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2010-03-30

constantando o óbvio (sem necessitar de ser espião secreto)


imagem via Pensar Custa




"James Bond: [looking at the tattoo on Magdas back] What is that?
Magda: Thats my little octopussy".





2009-09-17

Marketing e a Pessoalização da Campanha




Vi de relance há dois dias, no Fátima Lopes - na SIC - uma pequena demonstração do quão está profissionalizado a comunicação e a maneira de fazer campanha política, havendo o aumento Justificar completamentecrescente da componente cénica da mesma, apelando aos sentimentos dos eleitores, como se de uma marca tratasse.

O irmão de Sócrates, que padeceu até há bem pouco tempo de uma fibrose pulmonar, esteve presente a contar as agruras da sua doença, dos sofrimentos que a sua família passou, assim como a maneira como venceu esta doença.

À partida, uma coisa nada tem a ver com outra e era perfeitamente natural a sua ida ao programa, não estivéssemos em campanha, numa altura em que é clara a intenção de fazer esbater a imagem obstinada e demasiado determinada (muitos chamam autista) que Sócrates gerou nestes últimos 4 anos de mandato.

No entanto, este factor não é exclusivo da campanha do PS e talvez como nunca, temos vindo a verificar que todos os quadrantes estão a usar veículos de comunicação para chegar a públicos diferentes ou usar canais de comunicação e estilos de programas que fogem ao verificado numa comum campanha, tentando assim vincar uma imagem mais terra a terra ou uma imagem genuína ou meramente para os aproximar dos eleitores.

Toda esta personificação em torno dos líderes partidários, levanta por outro lado uma grande questão? Não estaremos a caminhar para uma excessiva pessoalização das legislativas? Não haverá uma enorme personificação e centrar do enfoque nas qualidades do respectivo líder, isto quando nem existe uma candidatura a cargo de primeiro-ministro e os respectivos são meros candidatos a deputados como tantos outros? É que pese o nome seja indicado pelo partido vencedor, o mesmo é aceite pelo Presidente da República que deverá ter em conta a votação obtida assim como a audição de todas as forças envolvidas no processo. Ou seja, não nenhuma obrigatoriedade em terem que ser escolhidos os nomes veiculados.

É óbvio que é perceptível o porquê da existência desta autêntica regra não escrita. E certamente tenho em conta no acto de votação, a credibilidade capacidade do material humano existente. No entanto temo que este excessivo enfoque nas figuras e qualidades dos líderes, desvie a atenção do essencial: os programas e as propostas apresentadas.

Assim como contribua para o reforço e exaltação do papel e capacidade do líder, algo que no nosso país, é bem mais considerado em detrimento da capacidade de gerar consensos e efectuar diálogo. Num caso extremo, tudo se resumiria a apenas ter em conta as qualidades e defeitos do líder, sendo os programas meramente acessórios...

É verdade. Já estivemos bem mais longe disso.


cartoon: daqui

2009-05-07

Quiz XXXIII

Tomando em linha de conta o pioneirismo de Obama no uso de certos meios e técnicas, questiono-me qual seria o equivalente português de um apanhado "casual" como o de Obama? Sócrates a pedir um Bitoque? Teríamos Sócrates numa mesa de esplanada discutindo o Benfica, tomando imperiais e comendo caracóis?

2009-02-14

Mário Crespo: Um ex bom jornalista...

1972, Mário Crespo (à esquerda) e o capitão (agora major) Mário Tomé



Na foto, substitua-se Mário Tomé por Alberto João Jardim -não tenho pachorra para fazer montagens- e essa será porventura a melhor metáfora imagética da entrevista da sic...



A propósito de um post abaixo publicado no desbobina, Mário Crespo assaltou-me o pensamento. O indivíduo está demasiado interveniente políticamente em relação ao que a matriz ética e deontológica do jornalismo o deveria permitir... E fá-lo, por um lado, catapultando ou servindo de rampa para certas figuras, como a abominável e cúmplice entrevista a João Jardim, e por outro lado, atacando inequívocamente Sócrates e os seus pares em artigos de opinião.

