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2009-12-28



"Os árbitros portugueses são os que mostram menos cartões às equipas da casa em jogos de competições europeias. Um estudo publicado na revista "Journal of Economic Psychology" analisou 1717 jogos da antiga Taça UEFA e Liga dos Campeões (épocas 2002/03 e 2006/07) e revela que os juízes portugueses batem os recordes de discrepância entre cartões mostrados a equipas visitantes e visitadas. Os mais prejudicados são os forasteiros. Em média, as equipas da casa levam 1,62 cartões amarelos por jogo; nas equipas de fora a média é 2,57(...)"

in Ionline.pt



Vale a pena ler esta peça do I. Quando às conclusões do estudo, creio que bastaria ir a algum jogo nos regionais/distritais , ver as condições em que se disputam a esmagadora maioria dos jogosm para se perceber o porquê desta tendência [o nosso desbobinador Old Shatterhand que o diga]. E quando assim é...

2009-01-26

Myth Buster

Que nas últimas duas décadas, o futebol indígena tenha sido invadido por jogadores não nacionais [muitos de duvidosa qualidade], isso não constitui novidade para ninguém. Agora que a par disso, sejamos o 5ºexportador de jogadores a nível mundial, é algo que olhando à dimensão populacional do nosso país, não deixa de ser surpreendente [mas que acaba por assentar no grande êxodo e "boom" que houve nos últimos 5/6 anos de jogadores de equipas medianas para campeonatos emergentes como o cipriota, grego, romeno, búlgaro ou russo só para nomear alguns]. Aliás, dado que estas colocações são proactivas [ou seja o jogador e empresário é que procuraram colocação], estes dados podem revelar um indício preocupante, sabendo-se as dificuldades de tesouraria de muitos clubes portugueses.

Saiu hoje um estudo da Universidade de Nêuchatel em conjunto com o Professional Football Players Observatory (PFPO), na qual estes e muitos outros dados são verificados, por comparação com os mais diferentes campeonatos europeus [consultar estudo por aqui].

Destaco outro dado importante, que deverá constituir um sinal de alarme, numa indústria que goste-se ou não, é das maiores fontes de receitas do nosso país: somos a segunda liga atrás da inglesa com maior número de estrangeiros, sendo que em contraste, estamos nos antípodas desta na quantidade destes que são internacionais pelo seu país [que pode ler-se como indício de falta de qualidade ou também reflexo do facto da esmagadora maioria dos estrangeiros presentes no nosso campeonato provir do Brasil (cerca de 137 !?!) - que é uma forte selecção].

Sabendo-se que este recrutamento começa cada vez mais cedo, observamos que o nosso país, dispondo de um campo de recrutamento diminuto em relação a outras potências da modalidade, esta afluência acaba por ser algo nociva dado que cria-se assim mais uma barreira para a formação e afirmação de valores nacionais.

Mas este estudo não se esgota neste campo. Deu também para desmitificar umas ideias feitas. Como o Marítimo ser das equipas portuguesas com mais estrangeiros.
Nada mais errado. O Belenenses com cerca de 72% do plantel, o Benfica com 70,4%, a Naval com 69,9%, o Braga com 66,9%, o Porto com 65,4%, o Nacional com 64% e o Vitória de Setúbal com 63,6% são os clubes em Portugal com mais estrangeiros no plantel [que diga-se de passagem nada me incomoda desde haja bom senso e qualidade]. E esta tendência no Marítimo já não é de agora, pese os comentários e a falácia que é muitas vezes repetida por comentadores ou adeptos contrários.

Derrubando outro mito, o Sporting não é o clube com médias de idades mais jovem no campeonato português. Esse lugar está reservado ao Nacional, que surpreendentemente consegue estar no grupo de equipas mais jovens de toda a Europa - 24ª equipa mais jovem [muito devido à política de contratações desta época], tendo uma média de idades de 23,2 anos [muito semelhante à do Arsenal]. Isto tem mais ênfase quando se verifica que a liga portuguesa é a 7ª liga europeia com maior média de idades [Trofense e Rio Ave são a 11ª e a 14ª equipas mais velhas do conjunto dos campeonatos, numa tabela liderada pelo Milan, bem secundado pelo vizinho citadino Inter].

Sporting destaca-se isso sim, como a segunda equipa mais baixa da Europa, com uma média de 177,88 cm - não será alheio a presença do hobbit Moutinho [ehe] ou o facto de Portugal ter a liga com a média mais baixa do continente europeu com 180,20 cm.

2008-02-21

se dúvidas houvessem...

"Estudo: Madeirenses não querem a independência

Um estudo de opinião levado a cabo pela empresa Eurosondagem revela que, ao contrário do que muitas vezes os políticos apregoam, os madeirenses não querem a independência, nem acreditam em discursos políticos a apelar ao separatismo. Segundo este estudo, feito para a Rádio Renascença, SIC e Expresso, que a RR divulga no seu site, 72,2% dos inquiridos responderam «Não» à pergunta «A Madeira deve ser independente?».

Num universo de 360 entrevistas válidas a residentes no arquipélago, maiores de 18 anos, apenas 10% deram resposta positiva, menos, por exemplo, do que aqueles que não quiseram responder ou não têm opinião – 17%. Igualmente questionados sobre se a Madeira tem condições para ser independente, 68% consideram que não, contra apenas 6,9% que afirma que sim.

No entanto, apesar de serem contrários à independência, a maioria dos inquiridos (65%) mostra-se favorável a uma maior autonomia, ao passo que apenas 19% defende a manutenção da situação actual. De resto, 33% também considera insuficientes as transferências financeiras do Governo Central para o arquipélago. Já 28,1%, acredita que as verbas actuais são suficientes.

Quanto à ideia por vezes veiculada de existência de um défice democrático na Madeira, 44,4% acredita que não, 30,8% afirma que sim e 24,8% não quis ou não soube responder. Realizado nos dias 11 e 12 de Fevereiro, o estudo da Eurosondagem apresenta um erro de 5,16%, para um grau de probabilidade de 95%."

in Diário Digital (via Farpas da Madeira)

P.S. Se dúvidas houvessem...pena é que a opinião pública do resto do país já esteja tão intoxicada com as declarações irracionais de certos senhores, que não compreendem que apenas diminuem a capacidade reivindicativa da região ao dizer certas barbaridades...

Às tantas convém ter um inimigo externo...