2011-07-30
"libertem-se! libertem-se!"
2011-07-22
isto não é da "troika"
nota: publicado inicialmente no "nem vale a pena dizer mais nada"
2010-04-03
marco ou areia?

É hoje lançado o novo gadget da Apple. O iPad, como todos os produtos da marca da maçã, vem rotulado de "next big thing" que revolucionará e ditará as tendências para os próximos anos, envolto claro está, numa imensa campanha de marketing e apoiando-se na ansiedade e na espera da cada vez crescente horda de fãs da marca - muitos dos quais, imbuídos de uma aparente cegueira, não se importarão de gastar € em mais um gadget.
Não querendo suscitar uma fútil guerra - estilo PC e MAC - pessoalmente aparenta-me que este produto, pese toda a expectativa, aparenta-me ser um bluff isto tendo em conta todas as características messiânicas que lhe apontavam. O facto de não ser "multitasking" ou seja, não vir a permitir a realização de várias tarefas ao mesmo tempo é um grande handicap.
Por outro lado, não dispor de câmara e de outras funcionalidades é também lesivo face ao preço dado. Custará sempre mais que um normal Netbook - nicho de mercado que a Apple pretende cobrir. Aceito e acredito nos "macbelievers", que, qual proselitistas me indicam maravilhas acerca dos produtos da marca. Reconheço o melhor design e não tenho dúvidas no melhor desempenho audiovisual e gráfico do produto. Compreendo ainda que a posse dos próprios produtos, possam gerar e facultar a (falsa) noção de pertença a uma comunidade, numa espécie rebuscada de nacionalismo versão 2.0. Como se uma religião se tratasse.
Voltando ao produto, o preço aparenta-me ser excessivo. Assim como o conceito não é propriamente novo - a roupagem sim. E custa-me ver tanta alienação à volta de um produto, que antes mesmo de ser lançado já é um elevado a patamares estratosféricos - vide as previsões de vendas e o "buzz" provocado pelos crentes.
Isso leva-me a concluir que aparentemente areia possa estar a ser atirada à cara do cliente.
Mas como não quero influenciar negativamente ninguém, recupero aqui um texto do guru Paulo Querido sobre o assunto, onde se traça um breve guia do produto.
2009-02-13
"Os olhos do mundo e a fortuna" - Review
2009-01-16
Embuste
2008-12-04
Less Than Jake
Tenho de referir que Less Than Jake não será certamente uma daquelas bandas que qualquer leitor facilmente identificará. A mim e pessoalmente, apenas os conheci com a minha entrada na faculdade, dado que são uma banda que fora dos grandes centros urbanos, não tem a devida divulgação. Mas rapidamente tornaram-se uma das minhas bandas favoritas. Pessoalmente e fazendo referência ao álbum Borders & Frontiers, é daqueles que me lembram imenso o Verão e as grandes viagem de carro por esse Portugal fora (fosse para a costa alentejana, fosse para a costa da zona Oeste).
Focando temas mundanos de uma forma descontraída, com imensa capacidade de gozar de si próprios e criando melodias simples, directas e positivas, começaram por ser uma simples banda punk formada em Gainsville, Florida em 1992, mas que rapidamente acabam fruto da elevada rotatividade da banda no seu início por se transformar numa banda de ska-punk com a entrada de trompetistas e tocadores de trombones.
Less Than Jake são uma banda que pese a sua diminuta difusão, arrastam atrás de si uma enorme legião de fãs. E isso reflectiu-se imenso no concerto [aliás bem aberto por uns interessantes Fita Cola com o seu punk seguro, assim como precedidos de dos animais de palco californianos Guttermouth, numa actuação que até deu para flexões em palco por parte de alguém do público, para danças de uma jovem rapariga com direito a beijo no final ao vocalista, tudo pontuado pelas piadas sarcásticas do vocalista - que exibia um estilo muito Johnny Rotten].
Até deu para o nosso Carregador de Piano fazer stage diving e andar a surfar pela plateia (ehe). Tocaram imensas músicas dos álbuns antigos, "moshpit" activo mas numa onda positiva [como é norma no género], "circle mosh", muito "stage diving", muito "crowd surfing", (incluindo um velhote que insistia em subir sempre ao palco - vide aqui) muita interacção com o palco, muito suor, muitos saltos, corridas em palco, muita cerveja pelo ar.... Enfim um verdadeiro concerto de ska-punk à moda de Less Than Jake (vide aqui vídeo de Look What Happened).
Highly recommended! Com a chancela do Desbobina!
Fica aqui o último vídeo da banda, numa altura em que se nota uma certa mudança de postura face aos temas tratados nas suas letras...ainda assim, uma boa malha a fazer lembrar os bons velhos tempos!
2008-10-27
6=0 HOMEOSTÉTICA
in doclisboa.org
Tendo recebido uma menção especial na edição deste DocLisboa que ontem finalizou, este excelente documentário realizado por Bruno de Almeida em parceria com 2: - que tive a oportunidade de ver na passada sexta 24 de Outubro e no qual deixo o respectivo trailer - retrata a história e evolução do movimento Homeostético. Englobando o mediático Manuel João Vieira - quem não se recorda da sua memorável caminhada presidencial de 2000 (na qual participaram dois ilustres membros deste espaço), este grupo de jovens artistas realizando uma profusão de trabalhos nas mais variadas áreas - a criação dos míticos Ena Pá 2000 é apenas um exemplo disso mesmo - usou o humor para criticar a pequenez do país e do meio artístico português. Completamente adversos a qualquer tipo de reconhecimento, fosse pessoal, fosse por parte da elite intelectual da época - sendo muitas vezes vistos de lado - em 2004 Serralves dedicou-lhes a devida homenagem através de uma exposição comemorativa.
Assentes numa sucessão de códigos próprios ligados à própria herança cultural do país, não deixo de pensar que se Monty Phyton conseguiram o sucesso e projecção que tiveram pelo surrealismo e absurdo dos seus "sketches" na altura em que apareceram ou Seinfeld teorizando sobre o nada numa série homónima no início de 90's, este movimento olhando às suas produções e à multidisciplinariedade da sua produção artística e ao contexto vivido no país, caso estivéssemos noutro país, o movimento poderia ter tido uma outra projecção ou reconhecimento.
Fica dada nova dica. Vale a pena. Porque uma gaja boa, é porque não é boa à toa!*
*sábias palavras homeostéticas
2008-02-22
Macacos do Ártico
Numa cerimónia pontuada pelo ressurgimento de um dos meus maiores pesadelos de pré-adolescência [eu não me esqueço as tormentas que passei quando ouvia aquele som polido, teenager, meloso e merdoso da janela da minha vizinha - o Bob sabe o que estou a falar], falo obviamente do prémio ganho pela versão recauchutada dos Take That com o single "Shine", louve-se ao menos a consistência qualitativa dos 4 rapazinhos de Sheffield e o seu justo reconhecimento [embora nisto de prémios, isso seja algo relativo].
Pese possam ser criticados por lançar músicas em catadupa [Camilo Castelo Branco também recebeu a mesma crítica no seu tempo], a realidade é que Artic Monkeys conseguiram o feito de repetir os prémios de 2007 de melhor banda assim como o melhor álbum brit do ano, feito nunca conseguindo nas anteriores 31 edições do certame. Será que esta consistência é para durar? Da minha parte espero que sim...