Pondo de parte o facto de eu próprio ser um acérrimo crítico de Sócrates e portanto até concordar em muitos pontos do artigo de Crespo, a verdade é que o referido artigo vem pôr a nú o jornalista e, com isso, certas atitudes e falta de profissionalismo recentes têm agora um enquadramento político evidente.

Lembro-me perfeitamente do clima de subserviência e adulação militar com que conduziu (ou melhor, com que foi conduzido) a entrevista a Jardim e, principalmente, aquelas constantes palmadinhas nas costas entre ambos. Agora parece-me evidente que Mário Crespo nada teve de ingénuo ao não colocar as questões verdadeiramente pertinentes na mesa...

2009-01-26

Bem vindo ao reino da contra-informação!


"Charles Smith, representante da Freeport aquando do processo de licenciamento do "outlet" de Alcochete, quebrou hoje o silêncio para dizer que, em 2002, se deslocou ao Ministério do Ambiente no âmbito daquele processo, mas garantiu nunca ter reunido com o então ministro da tutela, José Sócrates (...)"


Bem, e assim começa o típico jogo do ping pong informativo.

2008-07-31

diz que é um sketch dos 80's

José Sócrates dá aulas de desenho em part-time?
É que ia jurar que este desenho tinha mesmo o seu traço...
Post Scriptum: Saiu um primeiro "skecht" do projecto do futuro estádio do Marítimo...Para além da óbvia desilusão com este desenho (que parece que voou de um DeLorean vindo directamente dos anos 80's), estou francamente desapontado com o nome escolhido. Arena Marítimo-Madeira é algo estúpido sabendo o porquê da inclusão do nome Madeira (picardias com o rival nacionalzinho não deveriam prevalecer num contexto tão importante como o da escolha do nome). Com capacidade para 9000 lugares e orçado em 46M € (?!?), terá um prazo de execução de 20 meses (vá lá mesmo a tempo do centenário) ...Contudo aguardemos por futuros desenvolvimentos, para uma melhor apreciação do projecto.

2008-03-12

contrasenso...talvez não!

...traçando um cenário equidistante, observamos que assiste-se a um contrasenso nas tendências do eleitorado português. Se as eleições fossem hoje, sente-se que o PS as ganharia, mas no entanto os índices de satisfação governativa andam bem baixos. Será assim tão estranho ou talvez não?

Senão vejamos: Clima de crispação contra o actual governo. 100.000 manifestantes [representando quase 2/3 dos professores existentes no país] em Lisboa no sábado. Alguma desorientação governativa [leiam-se declarações infelizes de membros de governo]. Imensa pressão mediática por parte de muitos sectores da imprensa e opinion makers. Resultado = baixa nos índices de aprovação do governo e baixo nível de satisfação da governação.

O que faz o principal partido da oposição neste período de tempo?
Líder do mesmo indica que partido do governo não merece governar, mas refere que o seu não está preparado ainda para governar. Aprova mecanismos e alterações estatutárias algo dúbias em vez de capitalizar politicamente o descontentamento. Desencadeia uma autêntica purga dentro do partido. Ah...e aproveita e faz um restyling ao símbolo do partido, mudando a cor do mesmo...

É impressão minha ou algo está mal nesta equação?

2007-07-30

...separatismo, obsessões, aborto, inimizades, amizades, demagogia, hipocrisia, intoxicações...

