2009-03-31
Música do Mundo
Aqui fica uma amostra do CD e o endereço do sitio no myspace para quem tiver curiosidade de ouvir mais: http://www.myspace.com/misturapura
Boa Mich! Continua assim.
Bjocas
2009-03-15
É no entanto pela natureza daquela orquestra que a dita foi aqui evocada. Um projecto musical verdadeiramente transnacional, com base em videos online, pode muito bem ser estandarte do que é a realidade cultural hoje e da mudança de paradigma no que toca à criação e autoria. Muito bem. Não será, porém, o único. E foi este segundo exemplo que me trouxe aqui.
Alguém algures compreendeu o Youtube como uma biblioteca áudio virtualmente infindável e decidiu criar música a partir daquela matéria-prima. O resultado são faixas de música em que todos os elementos são exclusivamente retirados de videos do youtube e editados/montados. Cada faixa tem, naturalmente, uma vertente visual indissociável, composta simplesmente pelos excertos dos videos de onde são retirados os clips (não fosse esta a sua génese).
Este projecto musical verdadeiramente transnacional, com base em videos online, que pode muito bem ser estandarte do que é a realidade cultural hoje e da mudança de paradigma no que toca à criação e autoria chama-se Thru You e está aqui.
Edit: parece que o violinista Tiago Santos sempre entrou para a orquestra do Youtube. Não deveríamos estar a ser um país cheio de fãs incondicionais de violino?
2009-03-10
Digno de um Portugal-Angola...
Recebido por e-mail
2009-03-09
2009-02-18
Quiz XXXII
"Italiana pode engravidar de marido em coma Pela primeira vez em Itália, uma mulher ganha o direito a ser inseminada com o sémen retirado do marido, depois deste ter entrado em coma irreversível.
Uma italiana de 32 anos será inseminada, dentro de um mês, com o esperma extraído do marido, depois deste ter entrado em coma irreversível devido a um tumor cerebral (...).O caso, que veio a público uma semana após a morte de Eluana Englaro (que faleceu na semana passada depois de ter passado 17 anos em estado de coma), introduz um novo debate bioético na Itália e já motivou críticas por parte da Igreja Católica.
Alguns membros do Vaticano condenam a pretensão do casal, alegando que "um filho deve ser fruto de um acto de amor e não de uma experiência de laboratório". O ginecologista Antinori refuta as acusações da Igreja, dizendo tratar-se de "um acto de vida e de amor".
Além de controverso nas posições tomadas sobre a procriação in vitro e a clonagem humana, o médico italiano tornou-se famoso por ajudar várias mulheres na menopausa a engravidarem.
Em Itália, a lei de reprodução assistida permite o recurso a esta técnica apenas em caso de esterilidade. Situações como a deste casal levantam a questão da ilegalidade. Mas Severino Antinori contraria a tese, afirmando que o procedimento acontece "no limite da lei" e de acordo com uma ordem judicial."
in Expresso
Considero a posição do Vaticano paradoxal e incoerente perante o patrão. Confusos?Então vejamos, se Maria, segundo as escrituras, concebeu virgem, sem dúvida Deus é o pai e percursor da inseminação artificial...
2009-02-17
darkest side of politics
Provedor

Couch Trip
Numa altura em que estão a entrar na sua 20ª temporada, esta aclamada e premiada série de Matt Groening [24 Emmys dizem tudo], aproveitou a passagem para o sistema HD para efectuar um refresh ao seu emblemático genérico.
Alguns elementos foram introduzidos, mas a qualidade mantém-se. O nome dispensa apresentações!
2009-02-16
A propósito da Venezuela, notas sobre o referendo...

