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2012-01-13

Onde é que eu já ouvi isto? (II)

Micki"Orbán" @ Budapest - stolen from here


"Húngaros revoltados com os abusos do seu Governo

A oposição quer vir para a rua porque o Governo a extinguiu no Parlamento. A partir de agora, uma lei pode ser aprovada sem discussão (...)"


Na prática, acaba por ser isto. O respeito pelas minorias políticas no seu melhor.



2011-08-30

Solidariedade...mas só de alguns

Nas últimas semanas muito se tem escrito sobre a possibilidade de os "ricos" do mundo contribuírem mais para assim ajudarem os seus países a combater a crise económico-financeira com que se deparam, tentando aliviar as classes média e baixa do pesado fardo. Embora uns digam que as contribuições não ajudariam assim tanto, eu digo que criariam, pelo menos, um sentimento de solidariedade e de boa vontade que poderia atenuar a latente (ou mesmo existente) crispação e confrontação social sentida um pouco por toda a Europa.

Daniel Oliveira no seu artigo "Todos Pobres" (Expresso), sintetiza magnificamente o que penso sobre os "ricos" e os "empresários" portugueses:


"Numa entrevista ao "Jornal de Negócios" o homem mais rico de Portugal explicou que era apenas "um trabalhador". E que não se considerava rico. Há quem saiba dos seus privilégios e tente, pelo menos, dar a ideia de que devolve à sociedade. Há quem saiba dos seus privilégios e até ache que os merece. E há quem viva de tal forma enfiado na sua bolha social que nem se aperceba que é um privilegiado. Infelizmente, só temos desses por cá. Portugal é um país tão pobre que até os milionários são pobres. Buffett disse há uns tempos: "Há uma luta de classes, é um facto, mas é a minha classe, a dos ricos que a conduz, e estamos em vias de a ganhar". Não em Portugal. Aqui, a pobreza é demasiado envergonhada para se revoltar e a riqueza demasiado descarada para se envergonhar."

2009-01-23

Vergonha!

O facto do PSD-M estar a insistir no aumento da subvenção aos partidos com assento parlamentar - tentando contornar o chumbo que o Tribunal Constitucional deu ao novo decreto aprovado em Dezembro último, é simplesmente vergonhoso e imoral, olhando à altura de crise que se vive e grandes lacunas ainda existentes na região.

Estarão os "tonners" e o papel de impressora assim tão caros? Ou estaremos apenas a assistir a uma tentativa camuflada de financiamento extra em ano eleitoral triplo. Será que só sabem fazer campanha com o deprimente espectáculo de espetada e circo (e digo isto literalmente para quem não conhece a realidade da região)?

Ou serão razões de outra índole, como tentativa de pagamento com o dinheiro dos contribuintes, de dívidas à banca, fruto de campanhas anteriores megalómanas, conforme se diz à boca pequena.

Ao recusar dar uma explicação, o PSD-M apenas dá azo a uma maior descredibilização da política e ajuda a encobrir a mesma sob um manto de suspeita e ajuda a prolongar o triste espectáculo que desde há muito temos vindo a observar. E vem apenas confirmar que as prioridades da bancada parlamentar da maioria, estão claramente estão desfasadas das necessidades do povo madeirense.

2008-12-11

UM ÁRBITRO DAS ESCOLAS DO FCP...



...e um jogador das escolas do Gilardino??!
Para quem não se lembra do Gilardino, veja aqui
De resto, a escola italiana tem muito que se lhe diga...

2008-11-07

Deplorável elevado ao quadrado



Se ontem condenei o uso de uma bandeira nazi no plenário da Assembleia Regional, pese concorde com o móbil que levou a tal acto, pior figura fez o grupo parlamentar do PSD-M passando por cima de tudo e todos [inclusivé Estatuto Político-Administrativo da Região] e deixando cair a sua verdadeira máscara.

O ilegal levantamento de imunidade parlamentar e suspensão de mandato, o impedimento de entrada do deputado em questão no Parlamento [passível de crime que poderá ir dos 6 meses aos 3 anos para os perpetuadores] e a suspensão "ad eternum" dos trabalhos da Assembleia até tomada de decisão em tribunal são grandes machadadas anti-democráticas, perpetuadas numa casa que deveria defender os anseios e vontades de TODOS os Madeirenses e Porto-santenses.