AJJ comprou mais um guerra fútil e desnecessária contra o governo da República...Depois dos sucessivos dislates anteriores contra Timor, chineses e indianos, o lobby gay, a indicação que a Região não iria proceder à aplicação do uso obrigatório do cinto de segurança (só para dar um exemplo), AJJ indicou que a região não iria aplicar a nova lei sobre a IVG, no sistema de saúde regional...Depois o secretário regional da saúde indicou que a região afiinal ainda não estaria preparada para aplicar esta lei...após o governo da república se ter mostrado cooperante para estudar a situação, voltou atrás e indicou que pese haja meios para tal, esta não seria aplicada na região devido à faltas verbas, em virtudes de estas já estarem todas orçamentadas...

Pelo meio umas declarações mais infelizes por parte de deputados regionais na Assembleia Legislativa Regional e voilá!!!

De repente temos a opinião pública portuguesa em peso, a cair não só em cima do AJJ mas sobretudo em cima dos madeirenses...

Sinceramente fico triste pela região estar a ser prejudicada e a ser conotada e mencionada pelas piores razões...Depois a elite governante (e não só) madeirense contesta o facto da região apenas vir mencionada nos meios de comunicação nacionais pelas piores razões e com uma forte conotação negativa...

Por exemplo, não contestando a veracidade dos factos, entristece-me como madeirense, que certos orgão de comunicação nacionais intoxiquem a opinião pública ateando mais gasolina ao fogo...ainda este fim de semana, perdi a conta da vezes que li nos editoriais e nas notícias no Público sobre o facto da nova Lei do aborto, constituir apenas 96segundos do fogo do fim do ano, ou uma pequena porção do subsídio dado às três equipas profissionais (por acaso apenas são duas neste momento), ou que constitui apenas um X do orçamento dado ao Rally Vinho Madeira...

Não pondo em questão a veracidade das mesmas notícias, os jornalistas e cronistas esquecem-se que estas despesas já estão orçamentadas, logo a aplicação da lei é extra-orçamento. Ou seja nada tem de relevância para a aplicação da IVG.

Ou seja, não querendo ilibar o GR (a lei foi aprovada e é para todos), O GR não deixa de levantar uma questão interessante, de se saber de onde virão estes fundos necessários à aplicação da dita lei...
Mas por outro lado, não estará o GR a tornar os madeirenses em "portugueses de segunda" ao negar direitos consagrados, aquilo que sempre contestou em tantas outras matérias e que sempre disse querer combater?

Isto levanta certas questões que desde há certo tempo são visíveis: não estará o GR a embarcar numa estratégia suicida, ao contestar e levantar entraves a tudo o que venha da República em matéria de deveres? Não terá sido a retórica desbocada a causa disto tudo (assim como os anos e anos a se marimbar para a atitude de estado e de solidariedade)?
Não estaremos a perder mais com esta atitude (chegando ao ponto em que confundem todos os madeirenses com a posição do PSD local)?...Ou seja, receio que a capacidade de reivindicação legítima da Madeira esteja gravemente ferida no futuro...

Será que a estratégia regional de manutenção de poder do PSD-M passará por instigar e fomentar interminavelmente um autonomismo bacoco de eles contra nós...apontando sempre Lisboa como o nosso inimigo? É que sinceramente, muitos já nem ligam aos argumentos apresentados, lesando com isso os madeirenses e tirando a total credibilidade que eventualmente venham a ter nalgum assunto...

P.S.1 Não será de uma hiprocrisia gritante a bajulação que os dirigentes concorrentes às directas no PSD-nacional fazem aos cerca de 10.000 militantes madeirenses (1/10 do total de militantes nacionais desse partido)?

P.S.2 não terá por outro lado AJJ certo fundo de razão ao ver no GR de Sócrates uma espécie de obsessão contra o governo regional da ilha (basta recordar o péssimo timming para o anúncio por Sócrates na qualidade de secretário-geral do PS, da estratégia de tomada de poder na região para o PS-M, apenas decorrida uma semana após do anúncio do corte orçamental à região...o que francamente liquidou qualquer hipótese de alternativa regional no futuro próximo)...

p.s. ...é impressão minha ou a nossa vida política é pior que um enredo de uma novela (ou soap opera para sermos mais eruditos) mexicana?