Falo da sua insistência na mudança, por referendo, de regras contidas na Lei Geral do país. Diz que não entende o porquê de estas não serem passíveis de mudança. Creio que não é necessário explicar a diferença entre a democracia representativa e a directa - Benjamin Constant no início do séc. XIX faz uma excelente analogia entre " A Liberdade dos Antigos comparada com a dos Modernos". Nem explicar o fim trágico que a República de Weimar teve e o autêntico plebiscito que levou Hitler ao poder. Ou demonstrar como o argumento da Lei das Finanças Regionais e o apelo ao voto de protesto contra Lisboa, inquinou e afastou qualquer tentativa de discussão de programa de governo (desconheci se o PSD-M apresentou algum), afinal o que estava em jogo nas regionais de 2007.(...)"
in desbobina [16-01-2009)
Chavéz mais 10 anos. Por cá Alberto João Jardim (AJJ), Mesquita Machado, Fernando Ruas, Valentim Loureiro e outros tantos caciques há bem mais de 20 ou 30 anos...nem me dou ao trabalho de referir a ironia da questão, nem aos similares métodos de captação de votos que são empregues.
Importa sim chamar a atenção para uma ideia defendida por AJJ, aquando da [espécie de] entrevista de Mário Crespo [que escrevi na altura aqui neste espaço - ler excerto em cima]. Queria alterar a constituição de modo a poder referendar príncipios contidos na Constituição da República Portuguesa (CRP). O ocorrido na Venezuela, serve apenas para exemplificar um de malefícios que daí poderiam redundar.
Mas não nos fiquemos por aqui. Permitam-me uma pequena nota antes da reflexão propriamente dita. Leio muitos clamores na imprensa e em comentários, contra este referendo de Chávez, quer criticando a validade do mesmo, quer criticando a insistência por parte do dito líder no assunto [é já uma segunda consulta popular sobre o tema].
Então que dizer do Não irlandês ao Tratado? Não estará em vista um segundo referendo? Não haverão, por parte da Comissão, inúmeros apoios, benesses e clausulas "opting-out" tendo em vista a captação do Sim irlandês? No fundo o princípio não será o mesmo?
Olhando ao escrito, importa antes mais, reflectir sobre o referendo enquanto mecanismo de consulta popular. Tenho para comigo que o mesmo é um poderoso instrumento de averiguação da vontade popular, transportando a decisão de um nível superior para um nível ao alcance real dos cidadãos.
No entanto, há que ter em conta que a aplicação do mesmo tem de respeitar certas premissas.
Em primeiro lugar, sou mais apologista do uso deste em matérias e questões locais ou municipais, isto porque cognitivamente e identitariamente as questões efectuadas estarão á partida ao alcance do eleitor comum [que recorde-se, por norma, apenas possuí um enfoque a curto prazo muito focado na sua perspectiva individual e dos seus que o rodeiam].
Em segundo lugar, as próprias questões que são submetidas a referendo têm de ser bem ponderadas e estruturadas para que possam ser compreendidas pelo eleitor. Isto, porque se este não perceber bem o alcance do que é referendado, corre-se o risco do mesmo poder ser aproveitado por certos sectores damagogicamente, ou ser instrumentalizado para a obtenção de algum fim [daí o cuidado com as perguntas, que paradoxalmente acabam por se tornar inteligíveis para o eleitor comum].
Acredito e aceito plenamente o referendo nacional em matérias de costumes. Acredito que a sua banalização enquanto instrumento de consulta popular em questões locais ou municipais, daria um importante acréscimo à natureza democrática da gestão municipal - para além do óbvio ganho em termos de aproximação eleitor-eleito, quer pelo "empowerment" cívico que se geraria.
Mas olhando ao que escrevi em cima, ao contrário do sr. Jardim, considero negativa a ideia de referendar normas constitucionais [no caso da regionalização torna-se um imperativo constitucional - vide artigos 255º a 262º]. Isto porque os eleitores comuns não iriam entender o alcance do que era proposto a referendo. O risco de instrumentalização e de manietação dos reais alcances do que era proposto seriam enormes, tal como se verificou na Venezuela.
2009-02-14
Mário Crespo: Um ex bom jornalista...
2009-02-13
Liberdade de expressão à madeirense

