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2012-05-05

"o joão faz anos"


Sobre a dita tira de cartoon, nem vale a pena tecer comentários sobre o teor e facciosismo da mesma - a coberto do sempre conveniente anonimato (isto para nem falar na qualidade gráfica da mesma...) - isto num jornal, pago pelo erário público, que na esmagadora maioria das vezes nem cobertura dá aos restantes partidos da oposição madeirense - isto com o beneplácito da respectiva entidade reguladora nacional.

A propósito deste caso, ainda que aqui estejamos no mero campo da especulação, duma coisa estejamos certos. Fazer jornalismo isento na região pode ser algo bem complicado. Assim como assumir um opinião divergente ao "unamismo" imperante. Questionando certas situações. Que muitas vezes podem trazer implicações pessoais negativas às pessoas que o fazem. O que num meio pequeno podem ter um efeito devastador. Ostracizante mesmo. 

E mesmo poderia dizer sobre a questão de tentar ou não efectuar uma oposição construtiva na ilha. Aliás, há dias, numa pequena passagem que fiz pela ilha, comentava isso com alguém que está do outro lado da barricada face ao poder vigente na ilha. "Fazer oposição na ilha e num meio pequeno pode revelar-se muito complicado. Depende muito dos calos que são pisados."

Honra pois, a quem mesmo assim ousa fazer o seu trabalho - neste caso, como os supracitados jornalistas.

2009-02-11

Consulta aos Cidadãos Europeus 2009


Está a decorrer desde o passado dia 3 de Dezembro, uma iniciativa (na minha óptica muito válida) denominada "Consulta aos Cidadãos Europeus 2009", que visa como o nome indica, dar voz aos cidadãos europeus sobre o futuro da UE em matérias sociais e económicas, centrando-se em particular na questão "num vasto debate europeu sobre a questão: “O que pode a UE fazer para moldar o seu futuro económico e social num mundo globalizado?”.

Esta iniciativa, que se prolongará até 27 de Março de 2009, permite ao comum cidadão efectuar propostas e debater as referidas temáticas numa plataforma online constituída para o efeito. Daqui, sairão 10 propostas por país, que serão debatidas por 50 cidadãos escolhidos aleatoriamente por cada país nos dias 28 e 29 de Março. Posteriormente serão compiladas as 270 propostas existentes no cômputo da UE, sendo destas eleitas 15, que depois serão apresentadas na CIG aos chefes de estado.

As recentes adesões vieram por à prova as infraestruturas e a estruturação orgânica e administrativa da UE. Tornou-se imperativo [até agilização do funcionalismo das instituições] uma profunda reforma, numa organismo já de si muito pesado e burocrático e pesado, incorrendo numa espécie de autismo fechado sobre si próprio, sem tomar em conta os seus cidadãos.

Aliás, em muitos países, importantes passos na construção europeia, têm sido tomados sem haver uma efectiva legitimação dos cidadãos a esse propósito [ver aqui e aqui].

O princípio de subsidiaridade, ou a tomada de decisões a um nível mais perto do cidadão, fica assim gravemente prejudicado.

Esta iniciativa [a qual aconselho vivamente a participação e que em Portugal tem a parceria do IEEI], em meu entender, é muito válida dado que permite uma efectiva aproximação do cidadão comum, servindo ao mesmo tempo como de "european awareness" quer funcionando numa função pedagógica [na senda do que vem sendo feito], quer medindo o nível de conhecimento acerca da UE.

Post scriptum: Sobre a questão posta a debate na iniciativa, deixo isso para comentar brevemente...