2007-05-28

Teste

Numa altura em que as relações entre o Ocidente ( a UE em especial) e a Rússia estão muito fragilizadas (possivelmente no ponto mais baixo desde 91), depois do fiasco que foi a cimeira UE-Rússia em Samara faz semana e meia, Portugal através do nosso 1ºministro tem a oportunidade de desempenhar um papel importante no reactivar destas mesmas relações, sendo um teste interessante ver o comportamento da nossa diplomacia.

Em vésperas de assumir a presidência da UE, esta visita de Sócrates, calha numa altura em que as relações entre as duas partes estão muito tensas. Por um lado o autoritarismo e a visão partuicular dos direitos de expressão da Rússia é demasiado evidente para a UE fechar os olhos (e isso foi demonstrado nesta cimeira); por outro lado a UE e o Ocidente precisam da Rússia para fazer passar o plano para o Kosovo no Conselho da ONU; precisam da Rússia devido à enorme dependência energética dos recursos energéticos desta; precisam da Rússia para na questão atómica iraniana...
Por outro lado, a Rússia suporta a sua candidatura à OMC no apoio dado pela UE; os investimentos europeus no país são uma realidade...

O facto de neste momento haver de um lado um conjunto de países com uma memória histórica algo negativa da rússia (nomeadamente as repúblicas do báltico e os ex-satélite do bloco de Leste), assim como existe do outro lado receio de que estes países saiam (para mim é claro que já sairam à muito, mas para os russos isso ainda não é claro) da sua esfera de inflência, entrava em muito o processo...

No seu primeiro grande teste externo, Sócrates poderá desempenhar um papel muito importante, tendo a vantagem de nada ter a perder (as trocas comerciais com a Rússia são residuais), visando o reatamento das relações, mas com o cuidado de salvaguardar as posições da UE em matérias sensíveis como a questão dos direitos humanos...

Terá estaleca para tal?

2007-05-26

Guerra de Lobbys?

Gostava que alguém me explicasse o porquê da birra deste Governo na insistência com a Ota para o local de construção do novo aeroporto de Lisboa...A maioria dos estudo apresentados (pelo menos 5 de empresas especializadas) sugerem que a localização na Margem Sul (sim, que situa-se antes de Marraquexe sr. ministro) será melhor a nível de acessibilidades, a nível infraestrutural, terá maior longevidade pois a capacidade de expansão é maior, implicará menos custos, estará mais perto de equipamentos urbanos...

Enfim...Será que como em tudo no país, estaremos a assistir a uma nova de Guerra de Lobbys...
Ou será infundado o boato de que os terrenos na Ota já estarão na posse de muitas figuras conhecidas do PS?
Será que às constutoras civis não interessará mais a opção Ota, devido aos custos elevados que a obra irá adquirir face às enormes movimentações de milhares de metros cúbicos de terra?
Que dizer dos elevados custos de uma ligação em TGV Ota-Lisboa?

Por outro lado, não estará a Lusoponte a esfregar as mãos com a possibilidade de construção de um aeroporto na Margem Sul, dado que faria aumentar exponencialmente o trânsito nas pontes (rentabilizando também a 3ªpassagem - que de momento é só ferróviária, mas que poderia ser facilmente anexada as vias rodoviárias), aumentando exponencialmente por sua vez o montante global cobrado nas portagens?
Não haverá muita manipulação na comunicação social de ambas as partes, gerando-se uma nuvem de poeira (nada mais adequado numa altura qm que falamos tão insistantemente em desertos e afins) confundindo por completo a opinião pública...

Nem sequer falo nos lobbys locais (aliás naturais), mas a gostaria de saber o porquê da insistência na opção Ota, quando todas as hipóteses apontam o contrário...

Será que temos mesmo apetência por obras faraónicas? Será genético?

