuno Melo referiu que sentia falta da presença do D.Sebastião do PP à frente dos destinos do partido, numa crítica velada à falta de carisma e "appeal" de Ribeiro e Castro...

Depois do Portas "anti-sistema" dos tempos de arauto do Independente, do Portas Messias que foi consagrado em Braga (depois de ter minado a anterior direcção do partido), do Portas na primeira tentativa de AD e a famosa Vichysoisse, do Portas (versão Paulinho das Feiras) mostrando um lado mais popularocho, do Portas defensor dos reformados e dos antigos combatentes (com trabalho feito nesta última área reconheça-se), do Portas versão Homem de Estado (ministro da Defesa e depois do Mar, numa cerimónia que ficará nos anais da história como das mais absurdas que houve) e finalmente do Portas rosto do partido sexy e liberal, que género de Portas teremos agora?...

Goste-se do estilo ou não, podendo por exemplo criticar a excessiva preferência pela imagem em detrimento do conteúdo, mas a verdade é que este homem é das personalidade que mais se soube reinventar na cena política nacional nos últimos tempos. Um autêntico Maquiavel no sentido mais lato...

Ao invés, Manuel Monteiro continua a sua longa travessia no deserto, após a saída do PP, não tendo ainda encontrado um estilo e o protagonismo que tanto anseia...Eis um exemplo de uma personalidade que não soube interpretar o recua-avançar que Portas tão bem sabe fazer...
Com a agravante que Paulo Portas aparenta ser a sua besta negra. Ainda hoje, Manuel Monteiro disse à comunicação social, no final de uma reunião do seu micro-partido: "Paulo Portas lidera um grupo que jamais deixará de utilizar o CDS a seu bel-prazer para servir os seus interesses"(o que aliás não deixa de ser verdade, mas a maneira ressabiada como é dita leva a pensar que os traumas ainda lá estão...)

*Cavaco e a sua longa transformação de tecnocrata em homem com sentido de estado e conciliador que o conduziu a Belém também é de realçar...