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2010-12-24

Num Natal diferente, vou rejeitar este ano a peúga.


Natal com bacalhau? O bacalhau do português que se preza chama-se atum!

Sim, porque o bacalhau tem que vir da Noruega, da Mongólia e da Terra Nova, ao passo que o atum está aqui mesmo à mão de semear; é nosso. Vai-se ali à Cruz Quebrada, ou à Trafaria, e pimba! Adiante: o Natal do bom português é regado com atum. Em cinco postas de se lhe tirar o anzol! Venha saboreá-lo na noite em que o teleósteo de cinco patas é mais nobre – a noite da consoada. Isto é ponto assente.

O Cabaret Maxime abre as suas portas – aliás, escancara as suas portas – para receber todos os aventureiros que rejeitam a peúga e o bacalhau de sempre, que isso da consoada em família é para meninos. O verdadeiro espírito natalício do séc XXI passa por largar a família, as peúgas, o bacalhau, o Malato e a Popota, e mergulhar nos prazeres da lasca, da posta, do tinto e do branco, e – obviamente – do atum!

A pensar nisso – sempre à frente do seu cardume – os Corações de Atum, banda revelação de 2010, recebem todos os amigos – e até os inimigos, pois é Natal – no presépio do Maxime, depois da meia-noite!

Venha ver o que é bom para a gripe. Compareça – traga as amigas, claro – e nataleça!
A não perder...


mais info aqui

Cabaret Maxime
Abertura de Portas: 00.30
Início Espectáculo: 01.00
Bilhetes: 10 euros



2010-09-22

M.A.U. - Backseat Love Songs


Os portugueses M.A.U. (Man And Unable) efectuam hoje um concerto de lançamento, do seu 3º álbum, no ecléctico Music Box em Lisboa. Dentro de um género electro/new wave, o colectivo constituído por Luis F. de Sousa (Voz, Sintetizador, Programação), Nuno Lamy (Sintetizador e Baixo), Pedro Oliveira (Guitarra), Eliana Fernandes (Sintetizador e 2ªVoz), Alex Zuk (Bateria), faixas porta-estandartes deste "Backseat Love Songs" como "Toboggan" ou "Yoyoyoyo", prometem incendiar as pistas de dança. Para comprovar esta noite.

para prévia audição, consulta de sítio próprio e demais interacções com a banda:


MÚSICA
QUA 22 DE SETEMBRO
Music Box, Cais Sodré - Lisboa
22h30 · Grátis


[igualmente publicado em blogprojecto10]



2009-07-09

Big Beat Returns


Rapazes, preparem os sintetizadores e a bateria! Os Prodigy estão de volta com aquele kick característico. Daqui a dois dias no Alive'09!

post scriptum: confesso que ouvir a potente intro desta música durante uma viagem de metro em hora de ponta é simplesmente priceless. Não me perguntem porquê!

2008-12-04

Less Than Jake

Passada sexta, dia 28. No pequeno teatrinho da Sociedade União Musical Paredense, junto à saída da estação da Parede. Noite chuvosa, provavelmente a augurar um mau espectáculo. Puro engano. Sala cheia. Velha guarda juntamente com a nova geração. Simplesmente para ver uma das melhores bandas ska-punk (de 3ªgeração) e provavelmente uma daquelas que mais terá influenciado muito o estilo nas últimas décadas a par de Mighty Mighty Bosstones, Mad Caddies ou Catch 22.

Tenho de referir que Less Than Jake não será certamente uma daquelas bandas que qualquer leitor facilmente identificará. A mim e pessoalmente, apenas os conheci com a minha entrada na faculdade, dado que são uma banda que fora dos grandes centros urbanos, não tem a devida divulgação. Mas rapidamente tornaram-se uma das minhas bandas favoritas. Pessoalmente e fazendo referência ao álbum Borders & Frontiers, é daqueles que me lembram imenso o Verão e as grandes viagem de carro por esse Portugal fora (fosse para a costa alentejana, fosse para a costa da zona Oeste).

Focando temas mundanos de uma forma descontraída, com imensa capacidade de gozar de si próprios e criando melodias simples, directas e positivas, começaram por ser uma simples banda punk formada em Gainsville, Florida em 1992, mas que rapidamente acabam fruto da elevada rotatividade da banda no seu início por se transformar numa banda de ska-punk com a entrada de trompetistas e tocadores de trombones.
Less Than Jake são uma banda que pese a sua diminuta difusão, arrastam atrás de si uma enorme legião de fãs. E isso reflectiu-se imenso no concerto [aliás bem aberto por uns interessantes Fita Cola com o seu punk seguro, assim como precedidos de dos animais de palco californianos Guttermouth, numa actuação que até deu para flexões em palco por parte de alguém do público, para danças de uma jovem rapariga com direito a beijo no final ao vocalista, tudo pontuado pelas piadas sarcásticas do vocalista - que exibia um estilo muito Johnny Rotten].

Até deu para o nosso Carregador de Piano fazer stage diving e andar a surfar pela plateia (ehe). Tocaram imensas músicas dos álbuns antigos, "moshpit" activo mas numa onda positiva [como é norma no género], "circle mosh", muito "stage diving", muito "crowd surfing", (incluindo um velhote que insistia em subir sempre ao palco - vide aqui) muita interacção com o palco, muito suor, muitos saltos, corridas em palco, muita cerveja pelo ar.... Enfim um verdadeiro concerto de ska-punk à moda de Less Than Jake (vide aqui vídeo de Look What Happened).
Highly recommended! Com a chancela do Desbobina!

Fica aqui o último vídeo da banda, numa altura em que se nota uma certa mudança de postura face aos temas tratados nas suas letras...ainda assim, uma boa malha a fazer lembrar os bons velhos tempos!

2008-10-26

Aula (Magna) de Deolinda


Aula Magna. Sábado 18 de Outubro. Sala totalmente repleta com espectadores dos 20 aos 70. Ele e ele também estavam por lá, assim como outros colunáveis. Ao contrário de outros concertos, este primava pelo ordenamento com que a sala se foi compondo.

Reconheço que não sou um daqueles fãs que tem as letras todas da banda debaixo da língua (ao contrário da Ratazana - com quem fui - que fez questão de decorar letras antes). Aliás só tive contacto com a banda por mero acaso neste Verão, se bem que já tinha ouvido uma música que julgo passava numa série (ou novela que por vezes sou obrigado a ver..grrrr - fica sempre bem dizer isto).

No entanto, pelo facto do meu pai ser um grande apreciador de fado, cresci a ouvir (e a diabolizar em certas alturas este género). Reconheço que isto me deu algum "backround" e hoje até gosto de rever alguns vinis do meu pai. Face à roupagem dada pela formação "jazzística" do quarteto, recomendo a audição ou visualização ao vivo de um espectáculo da banda. Neste especial aspecto, a vocalista que começou algo nervosa, rapidamente cativou e dominou o público, tendo a banda conseguido um espectáculo sempre em crescendo até ao Clímax final. Justamente com este Movimento Perpétuo. Sim, aquela música que perfeitamente poderia ser o nosso hino. E seguiram-se mais três encores com sucessivos banhos de palmas. E eu (e a ratazana) a certa altura já cansados de tanto aplaudir.

Mas mereceram. Fica dada a dica. Com o selo de qualidade do Desbobina.