Espero que a clarificação pedida por Cavaco, seja levada em linha de conta...

2007-04-24

Teve ontem o início oficial do período de campanha eleitoral para as Regionais 2007 na RAM. Recorde-se que a demissão e a recusa em formar novo governo pela maioria PSD-Madeira, obrigou o Presidente da República a convocar estas eleições...

Os cortes orçamentais irão concerteza dominar a agenda, em duas semanas cheias de Pão e Circo (de ambos os lados), sendo que o PSD já declarou que o principal opositor desta campanha é José Sócrates e o PS-M já deu a entender que irá contra-atacar vincando a táctica de vitimização que o PSD-M irá utilizar...

2007-04-14

Títulos e Diplomas...

Estive um pouco desligado nestas últimas 2 semanas, mas é impressão minha ou só em Portugal é que uma questão honorífica de título poderia suscitar tanta polémica...
Sinceramente até compreendo que isto suscite dúvida e dê uma machadada na credibilidade do Primeiro-Ministro...agora não estarão a desviar um pouco as atenções de assuntos que são mais preementes?
Mais valia alguém ter dado a dica ao Sócrates e arranjado um diploma falso via e-Bay (já fiz isso no Natal passado...eheh)

2007-02-20

Discurso de demissão de Alberto João Jardim

"Madeirenses e Portossantenses:
Violando a Constituição da República;
Violando o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira;
Violando, portanto os Direitos de cada um dos Madeirenses e Portossantenses, o poder socialista de Lisboa, com a cumplicidade e a traição de socialistas locais, publicou hoje a lei de finanças regionais, subtraindo-nos assim, pelo menos até 2014, à volta de 450 milhões de euros.
Cada um de Vós compreende o que significa para a Economia do arquipélago, uma quebra tão grande no dinheiro em circulação.
Sobretudo, cada um de Vós percebe as consequências em termos de aumento do desemprego.
Mais a mais que este ataque socialista à Madeira, propositadamente coincide com uma igual volumosa redução de apoios da União Europeia.
Redução de apoios que obrigava o Estado português a assegurar a coesão económica e social do País, através de solidariedade com o Povo Madeirense, bem como com outras Regiões de Portugal Continental.
Só que os socialistas, instrumentalizando o Estado para fins partidários, recusaram tal solidariedade.
Pelo contrário.
As Regiões mais desfavorecidas de Portugal Continental vêem a maioria dos Fundos Europeus ficar em Lisboa, a Região mais rica, com o pretexto da Ota e do TGV.
Quanto à Madeira, os socialistas desencadeiam uma série de medidas que visam retirar Direitos ao Povo Madeirense, especialmente através de leis, feitas à medida exclusiva de circunstâncias concretas na Região.
E, para além de não honrarem os anteriores compromissos do Estado para com o Povo Madeirense, os socialistas não pagam o total que o Estado deve à Região Autónoma, nem devolvem o Património regional que, indevidamente, ainda ocupam.
Pior ainda.
Os socialistas procedem à retenção ilegítima de verbas que são do Povo Madeirense, numa descarada manobra partidária para nos tornar a vida impossível.

Madeirenses e Portossantenses:
Isto sucede quanto a Assembleia Legislativa da Madeira e o Governo Regional se encontram a meio de um mandato democraticamente eleito.
Trata-se de uma inadmissível alteração ditatorial e fora de tempo das regras democráticas, bem como de uma violação das expectativas legitimamente adquiridas.
Trata-se da violação do Princípio da Estabilidade e do Princípio da Confiança no Estado de Direito democrático.
(A situação criada aos Madeirenses, é como uma pessoa estar a fazer uma casa com o dinheiro que tem no Banco e, de um dia para o outro, o Banco lhe tirar esse dinheiro, com o argumento de que não gosta dessa pessoa).
Como é evidente, sobretudo trata-se de uma falta de respeito pelas decisões democráticas do Povo Madeirense, na medida em que os socialistas, com a força que o poder central lhes dá, por razões partidárias querem impedir a concretização do Programa de Governo que os Madeirenses e Portossantenses decidiram em eleições livres.