"Artigo 37.º(Liberdade de expressão e informação)
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos."
in Constituição da República Portuguesa
Compare-se agora este este direito enunciado na nossa Lei Fundamental, com o pedido de identificação e morada com que foi confrontado um leitor do DN-Madeira e habitual redactor de missivas que saíam no espaço do leitor daquele matutino, após enviar uma outra missiva. À primeira vista e tendo em conta que o respectivo orgão [assim como outros como o Expresso, Visão, Sábado só para dar um exemplo] pede estes dados como questão de salvaguarda [assim é referido em letras minúsculas no fundo da página da secção em questão], nada pressupõe uma ilegalidade.
O problema é que estranhando a situação, efectuou uma ligação telefónica para o dito jornal e questionando o porquê de só agora pedirem os ditos dados [isto após o envio e publicação de muitas cartas], alguém lhe indicou que os mesmo se destinavam a serem compilados num ficheiro, isto porque o ministério público (MP) "tem andado a solicitar os dados de vários autores de cartas de leitor!"
Isto é inconcebível e assume contornos pidescos!. Olhando que por exemplo a anterior carta do senhor em questão visava e criticava a intricada questão do porto do Funchal, não custa adivinhar de quem são as queixas em questão. Bem sei que tem de haver um salvaguardar por parte do órgão de comunicação [afinal de conta a responsabilidade sobre o conteúdo da carta é do autor da mesma], ou a salvaguarda da honra de alguém que possa vir a ser ofendido, mas a compilação de dados das cartas mais "agressivas" e posterior cedência ao MP soa claramente a intimidação [sim, porque creio que o órgão é livre de os ceder ou não]. Isto quando claramente nem existem razões para tal e são motivadas pelo único facto de constituírem críticas ao poder vigente [tomando por exemplo a última carta]. Meus amigos, a isto chama-se prepotência.
Numa terra cujos níveis de intervenção cívica por parte da população deixam muito a desejar, este episódio ocorrido num órgão e espaço que acabava por ser uma espécie de escape da sociedade [para o bem e para o mal], acaba por ser bem representativo do asfixiamento "invisível" existente sobre as opiniões discordantes da maioria.
Juntamente com a calúnia [basta ver os mimos com que muitos são brindados na Assembleia, isto dando um pequeno exemplo] e destruição da reputação [ser objecto de queixa ainda que por difamação não é nada simpático] ou a autêntica "ostracização" económica e social [num contexto pequeno como o nosso], estas pequenas técnicas são demonstrativas do quão rarefeito está o ar político na região. Até quando?
Terminando, olhando ao verificado na assembleia regional - com um regimento que não não promove a efectiva promoção dos direitos minímos da oposição - será que caminharemos para uma interpretação regional muito "sui generis" do artigo com que comecei este texto?
post scriptum: [tendo em mente a contracção do mercado publicitário - obriga a procurar recietas para sobreviver] olhando dúbia negociação ocorrida com o Governo Regional a propósito do JM, o DN-Madeira sai muito mal na fotografia. É pena!
"Os olhos do mundo e a fortuna" - Review

2009-02-12
Está bem... façamos de conta
Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
Mário Crespo
Façamos de conta que este governo não me assusta...
Pedro
banalidades
Não acho que ir para fora seja o que realmente queremos, numa visão "ad eternum". Queremos ter a certeza que isso é o que queremos se quando estivermos daquele outro lado, possamos estar numa praia e sonharmos que o outro imaginário é Portugal. Que podemos voltar para Portugal, não de férias, mas para criar o nosso próprio mundo cá.
1809 - Uma boa colheita

Que têm em comum Louis Braille, Pierre-Joseph Proudhon [vide também aqui], Edgar Allen Poe, Felix Mendelsson, George Haussman e Nikolai Gogol [isto só para citar alguns]? Para além de terem deixado um impacto nas suas suas respectivas áreas, nasceram todos em 1809, celebrando-se deste modo o seu bicentenário.
A lista já é impressionante, mas se tomarmos em conta que neste presente dia se celebra o nascimento de Charles Darwin e de Abraham Lincoln, creio que o epíteto "excelente safra" pode ser bem aplicado a esse ano.
Darwin "apenas" forneceu uma explicação lógica e racional para a diversidade de espécies existente, com a sua teoria da evolução das espécies, base da Biologia Moderna. No entanto o seu legado transvasou o mero campo da Biologia, para muitas outras áreas, influenciando fortemente o pensamento científico desde então.
Lincoln [numa altura em que na Casa Branca está um presidente afro-americano que se revê nele], é simplesmente apontado como um dos melhores presidentes americanos de sempre. De humildes origens, destacou-se pelo papel preponderante na abolição da escravatura - facto que quase provocou um secessão e motivou uma Guerra civil - sendo também lhe apontado um brilhante e hábil exercício de poder, onde procurou aconsellhar-se junto dos seus adversários. O seu assassinato ajudou a conferir-lhe uma aura que se reflecte na importância que a história americana lhe [bem] atribuí.
Hoje no metro, vi uma rapariga a ler "On Natural Selection" de Darwin. Calculo que tenha sido propositado, mas não deixa ser uma boa maneira de celebrar o legado de um homem, cujo pensamento continua a ser válido.
Contigências do acordo
Com a ratificação em Julho último do Acordo Ortográfico, o jornal Record decidiu desde 1 de Janeiro, passar a editar os seus textos usando já as alterações previstas. Até aqui tudo bem [o motivo do post não é discutir se o acordo é positivo ou não].Como certamente estarão a imaginar, isto iria mais cedo ou mais tarde, dar azo a títulos e cabeçalhos mais criativos [e parolos] que os habituais.
Pois bem, estava eu sereno a folhear o dito jornal [que diga-se de passagem por vezes consegue surpreender com autênticas pérolas], enquanto a nossa selecção jogava contra a Finlândia [dá para ver o interesse que o jogo suscitava], quando fiquei estático e tive de ler toda a notícia para me contextualizar, ao ver em destaque o seguinte cabeçalho numa notícia:
"TETOS SALARIAIS"
Priceless!
2009-02-11
Consulta aos Cidadãos Europeus 2009