Repito: o impedimento de entrada de um deputado sufragado por vontade popular é uma grave ofensa e é um grave atropelo ao sistema democrático. E a suspensão dos trabalhos por tempo indefinido é um reforço a este atropelo, feita por uma bancada muito inebriada pelo (efectivo) poder absoluto que dispõe...

Ontem tinha o receio de que a acção irreflectida do deputado Coelho poderia ser contraproducente, podendo inclusivé branquear anteriores atropelos efectuados pela bancada da maioria (a proposta de alteração de regimento era apenas mais uma - já agora sobre isto vale a pena ler aqui).
Hoje ao ver toda a escalada mediática e as demais repercussões produzidas [por exemplo serão concerteza interessantes as explicações das hierarquias das forças de ordem pública, ao ver o acatamento de ordens por parte das força de segurança presentes, pronunciadas por elementos exteriores a estas - mostrando as interligações menos dúbias que cá ainda subsistem], terei que reconhecer que esta acção [mesmo mantendo a minha discórdia face ao exibido e no sítio onde o mesmo aconteceu] ao menos teve o mérito de dar a conhecer a verdadeira face do clima imperante na Região.

Para o resto do país, a cortina finalmente abriu e poderá assim observar os bastidores para além da habitual peça produzida pelo "partido da liberdade". Assim ao natural.

Post Scriptum: Já agora à semelhança de muitos, questiono-me se o sempre zeloso PR [vide questão dos Açores - pese até compreenda as suas reservas nesta matéria] não deverá actuar face à gravidade da situação?

Post Post Scriptum: Depois desta salgalhada toda, não seria mais conveniente dissolver a ALR? Será que este enxovalhamento todo não basta? Numa primeira instância diria que sim, mas olhando à manipulação que é passível de ser feita ao eleitorado [vide anterior eleição], não sei até que ponto seria indicada...

2008-11-05

Deplorável

Dia negro na Assembleia Legislativa Regional. A exibição de uma bandeira com uma suástica nazi em plenário por José Manuel Coelho, como forma de protesto para a redução dos tempos de intervenção na Assembleia por proposta do PSD-M (para os restantes grupos parlamentares numa alteração de regimento), ultrapassa todos os limites (e vai contra a Lei Geral do país).

Posso até compreender e concordar com o motivo de discórdia - a representatividade e a qualidade dos tempos de intervenção deverão ser mantido a bem do bom espírito democrático - que diga-se de passagem escasseia ao ver certas atitudes por parte do maior grupo parlamentar. No entanto, não posso deixar de condenar esta exibição, tal como o faria se fosse uma bandeira da ex-URSS (pese compreenda que a tolerância face a esta seja maior na nossa sociedade).

Quanto às acusações das ameaças de morte feitas contra o deputado, creio que haveria locais próprios onde essas poderiam ser expostas.

E assim vai a Assembleia Legislativa Regional!

2008-10-16

efeito "Back Splash"

Queirós quando chegou prometeu um corte radical com a era Scolari.

Depois do jogo de hoje, onde 67 ataques efectuados, 28 remates e 68% de posse de bola da equipa se materializaram num 0-0 frente a uma "poderosa" Albânia, podemos adiantar que este corte tem realmente funcionado.

Esperemos é que o corte não seja demasiado grande e nos leve "a participação na fase final"...

2008-07-25

Uma teoria (de justificação)...

(...)Crisóstomo Teixeira adiantou ainda que dos 46 mil requerimentos desaparecidos, entre cinco mil e seis mil podem ter sido extraviados, o que levará o IMTT a pedir o reenvio de um impresso devidamente preenchido, que chegará à morada dos condutores em questão acompanhado de um envelope de porte pago, de modo que a que a resolução da situação não represente qualquer custo adicional para os lesados.(...)

in Diário Digital


Aproveitando o (re)erguer de um clima de teoria da conspiração (em livro e tudo na sua banca de jornais perto de si), olhando à notícia do desaparecimento de 73 mil requerimentos de condução (valor que veio a ser alterado hoje para "apenas" 46 mil dos quais 5 a 6 mil poderão ter sido extraviados...), será que posso alegar que não tiro a minha licença (a ser lentamente assimilada há quase 2 anos e pico) porque já estava a prever esta caricata situação?