Caras Cidadãs, Caros Cidadãos:
Ao longo destes anos, o Povo Madeirense viu-me transformar a Madeira e o Porto Santo, sempre num clima de absoluta estabilidade, a nossa Revolução Tranquila.
O Povo Madeirense viu-me criar emprego, mudando uma terra condenada à emigração, num território de imigração.
O Povo Madeirense viu-me mudar as tenebrosas condições sociais anteriores, sempre num clima de paz democrática.
O Povo Madeirense viu que o meu "Partido" é a Madeira, perante seja quem for.
É tudo isto que, com a Autonomia Política, fomos capazes de conquistar, que os socialistas de Lisboa e os seus cúmplices de cá, pretendem forçar a um recúo para o passado.
Um recúo para o passado que traria dificuldades tremendas para cada Família residente no arquipélago, incluso para os que, enganados, votaram nos socialistas.
Não tenho, nem nunca tive, medo dos obstáculos.Mas agora que , com uma gravidade sem precedentes, nos impõem uma alteração substancial e dramática das condições em que o Povo me elegeu em 2004, não estou em posição de enfrentar esta multiplicação de novos problemas, sem um mandato claro do eleitorado na Região Autónoma da Madeira. Em Democracia, a fonte do poder é o Povo. Em democracia, o voto é o grande momento da Verde.
Este é um momento de o Povo Madeirense tomar posição.

Decidi apresentar a demissão do Governo Regional, o que implica a dissolução da Assembleia Legislativa da Madeira já que a maioria social-democrata inviabiliza a formação de qualquer novo executivo. Assim, nos termos e prazos da Constituição da República, terão de ocorrer eleições regionais para um mandato até 2011. É a oportunidade para os Madeirenses e os Portossantenses mostrarem ao País e ao mundo, através do Direito de voto de cada um, que repudiam a maldade e a injustiça feitas contra cada um de nós, contra todos nós, seja qual for o Partido em que cada um votou.
É a ocasião para dizermos o que queremos.
Para provarmos que sabemos o que queremos. Face às graves ofensas aos Direitos do Povo Madeirense, abster-se é fazer como Pilatos. É se render. É hora de afirmação. Afirmação de cada um de nós.
Temos de pôr as coisas claras:
- ou desejamos e exigimo-lo democraticamente pelo voto prosseguir no Desenvolvimento Integral da nossa terra;
- ou, mais uma vez fatalidade na História da Madeira, curvamo-nos às imposições de Lisboa.

Ao me demitir, provo não estar agarrado ao poder.Coloco-me nas mãos do Povo.Mas, ao me recandidatar à liderança do Governo Regional, demonstro que não fujo, nem abandono, quando as circunstâncias estão insuportavelmente muito mais difíceis.Recandidato-me porque, em minha opinião pessoal, acho que a Madeira não merece passar a ter um Governo de medíocres, de incultos, de traumatizados sociais e de subservientes a Lisboa.
Se o eleitorado entender me atribuir um novo mandato de quatro anos, então, apesar destas novas dificuldades inesperadas:
- eu terei tempo para concretizar o Programa de Governo;
- eu terei tempo para proceder à mudança estruturante de um novo ciclo económico, caracterizado por mais investimento privado e por maior internacionalização da Economia do arquipélago;
- eu terei tempo para produzir novas leis regionais que sirvam de contrapeso às indecentes manobras partidárias dos socialistas;
- eu terei tempo, porque religitimado democraticamente, para avançar, no plano nacional, com novas iniciativas que possam alterar as dificuldades presentes;
- eu terei tempo para apresentar o alargamento e reforço da Autonomia, na revisão constitucional de 2009, bem como para as consequências que se lhe impuserem;
- eu terei tempo para ajudar os Portugueses a mudar este Governo da República, em 2009, e desta maneira recuperar novas perspectivas positivas para o Povo Madeirense.