Esta iniciativa, que se prolongará até 27 de Março de 2009, permite ao comum cidadão efectuar propostas e debater as referidas temáticas numa plataforma online constituída para o efeito. Daqui, sairão 10 propostas por país, que serão debatidas por 50 cidadãos escolhidos aleatoriamente por cada país nos dias 28 e 29 de Março. Posteriormente serão compiladas as 270 propostas existentes no cômputo da UE, sendo destas eleitas 15, que depois serão apresentadas na CIG aos chefes de estado.
As recentes adesões vieram por à prova as infraestruturas e a estruturação orgânica e administrativa da UE. Tornou-se imperativo [até agilização do funcionalismo das instituições] uma profunda reforma, numa organismo já de si muito pesado e burocrático e pesado, incorrendo numa espécie de autismo fechado sobre si próprio, sem tomar em conta os seus cidadãos.
Aliás, em muitos países, importantes passos na construção europeia, têm sido tomados sem haver uma efectiva legitimação dos cidadãos a esse propósito [ver aqui e aqui].
O princípio de subsidiaridade, ou a tomada de decisões a um nível mais perto do cidadão, fica assim gravemente prejudicado.
Esta iniciativa [a qual aconselho vivamente a participação e que em Portugal tem a parceria do IEEI], em meu entender, é muito válida dado que permite uma efectiva aproximação do cidadão comum, servindo ao mesmo tempo como de "european awareness" quer funcionando numa função pedagógica [na senda do que vem sendo feito], quer medindo o nível de conhecimento acerca da UE.
Post scriptum: Sobre a questão posta a debate na iniciativa, deixo isso para comentar brevemente...
Paradoxo e o sentido de oportunidade

"(...)Contra o stress, a crise, e o desemprego, participe e ganhe gratuitamente um pack de experiências relaxantes à sua escolha.
São centenas de opções, desde um Cruzeiro Romântico com Champanhe, a uma Massagem super relaxante, um passeio de Balão, ou até mesmo um dia num SPA..."
nota: mensagem recebida de um dos inúmeros portais de emprego. Simplesmente adoro o nicho de mercado escolhido e a maneira como vendem o produto. Não sei se me rio. É que a mensagem chega a roçar o ofensivo.
Se a moda pega...
Descontentes com o facto de já não receberem salários há mais de 3 meses, os jogadores dos Galáctico Pegaso [da 3ª divisão espanhola] resolveram realizar uma acção de protesto frente ao Real Madrid C [aproveitando o mediatismo deste]. Curiosamente este clube é o primeiro em Espanha que é gerido via web.
Afectado por uma grave crise [em parte devido à grande proximidade com um sector da construção actualmente em recessão], o futebol espanhol tem vindo a registar algumas acções de protesto originais [recordo o ajoelhar do Granada no início de um jogo, pelos mesmos motivos há semanas]. A situação ameaça mesmo grandes clubes como o Athletic Bilbao, Deportivo ou Valência só para enunciar alguns...
Olhando que muitos dos clubes deste lado de cá da fronteira vivem constantemente com a corda na garganta [não se coibindo de apresentar reforços por mais paradoxal que pareça], creio que já faltou mais para que protestos originais comecem a aparecer por cá. Já faltou mais!