Cabe a cada Madeirense e Portossantense, corajosamente decidir se quer, ou não, continuar o Desenvolvimento, em Paz e com estabilidade. Em democracia, o voto é a arma do povo soberano. A arma de cada Cidadão depende cada Cidadão.
A partir de agora, é com a Consciência de cada um de Vós".

in www.dnoticias.pt

2007-02-17

Bomba ou apenas Pólvora Seca...


O PSD-Madeira reúne extraordinariamente a sua Comissão Política nesta próxima segunda-feira...Está anunciada uma comunicação à população após o termo desta reunião...

Arriscará Jardim um cenário de eleições antecipadas? Será este o golpe que Jardim quer dar ao PS capitalizando os votos e a resignação do eleitorado face à Lei das Finanças Locais e Regionais que recentemente foi promulgada pelo Presidente da República?

Segunda saberemos....



2006-10-09

Artigos & Urtigas

Por estas alturas, quando o Governo da República prepara-se para reduzir as verbas a transferir para a R. A. Madeira (cerca de 40 milhões de euros nas transferências orçamentais), vejo o Sr. Primeiro-Ministro a ser recebido, aquando da vinda deste à Madeira, numa enorme festa/comício preparada pelo PS-M junto do hall do hotel em que o Eng.º José Sócrates se instalou. Como é que é possível ver o líder do PS-Madeira aplaudir efusivamente o Primeiro-Ministro? Não é suposto que um líder regional de um partido defenda os interesses da Madeira e dos Madeirenses? Não é suposto que este defenda os seus concidadãos? Gostava de ouvir o que pensa o Sr. Jacinto Serrão sobre este dinheiro que o Eng.º José Sócrates decidiu tirar à Madeira.

2006-09-12

Lado positivo...

Este país recebeu a semana passada uma notícia que provavelmente passou ao lado, devido ao caos que um senhor de nome Mateus involutariamente causou...
De facto, julgo que os portugueses estão habituados a ter poucas boas notícias, sendo o futebol e o desporto um escape para elevar um pouco a nossa auto-estima e alegrar um pouco o nosso fado...

Somos o país que subiu 80 posições, no ranking de facilidade de criação de uma empresa...Não é mentira...Sim, no mesmo país onde temos que esperar horas e horas em filas nas repartições públicas, nas secretarias para uma simples inscrição, onde é um bicho de sete cabeças fazer um cartão de contribuinte (especialmente numa repartição sem qualquer tipo de indicações e com funcionários que só em última instância se mostram prestáveis)...Tudo graças ao programa Empresa na Hora...11000 empresa já beneficiaram deste autêntico purgante que limpou muita da burocracia que arrastava uma pessoa durante dias...e no próprio dia já está pronta a laboral...

Enfim...

Mas o que o povo sabe é que Gil está ainda nos tribunais...

Always look at the bright side of life...

Ver: http://www.doingbusiness.org/

http://www.empresanahora.pt/

2006-09-01


Isto é mais um desabafo...

Tendo eu recorrido a uma linha de esclarecimento de dúvidas do novel Portal do Cidadão, estando relacionado com a emissão de uma certidão de nascimento (sim neste momento sou um clandestino), ligando dentro do horário de funcionamento da suposta linha (9h-18h), às 16h e às 16h30 não é que desligaram-me por duas vezes o telefone na cara?!?

Normalmente não gosto de criticar o funcionalismo público, mas esta situação faz-me lembrar a secretaria dos passes da minha antiga escola secundária, que segundo o placard teria 6h de funcionamento por dia, mas na realidade funcionava 1h por dia...Motivo? Atraso...Café...

Criam-se portais...mantém-se os mesmos vícios...